quinta-feira, 16 de agosto de 2018

PHILL MENDES, O MAGO DA GUITARRA

Filipe Mendes também conhecido por Phil Mendrix celebrou no ano passado seus 69 anos de vida e 54 anos de carreira. Na palavra dos patrícios, trata-se " do mais virtuoso, psicodélico e caleidoscópico guitarrista português, uma autêntica lenda viva do rock'n'roll. Pois ele esteve no Brasil durante um tempo, viajando e tocando em festivais de música. E fez uma legião de amigos e tocou em Rio Piracicaba num festival histórico: o Rock Pira. Mas vamos à entrevista

MEDIOPIRA - Phil Mendes. É um prazer conversar com você. Sua presença no Rock Pira foi muito marcante.

PHIL MENDES. É mesmo? A gente como artistas nunca tem a dimensão da marca do som que a gente faz. Foi muito legal mesmo. Acho que o pessoal gostou por que na época não tava muito na moda guitarristas que solavam e eu gosto de improvisar.

MEDIOPIRA - O que você se lembra da época?

PHIL MENDES -  Me lembro do primeiro que foi muito no improviso, o que foi legal, numa quadra de colégio, a noite. Já o segundo, me apresentei de tardinha, no pôr do sol, fizeram o palco em cima de um forno antigo, ao lado de uma grande chaminé e com o rio ao fundo. O visual era muito bonito. O público era quente. Havia outras bandas boas também, cantando em português. Foi um festival muito bom aquele. 

MEDIOPIRA -Você em Portugal é quase um mito.

PHIL MENDES - O pessoal lá tem um carinho muito especial com a minha pessoa e sou muito grato a isso.

MEDIOPIRA - Mas conte pra gente como foi essa história. Como foi seu contato com a guitarra?

PHIL MENDES - Bem, eu comecei na música estudando piano. Mas quando fiz 14 anos meu avô me deu uma viola de presente e comecei a aprender e a tocar. Eu fiz um curso importante também no Chicago School of Music que abriu minha cabeça. Daí passei pra guitarra elétrica, que virou quase uma extensão do meu corpo. Nunca mais nos separamos.
MEDIOPIRA - Mas você depois formou bandas? Como foi?
PHIL MENDES - Eu tive uma trajetória muito rica. Minha primeira oportunidade foi em 1964 quanto estreei na Tv, no Festival YeYe. Ai criamos a banda Chinchilas, com Vítor Mamede, José Machado, Mário Piçarra e Fernando. Foi muito marcante por que fomos pioneiros no rock psicodélico português. O curioso é que a banda inicialmente se chamava  "Monstros".
MEDIOPIRA - E como surgiu o nome Phil Mendrix como é conhecido em Portugal?
Phil Mendes - É por que achavam que nosso trabalho era influenciado pela música dos Cream e de Jimi Hendrix. Isso foi tão forte que começaram a me chamar de Jimi Hendrix Português.  E já que comercialmente era interessante,   acabei por adotar. Isso devido aos improvisos nos solos de guitarra, que também eram a marca do grande Jimi Hendrix. Eu acabava tendo de tocar músicas dele nos shows, pois o pessoal pedia. E pra mim era uma honra tocá-las.
MEDIOPIRA - Mas vc só tocou no Chinchilas ou participou de outros trabalhos?
Phil Mendes - São décadas de trabalhos. O Chinchilas se dissolveu em 1971, mas continuei como Mendrix e emprestei o meu som a alguns projetos que ficaram na história do rock em Portugal. Também tive minhas incursões no cinema e em outras artes. E Tive a oportunidade também de tocar em diversos festivais, inclusive no Rock Pira aí na região de vcs.
 
MEDIOPIRA - E o que vc se lembra do Brasil?
PHIL MENDES - Me lembro de músicos talentosos, generosos e afetuosos. Eu cheguei a morar no Brasil, em Belo Horizonte e em São Paulo. Era muito intenso. O público viajava comigo na mesma vibe. E foi importante para compreender o legado português no continente sulamericano. Fiquei feliz em ver a mistura pacífica das etnias e a incrível musicalidade.
MEDIOPIRA - Se tivesse um outro Rock Pira você toparia tocar?
PHIL MENDES - Isso é um convite? Mas é claro que sim. Gostaria muito de um motivo para voltar ao Brasil. Seria uma grande honra. Vai ser quando?
MEDIOPIRA - Só especulando, Phill. Quem sabe a gente não viabiliza?
PHIL MENDES -  Espero que sim. Festivais como o Rock Pira são vitrines vitais para a música rock. Vou torcer para que consigam e podem contar comigo que estarei presente...
MEDIOPIRA - E você acha que o público está perdendo o interesse pelo rock?
PHIL MENDES - Eu acho que tudo é cíclico. As vezes um estilo se exaure. mas também pode se renovar. Parece que o Rock de hoje por exemplo não tem lugar pra longos improvisos de guitarra...é tudo muito urgente. Mas ainda tem quem goste. Então não vou me preocupar em agradar à nova geração. Vou fazer música para meu deleite e do público.
MEDIOPIRA - Obrigado, Phill. Agradecemos muitíssimo pela sua obra e por nos agraciar com a sua música abençoada. 
Essa entrevista simulada é uma homenagem póstuma ao grande Guitarrista e mago da guitarra Phill Mendes, que nos deixou essa semana e que foi o principal nome dos  Rock Piras que aconteceram em Rio Piracicaba nos anos de 80. Valeu, Phill. Você estará presente sim por toda eternidade na história do Rock Pira. E se conseguirmos viabilizar de novo, será o grande homenageado.

quinta-feira, 9 de agosto de 2018

ENTREVISTA COM A COACH PROFISSIONAL DRI JANZEN


O MEDIOPIRA dessa semana foi conversar com a Coach Profissional Dri Janzen ( Adriana Janzen).  Pra quem não sabe, Coach é o profissional que utiliza técnicas próprias para maximização da performance humana. Os Coachs utilizam ferramentas de desenvolvimento conhecidas como coaching para  apoiar o cliente e possibilitar que ele possa alcançar metas. É uma profissão que vem sendo cada vez mais utilizada nos meios coorporativo, esportivo e em todas as atividades onde se busque a melhoria da performance. Mas vamos à entrevista ...

MEDIOPIRA - Como é que vc despertou para o Coaching? Quando percebeu que seria a profissão da sua vida?

DRI JANZEN - Ainda quando atuava como gerente do Sebrae, eu já era conhecida por ser “aconselhadora”. As pessoas me buscavam e sentiam muita confiança em mim. Era uma troca muito boa e eu me sentia bem com isso. Percebi que poderia desenvolver este talento, e contribuir com outras pessoas e também ganhar a vida assim. Em 2016 iniciei minha jornada no  coaching , fiz todas as formações na área, incluindo um MBA ,além de haver passado pelo processo com uma Coach referência em São Paulo. Sempre entendi que para chegar ao ponto de desenvolver as pessoas eu precisava também estar desenvolvida e superar todos os meus comportamentos improdutivos. E foi assim que entrei na área!Meu foco,no entanto é o Business Coaching ou Coaching para negócios, onde atuo com pequenas empresas na área de planejamento estratégico e desenvolvimento de liderança.

MEDIOPIRA - Você também é palestrante, tem facilidade de se comunicar e gosta de compartilhar conhecimentos. Isso soma no seu trabalho de Coach?


DRI JANZEN - Com absoluta certeza!  As palestras são portas para o início do desenvolvimento humano. Ao ministra-las planto a semente da mudança comportamental e crio um ambiente de reflexão interna, onde o participante tem a oportunidade de se analisar sob outras perspectivas e buscar suas próprias respostas.  No geral, meus clientes chegam até mim após as palestras e workshops.

MEDIOPIRA - Há quem diga que o Coach é mais um modismo, como os personais trainers, treinadores, consultores, monitores e afins. Qual é o grande diferencial do Coach?

DRI JANZEN - Como você bem disse: há quem diga isso! Não só do coaching mas de outros profissionais. A verdade é que modismo tende a passar e voltar de tempos em tempos. Não acredito que essas modalidades, assim como o coaching sejam modismos, afinal de contas são profissões que já estão há tempos no mercado e trazem resultados comprovados. O importante é a escolha do profissional certo! Hoje em dia as pessoas tem acesso facilitado a qualquer tipo de formação, temos enxurradas de profissionais sendo lançados diariamente no mercado, com o coaching não é diferente. O primeiro passo é ter um Coach que realmente tenha a competência para fazer com que o seu cliente performe como nunca antes em sua vida! E respondendo de fato a sua pergunta, o diferencial do coaching é a busca das verdades que fazem sentido para o cliente!Não existe, ou não deveria existir, qualquer tipo de aconselhamentos ou dicas. O cliente encontra seus caminhos sozinho e é isso que dá sustentabilidade ao processo de mudança comportamental.

MEDIOPIRA - Em que campos o Coach é mais utilizado?

DRI JANZEN - O coaching é muito utilizado no meio executivo, porque de fato começou com esse segmento de profissionais. Entretanto, o coaching pode ser aplicado a qualquer área da vida. Como hoje a questão da saúde e do físico está muito em voga, o coach que auxilia no emagrecimento é uma área com muito destaque. Eu por exemplo tenho certificação para atuar em todas as áreas, mas o que eu amo fazer e é meu propósito de vida é desenvolver negócios, pequenos negócios! E ai o coaching trabalha comportamentos que auxiliam o empresário a aumentar sua visão empresarial e paralelamente trabalha os gaps encontrados no próprio negócio, como a melhoria de resultados financeiros, a otimização de processos, o desenvolvimento de times entre outros.

MEDIOPIRA - Pode-se modificar comportamentos negativos através do Coach?

DRI JANZEN - Esse é o foco do coaching: substituir comportamentos improdutivos, por outros que te fortaleçam e façam você obter mais resultados em sua vida.

MEDIOPIRA -  Como é a ação do coach no dia-a-dia dos clientes. O coaching tem ferramentas pra monitorar o cliente pra saber se ele está saindo da linha?

DRI JANZEN - O coaching tem técnicas cientificamente validadas que são aplicadas nas sessões, e quando bem aplicadas já trazem mudanças de pensamento imediatamente. Porém, mudar um comportamento ou um hábito é uma tarefa que exige muito empenho, e que você muitas vezes precisa de apoio e motivação, principalmente no início do processo. Meus clientes têm total acesso a mim nessa caminhada! Como ao fim das sessões os próprios clientes se desafiam com mudanças de comportamento, eu sempre peço que eles me demonstrem as ações que farão entre uma semana e outra. Assim eles se comprometem comigo, e isso gera mais responsabilidades.  E eu cobro!! Quando atendo um cliente, me envolvo muito com a satisfação dele e suas conquistas. As vezes preciso me segurar (risos).

MEDIOPIRA - Como o Coach pode ajudar uma pessoa a se preparar melhor para conseguir emprego?

DRI JANZEN - Existe dentro do coaching um processo focado em carreira. Ele trabalha vários momentos do profissional, indo desde o primeiro emprego até a aposentadoria. Esse tipo de coaching, chamado Coaching de Carreira, foca no desenvolvimento de competências que impulsionem profissionais na busca pela melhor colocação ou recolocação.

MEDIOPIRA - O Coach pode ajudar uma pessoa a se disciplinar e estudar o suficiente para passar em concursos?

DRI JANZEN - A autodisciplina é transversal ao processo de coaching! Eu já tive uma cliente que o objetivo era ter mais autodisciplina para estudar. Focamos nisso, e ela hoje é referencia em planejamento, organização do tempo, disciplina e foco, inclusive ajudando outros colegas nessa árdua enseada que são os estudos. Tem três filhos pequenos e é inclusive uma inspiração pra mim. Se chama Glenda. A rapidez com que ela mudou seu padrão mental, foi algo incrível!

MEDIOPIRA -  Existem coachs para famílias? Que estudam seus membros e desenvolvem programas para ajudar pais a melhorar a relação com seus filhos e discipliná-los para que também obtenham melhor performance na vida?

DRI JANZEN - Hoje existe Coach para tudo! Porque o processo cabe em qualquer área. O importante é sempre buscar referencias, e acima de tudo se sentir confortável com o profissional. Essa é uma relação de muita confiança para ambas as partes, e ter o sentimento de acolhimento é muito importante para a performance do cliente.

MEDIOPIRA - Você poderia citar algum caso de atleta que modificou seus hábitos pela ação de um Coach e que modificou profundamente a sua performance?

DRI JANZEN - Hoje em dia praticamente todos os atletas possuem um Coach de “cabeceira” risos. Eu inclusive fiz boa parte das minhas formações com Renee Simões, técnico de futebol muito conhecido. Ele é um coach esportivo e desenvolve muitos atletas, aliando seu profundo conhecimento técnico com todas as ferramentas do Coaching. Um exemplo de atleta é o Vitor Belfort, ele passou por processo de Coaching com o Vilella da Mata, que trouxe o coaching para o Brasil e é fundador da Sociedade Brasileira de Coaching.

MEDIOPIRA - Como tem sido a receptividade para o seu trabalho em João Monlevade? As pessoas conseguem entender o que é o trabalho de um coach?

DRI JANZEN - Na verdade eu ainda não divulguei o meu trabalho de forma massiva em João Monlevade. Estou aqui fazem 8 meses e as pessoas que chegam até mim, vem por indicação. Tenho muitos clientes de São Paulo e um Programa de Desenvolvimento de Carreira, que está em seu processo embrionário, tendo sido lançado em Ipatinga no dia 30/07 com seu primeiro módulo previsto para 22/09. Estou em busca de parcerias para a implementação deste programa aqui em Monlevade também. Como meu foco é empresarial, realizo palestras em parceria com a CDL e o Grupo Pensando Monlevade, e assim vou galgando meu espaço na cidade. Tudo é construído! E sou muito grata a Deus pelas pessoas que Ele coloca em meu caminho e que me apoiam. Acredito que o coaching precisa ser melhor conhecido, muita coisa desmitificada, não só aqui como em várias outras partes do país.

MEDIOPIRA - Deixe seus contatos para quem quiser interagir com vc e até contratar seus serviços.

DRI JANZEN - Eu tenho meus canais abertos para qualquer pessoa que queira conhecer mais do coaching e do meu trabalho, e até experimentar gratuitamente uma sessão. Minhas redes sociais estão em processo de redirecionamento estratégico, e em breve será lançado um canal no youtube. Apesar dos meus conteúdos serem voltados para o mundo empresarial, sempre trabalharei mudanças de comportamento. Então todos podem participar! Instagram e facebook: @newmecoaching - Site: www.newme.com.br - Whats: 11 98913 1106 



quinta-feira, 2 de agosto de 2018

A VOZ MARAVILHOSA DE JOÃO ROBERTO


O MEDIOPIRA dessa semana foi conversar com o cantor JOÃO ROBERTO, uma das vozes mais impressionantes do Médiopiracicaba. A primeira vez que ouvi o João Roberto cantando na banda Relicário, fiquei de queixo caído. Aquilo não era uma voz. No linguajar dos músicos, era um canudo de voz, uma potência muito acima da média. A banda era formada só por músicos excelentes, mas ele se destacava. É difícil encontrar um cantor com uma emissão vocal tão consistente. Muito tempo depois tive oportunidade de conhecer o seu trabalho com a dupla João Roberto e Ronivaldo. Altíssima qualidade. Como acompanho o cenário, estou sempre lendo notícias de seus trabalhos em várias frentes, seja como músico solo, com orquestra ou com músicos parceiros. JB é outro desses operários da música, que toca, dá aulas, faz de tudo um pouco, sempre com muita competência. Mas vamos à entrevista ...

MEDIOPIRA - João Roberto, o que vc ouvia na sua casa em sua infância?  O que seus pais ouviam?

JOÃO ROBERTO - Ouvi muito Jessé, Ney Matogrosso, Rafael Rabelo, Cantores de Ébano, Raul, Altemar Dultra, Djavan, Milton entre outros. Meus pais na verdade tirando Djavan que descobri sozinho foram os responsáveis pelos demais.

MEDIOPIRA - Como foi o seu despertar para música? Quando sentiu que tinha dom pra música?

JOÃO ROBERTO - Perdi a visão quase total na pré adolescência. Meu pai me deu um violão e me ensinou dois acordes e desenvolvi sozinho. E meus pais ficaram sabendo do coral da funcec o " Arte e expressão ". Me levaram pra fazer um teste,fiz e passei. E canto pela funcec desde 98.

MEDIOPIRA - Vc chegou a estudar música quando era mais novo ou é auto-didata?

JOÃO ROBERTO - Sou auto-didata, as revistinhas me ajudaram muito,kkk. Depois tive aulas com Zapata e Lauzin onde tive uma base mais sólida como violonista. Hoje estou terminando a faculdade " Licenciatura em Música" daqui um ano.

MEDIOPIRA - Você teve professores que o instruíram sobre técnicas vocais?

JOÃO ROBERTO - Na verdade não. Fui pelo processo de imitação. Um dos principais grupos que ouvi quando entrei no coral foi o A capella Company. Onde fui lapidando minha voz.

MEDIOPIRA - Vc participou de muitas bandas e formações musicais? Cite algumas pra nós.

JOÃO ROBERTO - Comecei com Arte e expressão em 98, logo em seguida fui descoberto por Lauzin no Grupo Encanto, um grupo vocal onde era tenor. Neste grupo Ronivaldo também fazia o mesmo naipe e me convidou pra trabalhar com ele. Assim surgiu a dupla Ronivaldo e João Roberto. Em 99 ainda fui convidado para ser solista da orquestra da funcec, onde permaneço até hoje. Tive fora por uns períodos por causa de trabalho mas, sempre retornando. Em 2005 se não me engano entrei no projeto da banda Relicário onde fui o cantor e violonista do grupo. Um momento de crescimento musical incrível. Depois que o grupo parou comecei no grupo Chora na Rampa. Grupo instrumental de choro onde toquei cavaquinho e cavacolim ( cavaquinho na afinação de bandolim) pois não tinha dinheiro pra ter os dois. Depois disso fiquei anos no grupo Enlace ( para cerimônia de casamento ) com Lauzin no violino e Alexandro Pastorino no sax e flauta. Hoje em dia continuo fazendo cerimonias de casamento mas com parcerias diversas dependendo da demanda. Hoje atuo muito com Samuel Dias ( violino) em vários eventos e também meu amigo Lorenzo Bandeira ( Saxofone).
Ronivaldo e João Roberto - uma dupla urbana.
MEDIOPIRA - Vc durante um bom tempo formou com Ronivaldo uma dupla muito aclamada. Mas atualmente tem atuado mais solo. Acabou o "casamento" ou q dupla pode retornar?

JOÃO ROBERTO - Sim foi meu maior aprendizado pois fazíamos de tudo. Casamento, festas, bares etc. Em 2010/2011 não tenho ao certo a data, Roni me informou que não iria mais continuar com a dupla. Não sei até hoje o real motivo ou se tem um motivo mas, simplesmente terminou. Ele continua com seus compromissos e da aulas de musicalização em São Gonçalo, onde também sou professor no ensino fundamental 2 desde 2011. Já tivemos momentos em tocamos juntos depois disso mas não falamos nada sobre um retorno. Da mesma forma que na ultima primavera do século xx nos encontramos quem sabe nos unimos novamente em outra primavera.

MEDIOPIRA - Vc hoje está atuando como cantor da Orquestra da Funcec. Como está esse trabalho?
Com a Big Band Funcec.

JOÃO ROBERTO - O trabalho tem sido gratificante. Estamos numa turnê de 20 anos da orquestra. Dia 14/08 estaremos em Dom Silvério e mês que vem temos Caeté e São Domingos do Prata. É um momento único cantar acompanhado por essa turma.

MEDIOPIRA - Vc é um sujeito que trabalha muito. Toca na noite, tem esse trabalho com a FUNCEC, toca em casamentos e recepções, dá aulas. Dá pra sobreviver com a arte?

JOÃO ROBERTO - Bem! Hoje pela quantidade de eventos que tenho se fossemos só eu e esposa daria sim. Mas, tenho um filho de 12 anos e um de 3 e pra ter uma vida um pouco melhor tenho um cargo de 40h por semana como professor. Infelizmente não daria pra manter isso só com a música. Estou perdendo a visão novamente e tenho que fazer três cirurgias pagando 7 mil cada. E pra juntar essa grana estou dobrando tudo. Pra dar conta de fazer. Dia 10 agora faço a primeira e em seguida inicio o junta junta pra operar novamente.

MEDIOPIRA - Vc também é compositor, já tendo participado de Festivais de Música.  O que acha dos festivais?
No projeto Prata da Casa.

JOÃO ROBERTO - Acho fantástico a oportunidade de viver um festival. Fico pensando como algo tao cultural possa estar sumindo tanto em nossa região. Sempre que tenho oportunidade participo. Criei um festival da canção na escola onde trabalho o Fest Cesgra que teve sua quinta edição em junho deste ano. E vejo o desenvolvimento ano a ano dos meus alunos e que tem seu momento profissional com a música. Espero que em João Monlevade com a vinda do Bicentenário Jean de Monlevade faça com que a cidade mantenha viva esse fonte cultural.

MEDIOPIRA - Qual o tipo de trabalho musical que vc ainda não encarou mas tem vontade de encarar?

JOÃO ROBERTO - Acho que de concertista de violão. Trabalho com instrumental a muito tempo mas não cheguei em um nível que eu me aceite como tal. Quem sabe agora formando na área me sinta mas a vontade quanto a isso.
Formando novas gerações de músicas

MEDIOPIRA - O que vc pensa sobre o funk, o sertanejo e os ritmos popularescos?

JOÃO ROBERTO - Acho que tem lugar pra tudo e pra todos. Só não aceito o conteúdo utilizado hoje em dia. Onde não posso deixar meus filhos a vontade pra curtir esses estilos sem antes verificar. Passou do ponto! E o pior é que vejo na boca do povo todas elas. Se a mídia tocasse qualquer outro gênero como estes são tocados ele também seria sucesso. Infelizmente a mídia não vê vantagem nas letras que trazem uma informação, um sonho... Quero voltar a ouvir este tipo de músicas nas rádios. Ainda bem que pude viver tudo isso, e fico triste por ver o caminho que esta sendo traçado. Meus filhos tem a oportunidade e meus alunos também pois coloco a prova a todo momento.

MEDIOPIRA - Como você avalia o comportamento do público? Há quem diga que as pessoas estão sumindo da noite e ficando mais em casa, onde tem entretenimento com conforto e ainda fogem da insegurança. Como fazer pra convencer o povo a frequentar mais os eventos culturais?

Com o amigo Tupete de São Gonçalo
JOÃO ROBERTO - Ainda temos um público que pensa em curtir o conteúdo das músicas e do artista. Fiz um show mês passado na Estação 59 ( lugar impar, de voltar aos tempos da noite), e ne peguei pensando: o que tocar? Já estou sem fazer var a um tempo por causa disso. E pensei: vou mandar o que sei que é a tradicional de boteco. Samba, MPB, pop nacional e internacional de 90 pra baixo. Tirando Vander Lee, Lenine e Jorge Vercilo que são um pouco mais jovens pra mim. E a questão da insegurança ao sai existe mas quando se tem algo de qualidade e lugares onde se sabe que quem esta ali busca o lazer e a boa música se tem a segurança de se sentar ao lado de um desconhecido sem medo.

MEDIOPIRA - Quais são os seus projetos no curto e médio prazos? Tem projeto de autorais? De um CD ou clip?

JOÃO ROBERTO - Tenho vontade de fazer clip de alguma de minhas músicas. Sempre pensei nisso mas, com o gênero em alta hoje não animei a criar algum projeto. Mas depois da aceitação do público ao meu repertório mês passado reacendeu a vontade de tentar algo.

Muita qualidade nos casamentos.
MEDIOPIRA - Deixe seus contatos para quem quiser conhecer mais sobre o trabalho do João Roberto - fale um pouco sobre sua agenda primeiro...o que vem por aí...

JOÃO ROBERTO - Dia 04 - Festival Jean de Monlevade, dia 11 Casamento em Monlevade; Dia 14 estarei em Dom Silvério com Orquestra;  18 e 25 casamentos. E em setembro agenda cheia com a Big band e os casamentos -Telefone pra contato (zap) 986296807 e vcs me encontram no YouTube com alguns videos para conhecer um pouco mais. Desde já agradeço a oportunidade e fico feliz em poder fazer o que amo. Pude juntar isso ao meu trabalho formal ( sou professor de música na rede municipal de Sao Gonçalo) e sou muito feliz assim. Hoje moro ao lado da escola pra fugir da estrada pois foram anos indo e voltando todos os dias.


sexta-feira, 27 de julho de 2018

ENTREVISTA COM O ÍNDIO DO FORRÓ,


O MEDIOPIRA dessa semana entrevistou o grande Abel Ferreira marcelo, mas conhecido como INDIO DO FORRÓ. O forrozeiro é um dos artistas que mais trabalha no Médio Piracicaba. Munido apenas do seu teclado, Indio faz um baile sozinho, encara desde enormes platéias até pequenas casas noturnas. Então vamos à entrevista...

MEDIOPIRA - Olá, Inidio do Forró Tudo beleza? Não nos conhecemos pessoalmente, mas observo seu trabalho de longe. Eu escrevo pro Jornal BOM DIA e queria entrevistá-lo Topa?

INDIO DO FORRÓ. Que  legal. Vc tirou água de meus olhos aqui rsrsrsr Muito feliz aqui por ter chamado sua atenção e querer me dar essa oportunidade. Obrigado.

MEDIOPIRA- A gente tem de reconhecer quem tem valor. Vc é um trabalhador, um operario da música.

INDIO DO FORRÓ -  Obrigado

MEDIOPIRA - Vc é do Prata mesmo?

INDIO DO FORRÓ -  Não. Eu sou monlevadense. Minha mãe é nordestina do Piauí e meu pai é monlevadense. Você é de Alvinópolis né? Tenho uma grande gratidão por Alvinópolis...o povo daí me levantou pras regiões. Tenho uma divida grande com o povo alvinopolense. Eu morava em BH e estava muito pra baixo e um show que fiz em Alvinópolis fez todos do médio piracicaba me valorizarem.

MEDIOPIRA -  Vc encara qualquer publico com seu teclado. Como é isso?

INDIO DO FORRÓ -  Olha...eu era um cara medroso.de um bairro humilde. Um dia um amigo me deu uma fita com músicas que abriram minha cabeça. Eu com um teclado realmente consigo fazer o que muitas bandas não conseguem. Faço bailes, tenho repertório para várias horas.

MEDIOPIRA - Que músicas você ouvia na infância?

INDIO DO FORRÓ -  Quando estive no Piauí ouvi muito forró nordestino. Isso fez toda diferença em minha vida. Eu ficava pedindo a DEUS que me desse asas pra voar até o Piaui em Parnaiba pra ver minha avó antes de morrer. Naquele tempo era difícil eu ir prá lá. O custo das passagens era alto demais. Mas a infancia mesmo foi toda em Monlevade no Bairro São João.

MEDIOPIRA - E o que lhe influenciou a se tornar músico?

INDIO DO FORRÓ -  Familiares de minha mãe. Eu ouvia mto Dominguinhos e Cazuza. Meu pai é músico em monlevade. Nossa família é de sanfoneiros...

MEDIOPIRA - Como é o nome do seu pai?

INDIO DO FORRÓ -  Meu tio tinha um forró em monlevade por anos. Era forró do Fizinho junto meu pai, Adão . Eles ficaram anos lá e eu ia lá pra sapear. Comecei limpando o forró pra ganhar um dinheirinho Ai vi uma bateria e comecei a bater nela. Dominei a bateria, mais eu queria mais

MEDIOPIRA -Mas vc começou como sanfoneiro?

INDIO DO FORRÓ - Ai fui pra sanfona. Bateria primeiro, depois sanfoneiro . Eu migrei pra sanfona de volta por ver ki o baterista sofria muito e ganhava pouco(rs) . Eu já comecei a ver a sanfona e a música como trabalho. só teclado bateria e sanfona. Um dia um amigo músico de monlevade o paulinho do contra baixo , me aconselhou: dedique a um instrumento primeiro .

MEDIOPIRA - E depois partiu da sanfona pro teclado?

INDIO DO FORRÓ - Sim, mas sem perder a pegada da sanfona, do forró nordestino, que é o meu diferencial.

MEDIOPIRA -Vc tbem compõe?

INDIO DO FORRÓ -  Não componho. Eu me dediquei mto aos instrumentos. Minha cabeça não focou em composições Não me aventurei ainda, mas não descarto. Sou mto apaixonado por melodias, pelo som dos instrumentos.

MEDIOPIRA - Vc já tocou em bandas ou sempre sozinho?

INDIO DO FORRÓ -  Sim. Toquei em mtas bandas. Ai em bh, Tanto em BH como em Monlevade. A banda que fiz parte "cabra macho" era de forró pé de serra e várias outras. Eu era free lance. Era um dos poucos sanfoneiros da região, então o pessoal me chamava mto.

MEDIOPIRA - E quando passou a apresentar-se sozinho? É difícil ganhar dinheiro com banda?

Começou como baterista
INDIO DO FORRÓ -   Eu tive uma dupla que era Abel e Diniz. Ficamos mtos anos juntos. Comecei solo depois de 2002, quando comecei a correr o mundo com um teclado e uma mochila nas costas. Não é difícil ganhar dinheiro com a música. Basta mta fé em DEUS e coragem. Eu ganhava um pouquinho de dinheiro com as bandas pois eu era tecladista sanfoneiro e baterista . E sempre fui mto dedicado e responsável. Eu era músico, roadie e amigo dos cantores. Eu sempre estive disposto a ajudar além de tocar um instrumento em cima do palco

MEDIOPIRA - Vc já foi pra onde tocando?

INDIO DO FORRÓ -  Nossa. Fui pro Piaui  pra tocar em Passagem de Franca, fui pra Bahia,Irecê, Vitória e outros estados mais

MEDIOPIRA - Em Minas tocou em quantas cidades?

INDIO DO FORRÓ -  Vou falar das cidades especiais que me abraçaram, cidades que quando eu partir desse mundo, que meu corpo fique um pedaço em cada lugar. Em primeiro lugar São Domingos do Prata onde moro e que me acolheu. Mas uma cidade que me levantou de uma vez foi alvinopólis. Aiiiii carnaval de 2015 foi estourooo. Lá é Indio pra lá, Indio pra cá. Na cidade de Caxambu( Padre Pinto) eu regravei a música samara que me projetou pra todos os lados. Tem 3 anos que ela foi regravada. O pessoal aqui da região, se eu não cantar ela umas 10 vezes eles não sossegam. Outro lugar que amo é Major Ezequeil. Povo diferenciado.

MEDIOPIRA - E vc mesmo vende seus shows? Tem empresário?

INDIO DO FORRÓ -  Olha eu trabalho sozinho, eu mesmo vendendo meus shows. Meu sonho é arrumar um gerenciador de shows. Mas tem de ter muita flexibilidade. S eu tivesse um gerenciador ganhando sua porcentagem comigo teria mais respeito

MEDIOPIRA - Qual foi o show mais bacana que vc ja fez?

INDIO DO FORRÓ -  Alvinopólis 2015 no carnaval. Sem duvidas um show inesquecível. Forró no carnaval, eu e meu teclado sozinhos e DEUS ME ABENÇOADO E AMIGOS DIZENDO VAI VC CONSEGUIR. na época Wesley Safadão era sucesso e eu com a pegada nordestina. Peguei todo tipo de música e joguei nesse estilo pois era diferente. Não tinha outro cantor com sotaque nordestino, cabelão. Saia uma banda de samba rock e entrava o Indio do forró levando a alegria do forró para o carnaval de alvipa Foi maravilhoso.

MEDIOPIRA - Vc tem sangue indio mesmo ou o povo achava parecido e te apelidou?

INDIO DO FORRÓ -  Minha familia tem sim mta próximidade com povo indígena da região lá no Piaui. Eu não aprofundei em minhas origens até hoje. Minha mãe me fala que minha bisavó era índia de sangue puro.

MEDIOPIRA - Muito obrigado pela entrevista INDIO DO FORRÓ, deixe seu contato para o pessoal que quiser conhecer ou contratar seus serviços.

INDIO DO FORRÓ - Eu é que agradeço a oportunidade. Meus contatos - Telefone - 31 97185 3252 - indiodoforro13@gmail.com - No instagram, youtube e facebook é só pesquisar INDIO DO FORRÓ.



sexta-feira, 13 de julho de 2018

A MULHER É O SEXO FORTE - entrevista com a campeoníssima Thayanne Guimarães.

O MEDIOPIRA dessa semana entrevistou uma Monlevadense fantástica. Ela é modelo, atleta, musa fitness, campeã mineira e sulamericana de luta de braço, modalidade em que representa o Brasil em competições internacionais e também é eterna Musa do Cruzeiro: ela é Thayanne Guimarães Santos, 29 anos, mãe da Lara Sophie e empresária. 

MEDIOPIRA - Qual o segredo de tanta vitalidade, Thayanne?

THAYANNE -  Creio que seja a minha determinação, de estar sempre em busca de algo novo, de novos resultados, aquela vontade de viver a vida e sempre dar o melhor de mim, em tudo o que eu for fazer.

MEDIOPIRA - O que veio primeiro? A carreira de modelo?  A paixão pelo esporte?

THAY - A paixão pelo esporte. Desde criança minha mãe ja me estimulava a praticar atividade física, desde natação, ginástica olímpica, lutas (taekwondo e muay thai) até á musculação, onde hoje através da mesma conheci a luta de braço, o fisiculturismo (atleta wellness) e consequentemente por ela a carreira de modelo fitness.

MEDIOPIRA - Como é vc percebeu que tinha facilidade para moldar o corpo e começou a se disciplinar pra isso?

THAY - A partir de quando comecei a praticar musculação, que foi por volta dos meus 14, 15 anos. Pratico a quase 15 anos. Nosso corpo está sempre em construção, posso dizer que em cada faixa etária minha atingi um potencial desejado. Até mesmo depois que me tornei mãe, em 2013, foi onde que a partir dai fui encontrando minha melhor fase com o físico e através disso percebi que poderia trabalhar com o meu corpo, até mesmo como forma de incentivo.

MEDIOPIRA - Como é que vc começou a perceber que tinha força  e talento para uma modalidade muito associada ao universo masculino,  que é a queda de braço?

THAY - experimentando. Inicialemente fui chamada para trabalhar num evento de luta de braço como table girl (aquelas modelos que passam com as plaquinhas, risos), achei interessante e pedi para fazer, para eu ver como era. Amei! E comecei a treinar específico e obtive sucesso.
Vários títulos na Queda de braço. Vai encarar?

MEDIOPIRA - Quais foram os títulos que vc conquistou nessa modalidade e quais as próximas competições?

THAY - 2016 - 3° Lugar Desafio Mineiro. 2017 - Campeã Mineira e Desafio Mineiro braço direito e esquerdo / Campeã ZT Armwrestling braço direito e vice campeã braço esquerdo na Bolívia.  2018 - Desafio Mineiro agendado pro mês de Setembro.

MEDIOPIRA - Um atleta para obter alta performance, precisa ter uma dieta especial, cuidados médicos e isso devo custar dinheiro. Vc vem obtendo apoio do empresariado Monlevadense?

THAY - Não, mas estou trabalhando na captação. Em breve terei novidades.

MEDIOPIRA - O seu Instagram é maravilhoso, tem fotos lindas de modelo, mostra várias faces, as várias THAY'S que coexistem em você.  Tem inclusive uma foto em que vc ousa um nude parcial. Eu achei maravilhoso. O que é belo precisade ser mostrado.  Como foi tirar aquelas fotos?

THAY - Foi tranquilo! Eu costumo brincar e dizer: não vejo problema, viemos todos nus ao mundo rs... mas infelizmente a sociedade julga , acha um absurdo. Eu amo minhas fotos, meu corpo, afinal eu treino, me dedico a ele, e tenho o prazer de expor meus resultados, porque não é fácil. As pessoas elogiam meu trabalho, porque é um sexy sem ser vulgar, nelas eu expresso a minha personalidade, meu estilo, eu exponho minhas tattoos (sou miss tattoo e onde fecho muita parceria com tatuador por esse fato, exponho a arte dos mesmo). Então quando o trabalho é bonito e bem feito, não vejo o porque não divulgar. A ousadia é o meu diferencial!  Risos...

MEDIOPIRA - Vc é muito feminina e fotografa bem. O Atletismo tem o efeito da hipertrofia, que no seu caso realça o poder feminino.  Você tem sido convidada para trabalhar como modelo?

THAY - Vez ou outra surge algum job, mas gostaria de ser mais explorada como modelo fitness  e/ou miss tattoo.

MEDIOPIRA - Você também é musa fitness, premiada também nessa modalidade? Conte essa história pra gente.

THAY - Sim. Em 2016 fui eleita Princesa Fitness MG, pelo concurso Miss Fitness MG, no qual ocorreu na cidade de Divinópolis.

MEDIOPIRA - E essa história de ser Musa do Cruzeiro? Como surgiu essa oportunidade? Tem sido uma experiência legal?  Imagino a promoção que isso lhe deu...

THAY - Ser musa foi e é um presente de Deus. O título de qual mais tenho orgulho. Fui musa no ano de 2016/17. Me inscrevi no concurso Musa do Brasileirão, primeira fase fui eleita por votação on-line, a mais votada garantia a final e na segunda fase foi desfile por corpo de jurados, no qual fui escolhida Musa do Cruzeiro pelo Musa do Brasileirão. Esse título me fez vez que nada é impossível,  basta a gente acreditar e ter fé, que é o que move nossos sonhos. Através de ser Musa, graças a Deus muitas portas se abriram e é uma experiência maravilhosa e muito gratificante ser reconhecida como Musa do meu time, desde criança.

MEDIOPIRA- Como é a sua rotina em Monlevade? Vc se exercita em alguma academia? Corre em algum lugar?

THAY - Eu treino todos os dias, na academia Point Fitness situada no Real Esporte Clube, de segunda a sábado (e quando nao treino sábado, pulo pro domingo), mantenho dieta todos os dias, em época de competição é mais restrita. Não tenho costume de correr em área externa, meus aeróbicos são feito na academia. Faço acompanhamento com o coach Fernando Maradona e nutricionista Dani Morais, ambos da equipe MaradonaTeam, em BH. Tenho uma loja de roupa fitness DuoFit (@duofit.jm), que fica situada no Real Esporte Clube (rua realeza, n° 70, Novo Horizonte - SALA 09). E sim, algum final de semana ou outro eu gosto de tomar açaí com meu noivo e minha filha, afinal, ninguém é de ferro ne! Risos. 

MEDIOPIRA - Deixe seus contatos para quem quiser conhecer seu trabalho 

THAY - Obrigada pela entrevista. Meu Instagram @thaygs1/ e-mail: thay.anny888@gmail.com


E deixo com vocês mais um pouco da galeria de fotos da Thayanne. 

Fitness e sensual

Modelo diferenciada
Cruzeirense desde sempre

Musa com muito orgulho!