terça-feira, 13 de novembro de 2018

DUCA FURTADO - TUDO SOBRE O PROJETO "NO OLHO DA RUA"


O MEDIOPIRA da semana conversou com DUCA FURTADO, cantora, compositora e idealizadora do projeto NO OLHO DA RUA, um coletivo de música onde os convidados irão participar de uma roda pra cantar sambas, rock, mpb, o que pintar. Uma vitrine popular, espontânea, de um jeito que tá faltando, pro público cantar junto na palma da mão. Mas vamos à entrevista...

MEDIOPIRA - Duca, com surgiu a idéia do projeto NO OLHO DA RUA?

DUCA FURTADO: Na verdade essa ideia vem germinando há um tempo, mas terminou de brotar na ressaca das últimas eleições. Acordei na terça 30 de outubro, com a sensação plena de que, durante esse processo político, estávamos tão certos daquilo que nos distanciava (ideias, ideais, conceitos), que nos esquecemos completamente do que nos une enquanto seres humanos. O diálogo estava cada dia mais precário porque só conseguíamos enxergar o que nos diferia. Era clara pra mim a necessidade de nos reconectar. Nada conecta mais que a arte e tudo isso acordouesse desejo antigo de fazer música junto a outros como nós, músicos que amam o que fazem, dos mais variados gêneros. Mais que isso: abrir esse encontro a pessoas que não atuam profissionalmente. Música é includente: une, reúne, aproxima. Se o diálogo estava escasso, música é uma linguagem universal. Pensar ainda em abranger outras formas artísticas é expandir esse abraço. Eu e meu parceiro, Dan Soares, sempre tivemos esse sonho. A ideia não é exatamente nova. Há projetos lindos por aí, muitos deles sobrevivendo com pouquíssimo apoio. O “Tô na Praça” em Itabira é um exemplo disso. É um coletivo de artistas que expõe seus trabalhos em praças diversas, ao som de boa música, tudo organizado por elas. Algumas estarão conosco dia 15. Talvez o que haja de fresco no nosso projeto seja a roda espontânea. A ideia é que qualquer um possa participar, trazendo seu tamborim, seu cajón, sua voz. O massa é que é uma cria coletiva, aberta a quaisquer participações. O No Olho da Rua é feito a muitas mãos.

MEDIOPIRA - Como será o formato? Vai ter equipamento de som, microfones ou será tudo acústico?

DUCA FURTADO: A gente vai ter uma banda base microfonada na roda. Nós do Samba na Sola, o Rômulo Ras (parceiro e peça fundental do projeto,que aderiu desde o começo), o Geraldinho Félix, o José Ricardo de Souza. Haverá um microfone pras participações vocais também, que algumas vezes serão acompanhadas por seus instrumentos amplificados. De resto, tudo acústico.

MEDIOPIRA - Quem já confirmou participação?

DUCA FURTADO: Além dos que citei acima, vamos contar com Norma de Jesus; Gê Paiva; Lauzin Santos, Mike Santos; Ricardo Drummer; minha mãe e mestra, Dulcinéia Caldeira;Melquíades do sax; Ricardo Monlevade; James Jamerson; Bruno de Oliveira; o grupo de Rap Nômades; entre muitos outros artistas da região.

MEDIOPIRA - Já ouvi alguém comentar, não sei se você mesmo, que pretende depois descentralizar o projeto, levar para outros bairros. É essa a idéia?

DUCA FURTADO: Queremos muito! Tudo depende de todos, é claro. O projeto cresceu, tomou corpo, vamos precisar de mais apoio, de mais mentes e mãos, pra fazê-lo dar certo. Eu e o Dan Soares estamos à frente, mas contamos muito com o apoio do Grupo Pensando Monlevade, por exemplo. A Sheila Malta está sempre presente, correndo atrás conosco. Com mais parcerias como essa, o NO OLHO DA RUA vai longe.

MEDIOPIRA - O projeto é tão bacana que seria legal até levar para outras cidades. Só precisa de uma praça pra fazer, claro, de alguém pra captar patrocínios e a adesão dos artistas do entorno. O que acha?

DUCA FURTADO: Pois é, Marcos. Já temos convites pra promover o No olho da Rua em Itabira e na Região dos Lagos, no RJ. Estamos super dispostos e felizes com a adesão à proposta.

MEDIOPIRA - Já estão fechadas as participações ou ainda tem espaços para outros artistas? Quem quiser cooperar deve procurar quem?

DUCA FURTADO: No Olho da Rua não tem esse negócio de “fechado”, rs. A roda é sempre aberta. Podem procurar por mim ou pelo Dan Soares, através do Messenger no facebook. Estamos abrindo pra pessoas que queiram declamar poesia também, autoral principalmente, além de artistas plásticos que queiram expor.

MEDIOPIRA - E essa logomarca maravilhosa? Foi idéia sua ou veio do próprio Sergio Henrique?

DUCA FURTADO: Então, quando eu pensei no nome estávamos numa reunião com o Marco Braga e Sheila Braga, nossos parceiros e patrocinadores. Logo depois veio a imagem da roda de samba como pupila na cabeça. Mas foi o Sérgio que tornou essa ideia possível, outro grande parceiro do projeto, foi fazendo a arte enquanto conversávamos, com muita paciência e disposição. Ficou lindo!


MEDIOPIRA - Duca, imagino que vcs estão fazendo com custo mínimo. Quem tá ajudando vocês a viabilizar o projeto?

DUCA FURTADO: Uma galera linda demais: o Boteco do Braga, Pesque e Pague João Da Mata, Cratera Bar, Bio Forma, Escola de Música Daniel Bahia, LUPUGDOGS, Ortoface Próteses Dentárias e a Bocatta Lanches. Ainda contamos com a parceria da Cervejaria Ashby que estará conosco vendendo chopp da melhor qualidade e a NOMAD, que inaugura no evento a NOMAD TRUCK, com vários pratos deliciosos. Outros apoiadores muito importantes, além do Grupo Pensando Monlevade, são os jornais A Notícia e Bom Dia, que nos ajudaram a divulgar e que farão o registro do evento. O fotógrafo Wir Caetano também vem somar com o  seu olhar  Pretendemos repetir em dezembro e já estamos abertos a novas parcerias e patrocínios. Deixo aqui o contato do Dan Soares, pra quem quiser unir-se ao time: 31 989262752 22 988195668 (WhatsApp).

MEDIOPIRA - Fique à vontade para convidar o pessoal...e deixe os contatos para quem quiser saber mais, opinar, enfim...

DUCA FURTADO: Gente, a rua não tem um dono, é nossa. O No Olho da Rua também. Cheguem mais, cantem e façam arte conosco. Vamos nos reconectar. Será uma alegria estar com todos vocês. Dia 15 de novembro na Praça do Lindinho. O evento começa às 17h, a roda às 18:30.



sábado, 10 de novembro de 2018

E JOÃO HONROU JEAN ...

João Roberto e Ronivaldo: qualidade absurda!
Se o espírito do fundador estivesse na cidade, na certa aplaudiria o show do João Roberto e convidados na noite chuvosa dessa sexta-feira. Houve momentos mágicos, de deslumbramento e  solidariedade. Foi um verdadeiro festival de grandes músicos. Mais de 60 passaram pelo palco do Centro Educacional. 

O PÚBLICO

Com toda a chuvinha fininha daquelas que molha pra valer, o público compareceu e foi extremamente caloroso com os artistas presentes. Muitos amigos do João, pessoas que se envolveram com a campanha e fãs da boa música. Foi uma noite memorável.

O PRÉ-SHOW

Antes do show começar houve um pouco de stress por que alguns artistas vinham pela BR 381 e muitos chegaram pouco tempo antes do show começar. Alguns chegaram já com o show em andamento, mas graças a Deus deu pra todo mundo participar. Enquanto o show não começava, o pessoal pôde ver a exibição do vídeo Jean Monlevade, a História de um sonho, baseado em poesia do Erivelton Braz. Depois o filme sobre o Concurso Fotográfico Pensando Monlevade, com as fotos vencedoras.

CURIOSIDADE

Uma coisa engraçada que aconteceu. Quando João chegou para a passagem de som, a equipe técnica, pessoal da luz e do som chegaram junto pedindo o roteiro do show, pra programar tudinho. E João esqueceu. Tiveram de correr atrás pra imprimir lá por perto. Finalmente João retornou com os roteiros impressos. Com um porém: com as letrinhas tão pequenas que nem uma formiga conseguiria ler. Neguinho tava olhando a lista com Lupa. 

O SHOW

As 21:25 o show começou. O João no inicio estava  nervoso, tímido. Mas depois da terceira música em diante o negócio engrenou e foi um deslumbramento atrás do outro.

JOÃO ROBERTO E RONIVALDO

Foi uma coisa maravilhosa ouvir a dupla novamente. A qualidade é estratosférica, emocionante. E era engraçado os dois conversando entre uma música e outra. Sabe aquelas conversas de compadre? Fazendo catira? Combinando uma pescaria? Os dois são muito afins. O vozeirão arrasa quarteirão do João junto com a profundidade da voz do Ronivaldo formam uma combinação que vai além do perfeito.


SHIRLEI MALTA DO OUTRO LADO DO ESPELHO

Pra mim especialmente, foi demais ouvir João Roberto e Ronivaldo cantado DO OUTRO LADO DO ESPELHO, de minha autoria. Mais ainda com a performance da bailarina Shirlei Malta. O povo aplaudiu muuito. Meu ego ficou inflado por alguns minutos. 

O VIOLINO DE SAMUEL DIAS

O violino já é um instrumento exótico, mas muito charmoso e lúdico. Quando tocado com sensibilidade e lirismo então. Abrilhantou demais.

Natália Grigório - arrasou...
NATÁLIA GRIGÓRIO

Se tem uma cantora mineira cujo título de diva cai bem, essa cantora é Natália Grigório. Enquanto espera a chegada do Caio ( para breve) a moça foi lá e arrasou. Como canta essa Natália...

CORAL CÔNEGO HIGINO
Coral Cônego Higino
Eu sou apaixonado pela Rita de Cássia, por tudo que ela representa, pela doçura de pessoa que é e pelo lindo hino que compôs pra João Monlevade. E o coral que ela rege é tão doce quanto ela. Que lindeza as meninas cantando junto com o João. Jean deve ter se emocionado.

RELICÁRIO DE VOLTA

Emocionante também o retorno do projeto RELICÁRIO. Foi muito bom ouvir Daniel Bahia em ação mais uma vez. É um dos melhores guitarristas que conheço. E olha que conheço muitos. Bom também rever o baixo firme do Betinho e a batera pop rock com swing do Fábio Sartori. É um projeto muito interessante que merece umas reticências...

Lauzin instrumental
LAUZIN

Companheiro, amigo do peito e grande músico,  Lauzin também prestigiou o evento e fez com o João o pedaço instrumental do show. 





TUPETE

De São Gonçalo pintou o rei do Swing, o grande Tupete. O cara tem uma cancha de palco, uma tranquilidade que só os profissionais. O palco é sua casa. Foi lá e arrasou.

JUNINHO PEREIRA

Eu não conhecia. Baixo firme e voz também muito boa. É irmão do João. Talento de família.

ROGÉRIO SALOMÃO

Foi uma surpresa no meio do show. Amigos do João convidaram o violonista e cantor ROGÉRIO SALOMÃO para apresentar a música AMIGOS de Roberto Carlos, enquanto um vídeo com fotos marcantes da vida do moço eram exibidas. Foi emocionante.

MOMENTO TRAPALHÕES

Teve um tal de Marcos Martino que foi dar uma de apresentador e derrubou pedestal com telefone que seria de prompter do João. Foi aquela trapalhada clássica. Por castigo, teve de fazer o papel de petestal humano e segurar a colinha para o João cantar a última música do show. Bem feito. Ninguém mandou ser aparecido. 

A BANDA DE APOIO

João escolheu muito bem os músicos. Só fera. Depois publicarei aqui os nomes da rapaziada. 

ALEX - AGÁ PLUS

Fez toda diferença o telão de LED do Alex. Não apenas pela qualidade, mas por causa das artes que ele fez pro show. Gente boníssima, coração do tamanho do mundo,

TONY, AMINTAS E O BIG BANG

Eu já conheço e recomendo os caras o tempo inteiro. E não é atoa. São os melhores. Profissionais ao extremo, amigos, interativos, do jeito que tem de ser.

COBERTURA REVISTA DIGITAL EM VOGA

Uma mídia que chegou pra ficar. Atrevida, desruptiva, diferente e com um elemento que anda faltando: tesão. Foi muito bacana o que fizeram no show. Obrigado a Naira e ao César Rocco. Foi muito bacana mesmo a turma.

OBRIGADO AOS COLABORADORES

Agradecemos à FUNCEC, Hiper Comercial Monlevade, Farmácia Barros, CDL e Art Design Monlevad, República Literária, Espaço Vip, Chilli Beans, Ótica Novo mundo, ULETE MOTA, Aga Plus, Big Bang Audio e Video, Jornais Bom Dia e A Notícia, Revista Digital Em Voga e Rádios Alternativa e Global FM. Também a Claira da Fundação Casa de Cultura e pessoal do Centro Educacional pela generosidade, ao Lucas pelo companheirismo e a todos que compareceram.

DOADORES ANÔNIMOS

Alguns deixaram claro que não poderiam ir, mas ainda assim compraram ingressos pra ajudar. Teve gente que patrocinou, não fazendo questão que o nome aparecesse. 

TROFÉU CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE

Na oportunidade pude conhecer o lindo troféu que o grupo PENSANDO MONLEVADE recebeu em Itabira pelo histórico de ações na área da cultura. Achamos até que precisamos fazer muito mais para que tenhamos uma reputação realmente relevante e percebida na cidade. Mas não deixa de ser um grande estímulo. E o troféu é muito lindo. Agradecemos ao Eustáquio Felix pela honraria.

A LUTA CONTINUA, COMPANHEIROS

No que diz respeito à campanha para a cirurgia do João, mais um passo foi dado. Não foi uma arrecadação vultuosa, mas outras ações virão na sequencia. Em breve teremos mais notícias pra vocês. Por ora, agradecemos e muito pela boa vontade de todos.

quinta-feira, 8 de novembro de 2018

JUNIO QUEIROZ. COMPETENTE EM TUDO QUE FAZ...


O MEDIOPIRA de hoje conversa com o DJ Junio Queiroz, um dos mais requisitados do Médio Piracicaba. Junio é desses caras tipo pau pra toda obra. Além de DJ é locutor, produtor de eventos e coordenador da Rádio Alternativa 1 FM. uma das maiores de toda a região. Mas vamos à entrevista.

MEDIOPIRA - O que vc ouvia em sua infância?

Junio Queiroz - Então Marcos.... Sou de uma família de músicos, desde novo fiquei sempre envolvido com meus primos que tinham uma banda em Belo Horizonte, tocaram na Impressão digital The Rolling Stones Cover o João Rodrigues Batera e Paulinho guitarra. Estiveram em bandas de renome na capital mineira. Assim quando meu pai estava envolvido com a política da vida por ser prefeito de uma pequena cidade do interior de Minas, eu sempre brigava pra ficar com meus primos ajudando montar bateria e sempre brincava um pouco. Tudo isso aconteceu nos anos 80, sendo assim peguei boa parte do rock nacional também. Aprendi a gostar de tudo um pouco, Clube da esquina, Legião urbana, Paralamas, Eric Clapton dentre outros. Bem Eclético mesmo. Mas sempre ligado ao rock nacional e a música popular brasileira. Daí foi crescendo o interesse pela música! Mas minha mãe conta que desde novo eu batia nas tampas das panelas e quebrava tudo fazendo algum barulho.                                                                                                                                                                                                                      
MEDIOPIRA - Você já pensou em aprender algum instrumento?

Junio Queiroz -Em meados de 2000 fui pra pequena cidade e acolhedora cidade de Materlândia em MG onde meu pai tanto gostava. Ai engrenei em uma banda de música da cidade e fiquei mesmo estudando música mas confesso que não rendia muita coisa no instrumento de sopro não. Mas já na bateria (TAROL) eu até dominei muito bem. Mas confesso que meu sonho sempre foi mesmo bateria. Sempre gostei de um groove! Adoro o som de uma batera.      
                                                           

MEDIOPIRA - Vc começou como locutor ou como DJ?

Junio Queiroz -Comecei como locutor em uma rádio também em Materlândia MG comunitária e fiz lá também meu primeiro baile tocando em fita k7 e vinil, depois fui pra outras cidades trabalhar em rádio como por exemplo: Santa Maria de Itabira na Rede Oriente, CDL FM em Monlevade, Rede Sim Sat em Pinheiros no E.s, Jovem Pan em São Mateus também no E.s e Alfa em Nova Era. Devo muita obrigação a um grande profissional que é o meu padrinho de rádio que me ensinou tudo e um pouco mais Watson de Paula. Muito conhecido no meio rádio. E assim nessa ida ao Espírito Santo conheci o Flávio Dj conhecido com Dj Sanmy que com seu jeito irreverente de mixar despertou em mim a vontade de ser dj e com ele fui aprendendo e cai nas pistas e a própria profissão foi incentivando e a coisa foi fluindo.                  
                                                              
MEDIOPIRA - O que despertou sua paixão pelo oficio de DJ?

Junio Queiroz -Muito boa a sua pergunta.... Antigamente para ser um bom dj o mesmo tinha a obrigação de mixar bem certinho bpm certos e claro conhecer bem de música e ficar sempre antenado aos principais lançamentos .

MEDIOPIRA - O que o bom DJ tem de ter pra fazer sucesso?

Junio Queiroz -Agora no cenário atual o Dj precisa ser um show man ou até mesmo modelo, mixar é um caso a parte.                                              

MEDIOPIRA - Qual o seu estilo preferido?
                                                    Junio Queiroz -O meu estilo favorito é o popular funk, mas perai!!!! Funk mellody como Mc Marcinho, Leozinho, Buchecha, Koringa, Sapão. O funk light sem apologia às drogas e ao crime. Mas também agrado muito do House, Deep e Drum Bass.                      
                                            
MEDIOPIRA - Vc toca em seus eventos aquilo que o povo quer ou tem um repertório diferente?

Junio Queiroz -Acredito que se fosse tocar só o que quero, ja teria saído do mercado. A maldade está ai de você tocar o que o povo gosta de ouvir. Estou ali trabalhando para agradar o público que pagou o seu ingresso pra curtir e me sinto na obrigação de atende-los bem!    

MEDIOPIRA - Quais os maiores nomes da cena regional?

Junio Queiroz -Na cena regional nos temos o Mc Pit Bull, Bob Rum, Mc Chocolate dentre vários outros.                
                                                                            
MEDIOPIRA - Vejo que vc trabalha muito em sintonia com outros artistas. Já participou em clip de funk e vai tocar esses dias num show com Livvia Bicalho. Como é a interação com outros músicos?

Junio Queiroz -Então acho muito legal quando divido o palco com outros artistas, até mesmo de outros estilos e genêros é a oportunidade de conhecer e ao mesmo tempo de está por dentro de tudo que rola em outros estilos. Com a Lívia é uma parceria de anos ela é das minhas... Ousada, irreverente e de um talento brilhante. Sem contar da pessoa dela que é sempre muito educada, amiga e sei de muitas de suas histórias de ajuda aos artistas da nossa região. Por isso torço muito por ela. Coração gigante! Gosto de graça e como já disse conheço ela desde quando tudo começou! Sou muito grato a tudo que ela ja fez por mim. Assim onde posso tento levar o show dela e ela o meu. Assim, vamos levando.     
                                           
MEDIOPIRA - Vc também compõe? Tem projetos autorais ?

Junio Queiroz -Na verdade só tenho algumas produções no funk de alguns artistas do cenário.    
                                      
MEDIOPIRA - Os DJs continuam sendo necessários ou também tendem a ser substituídos por robôs?

Junio Queiroz -Acho que a tecnologia ta aí e é legal sempre inovar com efeitos especiais como o Co2 nos shows, os robôs de led e tal... Mas sempre teremos por trás disso tudo o trabalho humano, o repertório que é essencial e claro a comunicação e a interactividade do dj com o público é fundamental.                                                                                                                             
MEDIOPIRA - Qual a diferença entre DJ e MC?

Junio Queiroz -O dj sempre coloca o som, toca para o Mc cantar. Então Dj nas batidas e o Mc no vocal.         
                                                               
MEDIOPIRA - O que você acha do atual cenário da música? Tá estagnado ou tem muitas coisas boas surgindo?

Junio Queiroz -Acho que infelizmente o funk ta se perdendo, principalmente nas letras como os proibidões e também nessa nova roupagem de BPM 150.          
                                                                                           
MEDIOPIRA - Quais os principais problemas vc tem enfrentado na Alternativa? A internet ajuda ou concorre com as rádios?

Junio Queiroz -Vamos lá falar do rádio... Sempre muito bom! Acho que a internet chegou pra fazer a diferença e claro nos ajudar. Mas tudo tem o lado bom e o ruim da coisa. Sabemos que assim a concorrência de uma certa forma aumenta, mas acredito muito na notícia local e claro em promoções, humor e no novo jeito de fazer rádio. Com mais Dinamismo e mais proximidade com o nosso ouvinte. Em fim são eles que nos dão audiência. Agora na era digital devemos aproveitar o que a internet nos oferece como por exemplo rádio online, a participação do ouvinte pelo whatsapp , mais um que chegou para aniquilar o telefone. Mas é assim em meio a tantos conflitos, temos também várias saídas. Um grande detalhe que temos também que tomar cuidado no rádio é a playlist. Tá tudo muito igual, por isso saímos um pouco só do sertanejo e hoje tocamos o funk o pagode o pop o rock e assim com as promoções e novos quadros vamos saindo na frente, principalmente com nossas redes sociais sempre muito atualizadas. Acredito que hoje o rádio vai além do rádio! E o caminho é longo, mas vamos caminhando. Sempre pensando em nossos ouvintes e parceiros.       
                                                      
MEDIOPIRA - Quais são os seus próximos eventos? Deixa também seus contatos...

Junio Queiroz - Vamos lá para a relação:

Dia 10 de Novembro Remember a Festa João Monlevade MG.                Dia 17 de Novembro Inauguração da Millennium em São Domingos do Prata.

Dia 08 de Dezembro Clube do Sema Rio Piracicaba .

Dia 22 de Dezembro Alvinópolis festa do Bloco Micróbios.                                                                       
          Contatos 31 9 7322 6330                                Whatsapp 
       email juninho97fm@gmail.com               Alternativa 31 38516045                                                                         
                                                                                                                     

sexta-feira, 26 de outubro de 2018

E JEAN VIROU JOÃO - SHOW COM JOÃO ROBERTO E CONVIDADOS


No Mediopira de hoje vamos conversar com o cantor João Roberto, que no dia 9 de novembro as 20:30 estará no Centro Educacional apresentando seu show "E JEAN VIROU JOÃO". Em 96 ele foi diagnosticado com "Ceratocone" (doença que deforma a córnea e causa cegueira). Por isso, músicos e amigos estarão juntos para ajudar o cantor João Roberto a realizar cirurgia para não perder a visão. Mas vamos à entrevista.

MEDIOPIRA- João, como foi essa história da Ceratocone?

JOÃO ROBERTO- Olha, pois é. Situação bem complicada. Eu já estava no último estágio da doença, tendo perdido a visão quase total, enxergando somente vultos. Passei por 3 transplantes, com muita dificuldade financeira na época para conseguir realizá-las. Fiquei inscrito na fila do SUS para conseguir gratuitamente, mas nunca fui chamado. A família lutou junto comigo, fazendo almoços, jantares, rifas entre outras coisas, até conseguir fazer as primeiras cirurgias. Hoje estou casado e com filhos e passei novamente por uma cirurgia de correção na córnea. E demorei mais de um ano para juntar o dinheiro, quase perdendo a visão do olho direito. O olho esquerdo está com uma fissura, onde terá que reabrir sua cirurgia anterior (transplante de córnea), e costurar novamente. E após a recuperação realizar a cirurgia de anel intra-corneano para voltar a visão.

MP- E como surgiu a ideia do show?

JR- Quando o pessoal do PENSANDO MONLEVADE me procurou propondo uma parceria para tentarmos juntar mais um tanto de dinheiro. Fiquei superfeliz. Recentemente eu venci o Festival da Cancão tendo como tema o BICENTENÁRIO DE JOÃO MONLEVADE, que me permitiu juntar mais um pouco de dinheiro. E agora, com esse show, com a ajuda dos amigos, espero conseguir o que estamos almejando.

MP-  E como será esse show?

JR- Nossa. Só gente boa. Almas generosas, artistas do primeiro time. Vou só citar alguns pra vocês: Natália Grigório, Ronivaldo, Samuel Dias, Juninho Pereira, Coral Cônico Higino,  só artistas da prateleira de cima. Rs. Além da banda base que estará comigo. Vai ser uma celebração.

MP-  E os empresários tem ajudado? Tá rolando solidariedade?

JR- Monlevade é uma cidade solidária. Estão conosco a FUNCEC como patrocinadores,  Hiper Comercial Monlevade, Farmácia Barros, CDL e Art Design Monlevade. Mas tem mais gente chegando. Ah...não poderíamos deixar de citar também o pessoal da República Literária, Espaço Vip, Chilli Beans e Ótica Novo mundo que estão generosamente vendendo os ingressos pra gente. Ah...e o pessoal da Artcópias ( povo gente boa toda vida) e também da ULETE MOTA. E tem também o Alex da Aga Plus, muito gente boa que se dispôs a ajudar com sua estrutura e também o Tony do som que é o cara. Muito obrigado a todos.

MP- E quem quiser adquirir ingressos, o que tem de fazer?

JR- Pois é. Quem quiser adquirir antecipado, tem pra vender na Literária, Espaço Vip, Chilli Beans e Ótica Novo mundo.

MP- E os preços?

JR- O preço unitário é de 25 reais. Mas tem uma promoção legal. Se você comprar dois ingressos paga 20 reais por ingresso. Vc pode por exemplo comprar 2 e presentear a sua namorada, um amigo, enfim.

MP- E qual a mensagem vc deixa para o pessoal?

JR - Primeiro é de gratidão. Os Monlevadenses tem coração enorme. E depois convidar a todos para estarem presentes pois estamos preparando um espetáculo muito especial pra tentar retribuir um pouco desse carinho. Espero abraçar um por um no dia 09 de novembro. A gente se encontra lá...



sexta-feira, 19 de outubro de 2018

AMANDA ALVES É MÚSICA NA VEIA ( GLICOSE SÓ SE PRECISAR)

Nova música com part. TRIO PARADA DURA

O MEDIOPIRA desta semana conversou com a cantora Amanda Alves. Amanda ficou muito conhecida na região pelo seu carisma e voz poderosa. Ela residiu em Monlevade por 7 anos, pra onde se mudou para estudar, pois passou na UFOP pra fazer Engenharia Elétrica. Mas parece que toda a energia dessa morena está focada mesmo é para a música. Ela fez fama na região e tocou em diversas cidades. Hoje Amanda tem sua base em BH, mas continua se apresentando principalmente no interior do Estado onde tem um mercado bem consolidado. No momento ela se prepara para mais um salto em sua carreira com o lançamento de sua nova música "GLICOSE NA VEIA"( eu já vi o clip e garanto pra vocês: tá demais). Todo sucesso para essa mineira arretada que o povo da região adora. Mas vamos à entrevista:


MEDIOPIRA - Amanda, qual o tipo de músicas vc ouvia em sua infancia?

Amanda Alves - SERTANEJO

Maiores influêcias
MEDIOPIRA - Por influencia de quem? De seu pai, seus tios?

Amanda Alves - Minha família inteira. Sempre sertanejo. Meu pai principalmente

MEDIOPIRA - E como vcs ouviam? Através do Rádio?

Amanda Alves -- Não tanto no rádio. Ouvíamos mais k7s e discos de vinil

MEDIOPIRA - Você ouviu mais sertanejo de raiz? Vc é muito nova...já pegou mais o sertanejo de Zezé de Carmargo pra cá né?

Amanda Alves - Não...eu ouvi muito raiz. Eu ouvia muito Tonico e Tinoco...meu tio gostava demais.
Ela gosta mesmo é de um modão
MEDIOPIRA - Então esse repertório vc domina todo né?

Amanda Alves -- Eu prefiro modão pra te falar a verdade. Inclusive eu toco modão. Eu cresci nesse ambiente , todo mundo adorando sertanejo.

MEDIOPIRA - E como vc descobriu seu talento pra música.

Amanda Alves -- Olha Marcos...eu tinha uns 8 anos e minha mãe chegou com um aparelho de som que tinha uma função que a gente podia mutar a voz do cantor. Tipo Karaokê. Ai eu colocava pra tocar o som sem a voz...e foi ai que eu vi que conseguia cantar afinadinho e o pessoal gostava.

MEDIOPIRA - Você é de Abaeté né? Lá é muito musical?

Amanda Alves -- É muito musical. Vc já ouviu falar de Renato Andrade, o violeiro? Ele é de lá.

MEDIOPIRA - Puxa. Renato Andrade é demais. Parece que Tadeu Franco também é de Abaeté. Mas me conte...vc hoje está num centro maior que é BH. Como foi sua trajetória até capital?

Ela já cantou axé
Amanda Alves - Bem eu sai de Abaeté pra fazer cursinho. Então acabei vindo pra BH pra estudar. Cheguei a tocar em banda de Axé. Ai passei na UFOP e morei 7 anos em Monlevade. Depois fui para os Estados Unidos onde fiquei por 3 meses, toquei muito por lá.  Depois retornei direto pra BH. Mas hoje meu trabalho é muito mais no interior do que na capital.

MEDIOPIRA - São quantas pessoas na sua equipe hoje?

Amanda Alves - Hoje são 6 pessoas. Geralmente trabalho com baterista, guitarrista, baixo, percussão e teclado e as vezes sanfona. Dependendo do evento uma equipe mais enxuta.

MEDIOPIRA - E o que vc guardou de bom de João Monlevade e região?

Formanda engenheira elétrica 
Amanda Alves - Principalmente as amizades. Tinha muito os amigos da faculdade, mas também do pessoal da cidade. Inclusive estarei lá no dia 3. E em São Domingos do Prata também tenho muitos amigos.

MEDIOPIRA - Vc hoje tá investindo em CD ou DVD?

Amanda Alves - Eu já estou preferindo investir em singles. Veja só que interessante. Há algum tempo lancei uma música chamada TEQUILEIRA. Essa semana tive uma surpresa. Fui na UBC e vi que tinha um dinheiro pra receber pela execução da música. Prefiro investir em uma música de cada vez, trabalhar bem essa música

MEDIOPIRA - E como vc está se apresentando em BH?

Amanda Alves - Como eu disse antes, o grande mercado pra gente é o interior...mas tenho me apresentado aqui também e tem sido muito bacana. O mercado de BH é mais fechado. Os donos de casas noturnas exigem público mínimo e é difícil vender. Por isso estamos construindo nosso material pra competir mesmo. A concorrência é muito qualificada.

MEDIOPIRA - Vc tem empresário? Como vende o seu trabalho?

Amanda Alves -Nós mesmos vendemos. Temos o Jonathan que é produtor executivo junto comigo e meu irmão em Abaeté. Ele corre atrás por lá.
Santa de casa faz milagres

MEDIOPIRA - Vcs tocam muito na região de Abaeté? As pessoas abraçaram o seu trabalho?

Amanda Alves - Sim. Graças a Deus nós tocamos mais lá do que aqui. Santo de casa tá fazendo milagre viu. Mais ainda com esse novo projeto solo.

MEDIOPIRA - Qual sua opinião sobre a atual fase da música sertaneja?

Amanda Alves - Acho que é um segmento que gira muito. Antes tinha só as duplas. Um trio ou outro. Depois começaram a pintar artistas solo depois que o Leonardo ficou sozinho, depois teve o Daniel. Aí vieram Eduardo Costa, Cristiano,Luan Santana, Gustavo Lima. Depois pintou a Paula Fernandes e a mulherada tomou conta. E isso é legal, pois as mulheres ainda sofrem com alguns preconceitos

MEDIOPIRA - Curioso...não pintou nem uma banda de rock country...

Amanda Alves - Tem a Chaparral de BH. Bem bacana.

MEDIOPIRA - Quais são os projetos da Amanda para o futuro proximo?

E vem aí a música nova: Glicose na veia. 
Amanda Alves - Bom...estamos entrando com um novo projeto agora...que é uma música autoral, parceria minha com um compositor da minha terra Mateus Lacerda, meu irmão, muito talentoso. Nós sentamos um dia para compormos uma música nova e saiu essa que estamos lançando.

MEDIOPIRA - Qual o nome da música?

Amanda Alves - Chama-se "Glicose na veia". Já tá tudo gravado e vai ser lançado no dia 05 de novembro. E tem participação especial de nível nacional que é o pessoal do Trio Parada Dura. Quem fez a produção musical foi o Marlon de Farias que trabalha com Alan e Alex. A produção visual foi do Rodrigo Madureira.

MEDIOPIRA - Sucesso pra vc, Amanda. Deixa seus contatos pro pessoal que quiser conhecer seu trabalho ou quiser contratar seu show...

Amanda Alves - Primeiramente obrigado pela oportunidade da entrevista. Meus contatos  - Meu Insta é  amandaalvesofc - Meu face - só procurar Amanda Alves Cantora. Contato para shows - 9-9974-2915.