sexta-feira, 15 de março de 2019

MATHEUS MACÁVIMA - HARMONIA ITABIRANA

O MEDIOPIRA DESSA SEMANA foi falar com um músico itabirano que conheci esses dias e já gostei de cara. A Sheila Malta postou um vídeo dele tocando uma música do Milton Nascimento e na hora eu falei...olha...esse menino é bom viu...é diferente...harmonia trabalhada, voz firme. Ai começamos a interagir e convidei o moço para o MEDIOPIRA O nome do rapaz é Matheus Macávima. Mas vamos a entrevista...


MEDIOPIRA - Vc nasceu em Itabira? O que vc ouvia na sua infância?

MM –Sim, nasci em Itabira, peito de aço. Como todo jovem nascido no começo dos anos 90, escutei as músicas do Skank, mas, por ter um Pai mais velho, escutei muito um bocado de MPB também, Toquinho, Vinicios, música Sertaneja da época e das mais antigas, Sambas do Martinho da Villa, pagodes do SPC, mas também Raul Seixas, Mamonas Assassinas, e as músicas que faziam sucesso na época. Escutei também meu Pai tocando violão e rádio. Não tive uma infância muito diferente da maioria dos jovens da minha geração, nesse aspecto cultural.
MEDIOPIRA - E como foi a sua iniciação na música? Com violão primeiro ou como cantor?
MM - Na verdade comecei a cantar, ainda muito criança, as músicas que eu escutava em casa, mas nada formal. Eu era uma criança muito tímida. Na adolescência me interessei mais por rock, comecei a tocar violão aos 16 anos de idade, sozinho mesmo, e fiquei sem cantar desde a pré-adolescência até os vinte e poucos anos.
MEDIOPIRA - E percebo que vc tem um cuidado especial com a harmonia, mais sofisticada e trabalhada. De onde vem essa influência?
MM- Então, sempre fui curioso. Minha tentativa de experimentar sons que soem como eu quero para cada música me faz buscar sempre tentar algo fora do senso comum. Não tenho pretensão de inventar nada novo nesse sentido harmonico, pois mesmo antes dos meus dois anos de faculdade de música já sabia que a música tonal não tem muito mais para onde ir nesse sentido, e mesmo hoje continuo compondo sem pensar muito no que estou fazendo, a linguagem formal da música, a questão teórica, é algo que ainda não domino como gostaria, e acabo usando para ver o que eu fiz depois da música já pronta.
MEDIOPIRA - Em quem vc mais se espelha?
MM -Não sou muito de adorar ídolos, já tive essa fase quando adolescente, hoje sou mais cético, admiro aspectos separados de cada pessoa, mas sei que todo mortal tem defeitos e se jogar no tribunal todo mundo vai ter crime e defeito. Mas a música do Milton Nascimento me toca muito, admiro também os mestres do violão brasileiro como Rabello e Powell, e a sagacidade bem humorada das letras do Tom Zé, as misturas muito bem feitas pelos Novos Baianos, as experimentações dos Mutantes, do Arrigo Barnabé. Mas também acho lindo o tradicional, o regional e o ancestral, como o Maracatu, os Reinados, Congados, os tambores ancestrais do Jongo, essa coisa espiritual e transcendental da música me chama atenção, apesar de eu não ser nenhum especialista em cultura popular.
MEDIOPIRA - Eu ouvi uma música sua. Parece ser autoral. A letra também é sua?
MM -Sim, imagino que a música em questão seja “Partido Único”. Sou formado em História e estou atuando como educador na “Rede Cidadã” em Itabira, mas muito antes disso sempre defendi o papel da educação como arma social e a liberdade de expressão. Projetos de lei como o “Escola sem Partido”, e os ataques que oo políticos mais conservadores e reacionários vem fazendo aos educadores, incentivando que eles sejam vigiados, censurados, proibidos de se expressar, me cheiram a um autoritarismo bem fedido e decadentes, que servem a um propósito político preconceituoso e voltado para as elites. Vejo também com maus olhos essa cultura da violência e do ódio, que a “bancada da bala” no Congresso tanto ama, e que vem se popularizando cada dia mais, onde se busca resolver o problema da violência com mais violência, e nós sabemos quem historicamente é atingido por essa violência.
MEDIOPIRA - Vc tem se apresentado muito? Tem lugar pra música do clube da esquina para as harmonias mais elaboradas? Acha que o público tem essa percepção? Consegue entender essas nuances
MM – Até dezembro do ano passado eu morava em Ouro Preto e tocava bastante, tanto sozinho quanto com minha banda, a “Libertos”. A música se tornou a minha maior fonte de renda nesse período. No entanto, hoje estou em Itabira, e aqui os espaços para esse tipo de música são reduzidos. Portanto, tenho tocado menos, principalmente num bar denominado “Barbosa”, no bairro Pará aqui em Itabira. O Público que gosta deste tipo de música naturalmente percebe essas questões, pois presta atenção. Os que não gostam simplesmente ignoram, como em qualquer gênero musical. Meu tipo de música não é tão popular quanto outros gêneros que estão no auge, e atinge um mercado de Nicho, é para esse Nicho que devo me comunicar, procurando ser coerente e autêntico. Não acredito que seja melhor ou pior que qualquer outra manifestação cultural, mas sirvo a propósitos específicos.
MEDIOPIRA - Seu instrumento é o violão. Vc também toca outros instrumentos? Tem incursões no jazz ou seu negócio é MPB mesmo?
MM - Sou mais voltado para canção. Já montei arranjos harmonizando melodias e toquei algumas peças para violão solo, principalmente enquanto estive na faculdade. A música instrumental nunca foi meu forte, mas a muitos anos gosto muito de escutar choro, Jazz e até peças para violão solo. Afrobeat e Ska também estão entre os sons que escuto, e tenho grande admiração pela improvisação instrumental que o Jazz desenvolve.
MEDIOPIRA - Itabira tem uma atmosfera cultural muito forte. Quais os artistas itabiranos vc aponta como promissores? Qual é a sua turma em Itabira?
MM – Infelizmente não é tão fácil ser artista em Itabira, e no meu tipo de música não vejo muita renovação da juventude. Posso citar a Maíra Baldaia, que atualmente está desenvolvendo seu trabalho em BH, O Rafael Formiga tem um trabalho muito bom também, tem o Vinicius Barcelos, Fernando Martins, no rock tem a turma do Postura, o pessoal da geração mais antiga como Baiandeira, Tony Primo, Genésio, Luiz Bira, Gacê, Marçal, entre outros.

MEDIOPIRA - O que vem ai? Quais são os projetos para o futuro imediato?
Estou em trabalho de composição, e pretendo lançar um EP ainda esse ano, após testar as músicas. Minha banda Libertos também está em processo de gravação, e tem um show com banda sendo montado ainda para Abril, mas sobre isso ainda vou aguardar para dar mais detalhes.
MEDIOPIRA - O que vc ainda não fez na música, mas tem vontade de fazer?
Tenho vontade de gravar um álbum inteiro com músicas minhas, participar de festivais fora de Mingas Gerais, fazer turnê nacional, dividir palco com artistas da área, muitas cosias ainda devem ser conquistadas. Mas o que eu penso mais é sempre em produzir música e fazer com que ela chegue nas pessoas.
MEDIOPIRA - Deixe os contatos para quem quiser contratar o MATHEUS MACÁVIMA.
WhatsApp: 31 9 9272 8531
Instagram: @maiamatheus91

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2019

NÃO DEIXAREMOS O SAMBA MORRER


Não me canso de repetir: não existe nenhum FESTIVAL CULTURAL mais importante que o carnaval. Junta no mesmo pacote: música ( percussão, baterias, batuques, bandas) teatro popular( fantasia, blocos e escolas de samba), cenografia( ornamentação), desfiles alegóricos, turismo( atrai turistas) e ainda gera emprego e renda. Parabéns aos que mantém viva essa chama.

PREFEITURAS SEM DINHEIRO
E quem há de dizer que não estão certas? Dinheiro público deve ser gasto por ordem de prioridades. O setor público anda desequilibrado. Os repasses não são feitos como deveriam. As prefeituras andam com cobertor curto. Cobrem a cabeça e descobrem os pés. Então, na ordem das prioridades, em primeiro lugar vem o pagamento do pessoal. Em segundo lugar a saúde, depois vem a educação, depois vem as obras públicas, manutenção de estradas, rede esgoto. Por outro lado, as cidades desenvolveram uma dependência muito grande das prefeituras pra tudo. Isso acaba matando a sustentabilidade dos eventos.
NOVOS CAMINHOS
Algumas cidades estão dando a volta por cima. Alvinópolis por exemplo sempre teve um carnaval muito animado. A prefeitura também passa por situação difícil e foi cogitado não ter carnaval. Mas a comunidade se uniu, a ACIA ( Associação Comercial e Industrial) liderou e tudo indica que fará um carnaval muito bom. Outras cidades parece que seguem o mesmo caminho. Fiquei sabendo que Nova Era vai ter carnaval, também promovido por comerciantes locais. Rio Piracicaba também, mas por iniciativa da prefeitura.  Quem gosta de carnaval dá um jeito.
CARNALVIPA SENSACIONAL
A cidade mantém a tradição. Vai ter as consagrados BATERIA COLIBRI e CHARANGA da RUA DE CIMA comandando a batucada. Vai ter o mega bloco OS PIRATAS. Vai ter o bloco FNC, que também cresceu muito. SACO SUJO e PIRANHAS tradicionais. Vai ter a tradição da MARIQUITAS. E tem outros blocos chegando.
E OS SHOWS?
Gostei muito da contratação do SAMBA NA SOLA de DAN e DUCA para a abertura. É uma dupla que tá ganhando o pessoal no suor, no muque, puro merecimento. Eles tocaram em Alvipa e agradaram muito. A turma gostou e contratou. Torço para que façam um show inesquecível. E a outra atração é a banda CAJON BEAT, que tocou há pouco tempo na cidade e também agradou geral. Quem esteve no evento pediu bis e o pessoal da organização soube escolher muito bem. São atrações de ótimo nível, dentro da realidade financeira.

PRAÇA LINDA
A praça vem sendo decorada com muito esmero por Marina Carvalho e cia ltda. Decoração  com muitas cores e muito brilho. Aliás, se tem uma coisa que não vai faltar nesse carnaval é amor pela terra e aquele ziriguidum característico do povo de Alvinópolis, que tem samba no pé e alma de batuqueiro.

sábado, 23 de fevereiro de 2019

BANDA BONAPART LANÇA SEU PRIMEIRO SINGLE


Há alguns dias atrás o meu amigo Dindão me chamou pra falar sobre uma banda que ele havia conhecido: - "Pink Floyd. Ouvi uma banda boa demais. Os caras tocam muuito. Vc precisa conhecer.  A banda se Capitão Caverna".
Pois eis que uns dois dias depois outro amigo, o Mark Jr me ligou pra contar que ele e amigos haviam montado uma banda nova e estavam procurando espaços pra tocar. Perguntei a ele o nome da banda e ele falou: Capitão Caverna.
Era a mesma banda elogiada pelo Dindão!
Coincidências não existem, meus camaradas. Tudo tem um sentido nessa vida. Mas continuei conversando com o Mark sobre o trabalho e ele me mostrou o trabalho autoral que estavam desenvolvendo. Foi aí que chapei de vez. Quando ouvi a música EU TÔ AÍ DE BOBEIRA, fiquei impactado. Um rock estilo anos 80 como há muito não ouvia. Letra inteligente e som resolvido de alto nível. A essa altura eu já tinha me tornado um espécie de 5º elemento.
Aquele nome CAPITÃO CAVERNA era comercial e tudo, mas ao pesquisarmos na internet descobrimos que haviam umas 15 bandas usando o nome pelo país à fora.
Começamos a procurar um nome que traduzisse o pensamento e a sonoridade da banda. Depois de uns 3 meses finalmente encontramos um que nos agradou bastante: BONAPART. Napoleão? Também! Qual o problema?  Mas tem também a BONNA PARTE dos italianos, a boa parte, o lado bom.
É isso, meus amigos. O BONAPART é o lado bom da música, profissionalismo e sonoridade surpreendentes, músicas próprias com cara de sucesso e covers com uma qualidade incrível, uma banda que tem tudo para se firmar no cenário e conquistar o país.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2019

A NOVA CARA DO ROCK BRASIL

Há alguns meses venho divulgando sobre uma banda de pop rock que será lançada. Finalmente chegou a hora. Trata-se de uma banda que tem músicas autorais muito boas, mas que também toca covers em altíssimo nível.Conheci as letras e idéias e me entusiasmei. Rock de qualidade? Oba! O lançamento oficial vai acontecer nesse sábado dia 23 na Rádio Alternativa. Vai ter entrevista de lançamento do primeiro single, ou seja, primeira música de trabalho que vai entrar na programação da rádio.Serão lançadas também as páginas no face, instagram, twitter, etc.  Estamos fechando detalhes e divulgaremos aqui para vcs.

RÁDIO ALTERNATIVA 30 ANOS
Nenhuma mídia da região consegue a penetração que a Rádio Alternativa alcança. Este ano a rádio está completando 30 anos de bons serviços prestados, tendo agora como gerente o jovem Tiago Martino. Parabéns aos seus proprietários, funcionários e todos que ajudaram a erguer essa empresa tão importante.
CARNALVIPA VAI SER BACANA
A cidade passa por uma crise terrível como todas as outras. Por causa da falta de repasses por parte do governo do estado a prefeitura não teria como fazer. Mas a ACIA liderou e a turma que gosta de carnaval chegou junto e o CARNALVIPA vai acontecer. Claro que o dinheiro tá regrado, tudo sendo feito com muita racionalidade. Mas pelo menos o evento tradicionalíssimo e multicultural está garantido. Parabéns aos alvinopolenses pelo arrojo.
ROCK VIROU MÚSICA DE VÉI?
Essa semana lancei uma frase desafio na internet e deu a maior polêmica. A frase foi: ROCK VIROU MÚSICA DE "VÉI" ?  Muitos se sentiram até ofendidos.
E QUAL O PROBLEMA DE SER VÉI?
Meu gênero favorito continua sendo o rock. Também gosto de MPB, de Jazz, do pop, mas gosto do rock pela sonoridade. Talvez por ainda ser um tanto analógico, humano, indomável. Um véi, né?  
UM MERCADO COLOSSAL PARA OS ROQUEIROS
Rapazes e raposas. A população do Brasil tá envelhecendo. Imaginem quantos roqueiros perdidos por aí, doidos pra consumir novidades, mesmo que antigas?
SERÁ QUE O ROCK VAI VOLTAR A BOMBAR?
Perante as novas gerações eu não sei.  Onde havia um forte sentimento de contestação, de rebeldia, parece haver o pragmatismo, preocupação com a carreira, pouco intelectualismo e uma chapação menos engajada. Mas tem os véi que apreciam e consomem.
ENTÃO O ROCK MORREU?
Claro que não! O Bolero não morreu ( os sertanejos adoram), nem o tango, nem a valsa. Mas os tempos são outros. O rock tá dando uma hibernada, esperando novas fornadas, novos compositores, bandas novas, mais festivais, mais garotos comprando guitarras e baixos e imaginando que vão arrumar namoradas fazendo um som( o mesmo vale pras meninas).  E também tem uma galera um pouco mais madura fazendo muuito som.
E O QUE PRECISA PRA VOLTAR ÀS PARADAS?
Pra que volte a ficar forte, tem de ter mais festivais, as bandas se juntarem pra tocar juntas, criar cenas. Oferecer conforto também, boa bebida, bons petiscos, visual. E qualidade, no som, na luz, no espetáculo. No momento o rock parece que só tá rolando em eventos de motociclistas. E essa turma sabe fazer eventos quentes. A turma precisa ter mais apetite pop, almejar chegar nos corações e mentes. Se a banda tocar pra agradar só ao próprio gosto vai tornar-se uma "masturbation band" e vai passar a vida na garagem. Não faz mal ter algumas músicas "cabeça", mas um repertório totalmente alternativo vai atingir um público alternativo incapaz de prover sustento para as bandas. Agora, se a intenção for essa, se uma tribo pequena satisfizer, tá deboas também. 

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2019

UZT

...
Dia desses estava conversando com um amigo, quando um jovem músico chegou oferecendo pra ele um CD de sua banda. Meu amigo falou que não ia comprar por que não tinha em casa nenhum cd player mais. Tinha tudo no pen drive e no celular. Ai o cara falou pra ele. Então ouça nosso trabalho no youtube. Tem o CD lá - full album. E se der, por favor inscreva-se no nosso canal.O nome da nossa banda é UZT. Entendeu o trocadilho?  UZT é "Os et"...os extraterrestres. entendeu? Leve-me ao seu líder!
CD virou souvenir
Toda banda acha que tem de ter. Se vc vai divulgar as pessoas perguntam: tem CD? Mas só que ninguém compra mais cds. Não tem mais apelo comercial. Realmente as pessoas estão utilizando outras maneiras de ouvir música e não fazem questão da materialidade. Tá tudo na tal nuvem.
Banda Misteriosa
Em breve será lançada oficialmente a nova banda monlevadense que vem na fase de pré-temporada, se preparando bem pra se apresentar ao mercado. Tá tudo sendo feito com muito cuidado. Acho que o pessoal vai gostar bastante.
A volta do rock
Mesmo com toda a repulsa contra a globo, não há como negar a influência das novelas em termos de costumes e moda. Vem ai uma novela da globo ambientada nos anos 90 e parece que vai ter muito muito rock. O clima vivido pelo país também inspira bastante. Rock é contra-cultura, dedo na ferida, verdades inconvenientes, a mosca da sopa do Raul.
Carnalvipa vai ferver.
Esse ano tá sendo bacana pois a ACIA - Associação Comercial e Industrial de Alvinópolis resolveu abraçar o evento. E convocou muitos alvinopolenses da gema pra ajudar. A prefeitura passa por uma crise precedentes e não tinha recursos pra investir. Mas a ACIA mostrou sua força e agiu no sentido de preservar a cultura, promover a alegria do povo e ainda gerar emprego e renda. Assim, os Alvinopolenses, que amam o carnaval terão uma folia bem bacana. E os amigos de fora também estão convidados a curtir um carnaval delicioso.
ESSA É PARA VC QUE GOSTA DE COMPOR MARCHINHAS OU SAMBAS
Até o ano passado promovemos o Festival Marchinhas de Minas. Mas esse ano resolvemos inovar. Teremos prêmio também para a melhor marchinha e para o melhor samba. E vai virar FESTIVAL DE MARCHINAS E SAMBAS.  Publicaremos o regulamento nos próximos dias.
NOTICIOSO CULTURA
Quero convidá-los a conhecer o NOTICIOSO CULTURA. O Noticioso é um canal no youtube que desenvolve conteúdos variados. Eu sou entrevistador essa parte de cultura, sempre conversando com personalidades da música e das artes em geral.


MEDIOPIRA no NOTICIOSO CULTURA
Na próxima semana estarei entrevistando dois jovens talentos musicais da região que abraçaram o Samba. A cantora e compositora Duca Furtado da Dupla Dan e Duca e do Samba na Sola e o compositor, cantor e cavaquinista Leo Hosken, do Grupo Bambaia. 

UZT pode até ser um bloco de carnaval.

Com tinta fluorescente pra brilhar no escuro...


Se precisar de produção de audio ou vídeo, fale comigo...

sexta-feira, 7 de dezembro de 2018

ALEX GODOI, O REI DO BAILE...


O MEDIOPIRA dessa semana foi conversar com Alex Godoi, músico ( baixista) e empresário artístico dos mais estruturados da região. Alex vem de uma família muito musical e fez da música um negócio rentável. Sua Banda Agá é uma das mais requisitadas do Médiopiracicaba, fazendo espetáculos de alto nível e botando o povo para bailar. Ele é a prova vida de que com dedicação e trabalho duro, dá pra viver muito bem de arte e cultura fazendo o que gosta.. Mas vamos à entrevista...

MEDIOPIRA - O que vc ouvia na sua infância?

Alex - Na infância ouvia muito meus pais cantando musicas de seresta em festas de Família e nos bares da cidade. Em casa e nas rádios  ouvia  Pop Rock.

MEDIOPIRA -  Como foi o seu despertar para a música? Como vc começou?

Alex - Meu Pai sempre foi músico . Na Década de 70 ele tocava no Conjunto Monson 72, e a vida toda ouvia ele tocando. Foi daí que despertou tanto em mim, como no meu irmão e irmãs o interesse pela música. Meados de 1990 , eu , meu irmão e um amigo, montamos uma banda de Pop Rock cujo nome era Banda Asa Delta, assim foi o começo .

MEDIOPIRA - Em quais bandas você participou?

Alex - Primeiro , montamos a Banda Asa Delta. Depois fui para a Banda “ Nucleo Base”. Só Rock.Eu , o meu Irmão Claudiney Godoy e  meus amigos Bororó(Guitarra) e Cláudio Barros(Bateria). Tempos depois a banda acabou e fui convidado para entrar na primeira Banda de Baile Dablus Big Band. Fiquei até meados de 1997. Após, fui convidado para participar de uma Banda de Axé em São Gonçalo do Rio Abaixo , Banda Loanda (Trio Elétrico Loanda) , e em 1998  montamos a Banda Agá  também em São Gonçalo do Rio Abaixo, que tb só tocava musica da Bahia. Em 2006 transformamos a Banda Agá (Axé) em Agá Plus Banda Show ( Banda Baile Show ) , sendo que  nesse perIódo de 2006 até a presente data tb acompanhei juntamente com a banda por longas datas, algumas duplas sertanejas ( Jean &Josagno, Fabricio e Elcimar, Maycon e Doulgas, Dayvid e Cristiano e outras.)

MEDIOPIRA - Vc participava antes como músico, também cantava, como era?

Alex - Sempre participei como músico , empresário/produtor de banda e de duplas , mas nunca cantei .

MEDIOPIRA - Como músico, qual estilo vc mais curte tocar?

Alex - Como músico sempre gostei muito de tocar a música bahiana

MEDIOPIRA - Quais os baixistas mais admira?

Alex - PJ (Jota) Gigi Cerqueira (Ivete)

MEDIOPIRA - Como vc entrou no segmento de bailes?  Quais bandas vc admirava?

Alex - Devido a queda da musica de axé na época , tivemos que entrar no segmento de baile para podermos continuar no mercado , na época umas das bandas de Baile  que admirava era a Super som C&a , Banda Lex Luthor.
MEDIOPIRA - Quando é que vc começou com a Banda AGÁ?

Alex - Em 1998 no Carnaval da cidade de Manhuaçu.

MEDIOPIRA - A banda tem membros fixos e convidados? Como funciona? Se não me engano o Jésus Henrique de Itabira  cantou com vcs né?

Alex - Os músicos são todos Fixos. De vez em quando temos que contratar cantores Freelance , devido a carência de cantores que cantam todos estilos em nossa região . O Jésus Henrique , era fixo um período antes do The Voice , e após The Voice  tem feito algumas apresentações conosco, como Free Lance.

MEDIOPIRA - Como é essa rotina de ensaios de vcs? Muito puxada?

Alex - Sim , é um pouco puxado pq banda Baile normalmente são 4 hs de baile tocando todos os estilos musicais, e como normalmente são 4 cantores , não é fácil juntar e ensaiar toda essa galera .

MEDIOPIRA - Uma coisa perceptível na qualidade de vcs é uso da tecnologia. Os paineis de led, iluminação e figurinos fazem toda a diferença. Mas esse diferencial não representa um custo exagerado, incidindo no preço?

Alex - Hj para conseguir se manter no mercado das grandes Bandas de Baile do Estado, è necessário que se faça esse investimento e estar sempre inovando a medida que vão aparecendo as novidades . O custo é muito alto sim , mas acaba que se não investir fica fora do mercado.

MEDIOPIRA - Vcs parece que tem formatos diferenciados com preços diferentes. Como funciona?

Alex - Temos sim , a Empresa Agá Produções e Eventos representa hj a Banda Aga Plus e a Banda Segunda Opção , ambas com a mesma qualidade musical , porém Segunda Opção é uma banda mais compacta .

MEDIOPIRA - Vcs também oferecem estrutura para eventos em separado né? Se alguém precisar de um painel de led, palco vc tem pra oferecer?

Alex - Temos sim ,  a Empresa Agá Produções,que além de representar as Bandas Agá Plus e Banda Segunda Opção, representa tb o DJ Flávio Henrique,  e oferecemos toda estrutura para festa, Palco , sonorização, iluminação, estrutura em Box de alumínio,  Painel de Leds Alta resolução Full HD, Montagens de Estrutura de Boates em vários formatos para festas de Casamentos, Aniversarios de 15 anos, Formaturas ,etc.

MEDIOPIRA - Como está o mercado?  Vcs tem fechado muitos shows?

Alex - O mercado como outro qualquer, é muito competitivo e exigente.  Só consegue se manter, como já havia dito , aquelas empresas que se preocupam em se atualizar e oferecer o que há de melhor para o cliente, com qualidade e preço . e  com relação aos shows não podemos reclamar , Graças a Deus a procura é grande sim.

MEDIOPIRA - Dá pra viver só de música ou tem de diversificar pra conseguir pagar as contas?

Alex - Se tiver uma agenda boa de shows ou baile se consegue viver da música sim , porém para isso é importante que os contratantes , principalmente órgãos públicos valorizem mais a nossa classe,contratando e valorizando “bandas e músicos de verdade”, porque, se a coisa continuar no rumo que está tomando  com os famosos “ Play Backs “, “ VS”,  chegará uma hora que não terá mais músico no mercado .

MEDIOPIRA - Deixe seus contatos para quem quiser conhecer o trabalho da Banda Agá ou mesmo contratar shows.

(31)  98855-0394
(31) 3851-5888
Email : alexgodoi26@hotmail.com
     Site       www.agaplusbandashow.com.br
Insta : @agaplusbshow

sexta-feira, 30 de novembro de 2018

É POSSÍVEL GANHAR DINHEIRO COM CULTURA?

Esse é o tema do PAINEL de DEBATES que vai acontecer no auditório do SICOOB no dia 04 de dezembro próximo, a partir das 20 horas. A promoção é conjunta entre o grupo Pensando Monlevade e o 7 faces pontos de cultura. O painel integrará a programação do Festival Marmotas de artes integradas, com vasta programação nos próximos dias.
MAS DÁ PRA FAZER DINHEIRO COM CULTURA?
Tiradentes virou outra depois do Festival de Cinema
Claro que sim! Se observarmos bem, cidades como Tiradentes, Ouro Preto, Paris, Las Vegas tem a cultura e o turismo como principais atividades econômicas. Além de suas potencialidades históricas ou naturais, essas cidades fizeram algo diferente: acreditaram e deram suporte à cena, não só  o poder público, mas também os artistas, empresários e  comerciantes e as coisas foram se ajustando. Claro que com as devidas proporções. No caso de Las Vegas, tornou-se a meca do showbusiness mundial, mas também teve os cassinos e muito entretenimento. Mas seu principal produto ainda é a cultura, os shows e o entretenimento. Então por que é que o cenário anda tão difícil pro nosso lado?
O QUE VAMOS DEBATER?
Vamos principalmente lançar perguntas no ar e ouvir as opiniões dos convidados e também da platéia. Por exemplo: por que o público não tem comparecido aos eventos culturais? Por que o povo reclama que a cidade não tem nada e não comparece aos eventos culturais da cidade?O que os artistas precisam fazer para tirar o público do conforto do seu lar e convencê-los a pagar ingressos para assistir a um show? Por que o povo prefere artistas de fora e não prestigiam os artistas locais? Por que os donos de bar preferem os covers e dificilmente contratam show autorais? Por que os artistas se negam a se organizar minimamente e depois reclamam que são preteridos? Por que o poder público investe tão pouco na cena local? Essas são apenas algumas perguntas...mas haverão várias outras. Inclusive que a platéia poderá sugerir na hora.
CONVIDADOS QUE TEM MUITO A DIZER
Os convidados para compor a mesa do debate são pessoas que trabalham diretamente na área da cultura na cidade. Teremos a presença do jornalista e empreendedor Thiago Moreira. Thiago realiza uma série de eventos e trabalha na área da comunicação e marketing. Seus projetos misturam arte, cultura e gastronomia, sempre muito bem sucedidos, inclusive realizado com sucesso em outras cidades. Claira Ferreira é jornalista e atual presidente da Fundação Casa de Cultura de João Monlevade. Ela vai representar o poder público, com suas possibilidades e limitações. Samira Lima vem direto do Rio de Janeiro para compor a mesa. Ela residiu em Monlevade durante um tempo e produziu muito na cidade. Hoje produz arte e cultura na cidade maravilhosa. Terá muito a acrescentar. Luiz Ernesto Guimarães é jornalista e escritor. Outra visão. E pra completar, o músico, compositor e marketeiro Maquinhos Souldusamba, um sujeito que construiu belos projetos artísticos que foram as bandas Infocus e Souldusamba. Todos com experiência para acrescentar no debate de ideias. E pra mediar, teremos a presença do Jornalista Ulisses Costa, que também é músico, blogueiro e que vai conduzir o evento. E no suporte, Carla Lisboa e equipe, Marcos Martino e Sheila Malta.

E O QUE FAZER PARA PARTICIPAR?
Os interessados poderão se inscrever pela internet, participar da platéia e até formular perguntas para os convidados que integrarão a mesa. Poderão até mesmo propor temas, apenas obedecendo as regras para que não extrapolemos o tempo. Quem quiser reservar lugar deverá enviar nome e telefone ( zap) para o email pensandomonlevade@gmail.com.
E DEPOIS?
Pois é. Mas se você não puder ir, o interessante do evento é que ele continuará vivo na internet. Vamos registrar o conteúdo dos painéis em vídeo e textos e publicaremos na net, assim quem não puder comparecer presencialmente vai poder opinar e enriquecer o conteúdo.  Esperamos vocês lá...