sexta-feira, 27 de abril de 2018

KD ?

Onde estão os compositores? Cadê as músicas de Chico Franco,compositor de lindas letras e canções. Cadê as músicas do Rômulo Rás? Cadê as letras psicológicas de Julio Sartori? Cadê as canções de  João Roberto? Cadê Ronivaldo? Cadê a banda Calk? E o Infocus e Souldusamba com músicas novas, próprias? Cadê as músicas inspiradíssimas de Isa Lelis? Cadê as composições originais de Daniel Bahia? Cadê os arranjos muito bem bolados de André e João Freitas? Cadê as canções próprias do Josagno? Cadê Elcimar? Cadê as próprias de Livvia Bicalho? Cadê as autorais? Cadê as músicas de Dan e Duca? Cadê mais coisas de Markus Câmara? Cadê Mauro Martins? Cadê as composições e interpretações incríveis de Cilla Cordelli? Cadê eu também? Será que todos se cansaram e pararam de compor? 
PENSANDO MONLEVADE
Há algum tempo atrás, criei um grupo no facebook chamado PENSANDO ALVINÓPOLIS. Foi um sucesso incrível, gerando um tráfego muito positivo de ideias e debates construtivos. Depois criei o PENSANDO FONSECA no distrito Alvinopolense. Também um sucesso, congregando os moradores da quase cidade. Então pensei comigo: puxa vida! Quem sabe um PENSANDO MONLEVADE? Mas tinha de ser em parceria com monlevadenses, pois embora eu goste e admire muito a cidade, não conheço as minúcias e os sentimentos dos que realmente fizeram a vida na cidade. Convidei em princípio a amiga Sheila Malta, que gosta muito da convivência virtual, principalmente dos assuntos culturais.  Com um dia apenas de existência, mais de 500 membros e uma resenha muito boa. A propósito, estão todos convidados.
HINO DE MONLEVADE MERECE SER GRAVADO DIREITO
Embora seja um dos hinos mais lindos de cidades que já conheci, merece uma gravação à altura de João Monlevade. Quando ainda residia em João Monlevade, tentamos viabilizar um projeto de gravação do hino. Chegamos a contatar um arranjador, fizemos até partitura, providenciei uma simulação eletrônica, mas infelizmente na época houve uma contenção de gastos e não conseguimos levar adiante, para minha grande tristeza. Mas está sempre em tempo. A gravação que existe foi feita há muitos anos atrás e carece uma atualização. Quando em cerimônias cívicas são executados os hinos nacional e de Monlevade, é gritante a diferença de qualidade. Autoridades municipais: o hino merece uma gravação à altura da grandeza da cidade.
JEAN MONLEVADE - ROMANCEADO E HISTÓRICO
Tive a oportunidade de ler os livros do Jairo Martins e do Erivelton Braz sobre o fundador da cidade. Gostei muito. Tudo muito honesto pois os autores sempre deixaram claro que tratavam-se de romances históricos baseados em fatos reais.. Não li o livro do Afonso Jr, mas pelas informações que obtive é um livro mais realista, com muitos dados históricos e citações que dão sustentação ao trabalho de pesquisa do autor. Acompanho também com muita atenção os textos do Fernando Garcia à respeito. Ele tem um ponto de vista muito interessante Ele diversifica esses pontos de vista a partir da visão dos trabalhadores que levaram a cabo o trabalho pesado, dos índios, das históricas centrais e paralelas. De qualquer maneira, a saga é muito rica. Se os produtores da Netflix tivessem acesso, podia dar algumas boas mini-séries. Conteúdo e aventuras é que não faltam.

ENTREVISTAS
Pasmem: muitos artistas e autoridades não querem ser entrevistados. Alguns não se dão ao trabalho nem dar um feedback. Vida que segue...

sexta-feira, 20 de abril de 2018

NOTÍCIAS DA MEDIOPIRA...


Maíra Baldaia é a artista do Médio Piracicaba mais badalada dos últimos anos. Seu disco de estréia foi muito elogiado pela mídia, seu show correu mundo, enfim, Minas Gerais vem se curvando ao talento da excepcional cantautora. E para coroar  esse sucesso, ela conseguiu o dinheiro para a gravação do seu DVD  através do crowdfunding  da Catarse. A luta para alcançar a meta foi emocionante. Se não chegasse ao valor estipulado poderia perder tudo. Mas ela conseguiu nos últimos minutos o necessário. Além do talento, Maíra tem uma garra impressionante e grande força de vontade, qualidades essenciais para quem quer ter sucesso na vida, sendo artista ou não.
BOAS NOTÍCIAS
Vejo como positivas as aberturas de dois palcos importantes da região para a música popular. Em São Gonçalo do Rio Abaixo vai ter show com a dupla sertaneja Ramon e Rafael. E no Anfiteatro do Centro Educacional de João Monlevade vai ter show da banda Infocus, que fez muito sucesso na região e fará um revival muito legal. Shows em teatros são muito legais. É uma outra atitude do público, que pode curtir o show, as músicas, com uma qualidade sonora muito melhor, visual, atenção, tudo. Pros artistas também é uma experiência sempre positiva. Parabéns a secretaria de cultura de São Gonçalo e ao pessoal do Centro Educacional por abrirem para a diversidade. Importante inclusive para educar o público, criar hábito. 
Livro Dicionario de Alvinopolês
Está em fase de elaboração em Alvinópolis o "DICIONÁRIO DE ALVINOPOLÊS", um livro com palavras que  gerações vem falando há séculos na cidade, que são passadas de pai pra filho, que fazem parte da cultura Alvinopolense desde sempre. Será um livro para quem deseja entender ou compreender o dialeto falado na cidade. O livro vai inventariar, brincar com essas palavras que fazem parte da alma profunda da cidade, nomes de lugarejos, ruas, bairros e distritos.



Festiaço III
Ultimamente tenho conversado com alguns monlevadenses sobre a ideia de fazer o FESTIAÇO em Monlevade. Os Festiaços no passado foram grandes acontecimentos, inclusive com shows de Roberto Carlos e outros artistas famosos, com grande investimento por parte do poder público e da cidade como um todo. Os Festivais que aconteciam no Grêmio também eram grandiosos. Havia um público enorme e artistas de alto nivel. Durante o Governo Prandini também aconteceu um Festiaço que foi excelente. Vieram artistas de várias cidades e foi uma festa muito bonita. Inclusive teve uma coisa pioneira: foi transmitido pela internet para todo o território nacional. Agora, algumas conversas vem acontecendo no sentido de se fazer um novo FESTIAÇO.  Tomara que evolua.
ARTISTAS SEM PALCO
Os festivais são muito importantes para revelar novos artistas, novos compositores e intérpretes. Cada festival envolve no mínimo 200 músicos, além de educar o público para as novidades, de abrir as mentes para a poesia e para as boas letras.
PREFEITOS, FAÇAM FESTIVAIS!
Volto a sugerir aos amigos prefeitos da região: FAÇAM FESTIVAIS DE MÚSICA. Eu sei que é mais fácil contratar um som, um DJ, uma dupla sertaneja e que o povão se satisfaz com pouco. Mas se for pra investir em cultura mesmo e oportunizar os artistas, façam festivais de música autoral, abram espaços para que a nova música surja, façam cultura, pelo amor de Deus e por amor à arte.
ROCK PIRA TAMBÉM DEVERIA VOLTAR
Foi o maior Festival de Rock da região em muitos anos. Trouxe a Rio Piracicaba atrações sensacionais, como o mítico guitarrista português Phill Mendes, que em Portugal é conhecido como Phill Mendrix. Trouxe ainda bandas como Apolium, República dos Anjos e foi em uma das edições que surgiu a banda Pato Fu. Quem sabe não esteja na hora de um Rock Pira novinho em folha? Olha aí seu prefeito de Rio Piracicaba: topa a parada? Vamos fazer?
O ROCK NÃO MORREU. SÓ TÁ DANDO UM COCHILO.
Basta que os produtores resolverem que a tribo volta a se reunir. O Rock é expressão de uma geração, é rebeldia, é sonoridade, musicalidade altíssima. Vamos acordar dessa letargia com solos de guitarra,  bateras e baixos treme terra e vocalistas que botam pra fuder. O rock não morre. E se morrer renasce das trevas, que nem fenix. 
NEM SÓ DE VOTO VIVE O HOMEM
Os políticos tem essa tendência em pensar o mundo sob a ótica do voto e isso praticamente exclui a arte. Vc não vê a arte eleger ninguém. Mas é algo tão necessário como comer, beber, fazer sexo ou respirar. A humanidade sem arte e sem cultura fica acéfala, sem alma, sem sensibilidade.

sexta-feira, 13 de abril de 2018

NOVOS TEMPLOS

Enquanto isso na fila do banco...

- Paulinho...que bom te encontrar aqui...tudo tranquilo?
- Tudo beleza. Fora a paradeira né?
- Ah... mas vai melhorar... piorar não tem jeito.
- Mas aqui ...o que você vai fazer hoje à noite?
- Estou pensando em ir a um showzinho que vai rolar. Uma banda nova. Disseram-me que é muito boa.
- É mesmo? Ih rapaz ...eu ia te convidar pra ver um show lá em casa.
- Como assim um show em sua casa?
- É o seguinte. Eu comprei uma TV de LED daquelas de 70 polegadas. Uma parede inteira da minha sala. E descolei uns sites que a gente tem vários shows ao vivo. A gente pode escolher.
- Que barato. Mas e o som?
- você não faz ideia. A gente ouve até a respiração dos caras. Parece que a gente tá lá. E de graça ...sem pagar ingresso.
- É mesmo? Mas sei lá...eu queria ver o jogo do Cruzeiro mais tarde.
- Não tem problema. Na hora do jogo quem quiser assiste. Tem outro ambiente e o pessoal pode curtir os games. Vai ser legal.
- Sei lá...
- Vai lá, sô. Eu convidei também uns amigos...vai ser legal.
- Vai rolar uma baladinha depois? Vai ter umas biritas?
- É claro. E uma música da hora também...
- Quer que eu leve alguns CDS?
- Não precisa. A música a gente pega em streaming na hora. Tem programação pra tudo, todo tipo de música. E de graça.
- Legal ... mas sei lá...
- Sei lá o que, home?  Pense bem. Sem fila, sem gente suada e esquisita, sem músicas que a gente não gosta e com toda segurança. Vamos lá, sô.
- Tá certo. Tenho de levar alguma coisa? Bebidas? Algum ingrediente pra gente fazer um tira-gosto?
- Não precisa se preocupar. Não vamos mexer com cozinha, essas coisas.  Já tenho um bocado de coisas prontas. A gente esquenta no micro-ondas e tá tudo certo.
- Ok. Mas pelo menos a gente vai dançar um pouco né?  Você diz que vai ter uns amigos?
- Mas é claro. Eu tenho uns óculos de imersão que você vai pirar. Você coloca os óculos e quando abre os olhos, está numa pista estribada dançando com várias pessoas bacanas. É uma experiência muito boa.
- Sei... mas aqui... imagine que uma das meninas que vai na festa gosta de mim. Eu vou poder dar uns amasso né?
- Você vai fazer melhor. Se você e essa menina quiserem, poderão colocar os óculos e transar virtualmente no alto do Himaláia, no alto das pirâmides do Egito, no centro de um vulcão.
-Virtualmente? 
- Sim. Mas o erotismo é o mesmo. E a menina não engravida. Orgasmo garantido e sem  contraindicações.
- Tá certo.
- Tá topado então? Posso contar com você?
- A ideia é tentadora. Mas vou pro show da bandinha nova mesmo. Vou aproveitar, pois pode ser que no futuro não tenhamos mais artistas feitos de carne, osso e emoção.  Teremos aparatos tecnológicos até pra limpar nossas bundas. 

 OBS - Como diz meu amigo Cristiano Salazar, a tecnologia tá evoluindo tanto, que daqui há algum tempo não precisaremos mais de gente.



MARCOS MARTINO PRODUÇÕES
(031) - 988151041
marcos.martino@gmail.com
http://marcosmartino.wix.com/marcosmartino

quinta-feira, 5 de abril de 2018

ISSO DÁ VOTO?


Existe um pensamento disseminado de que os políticos não gostam de cultura e saneamento por que não dão votos. Obras de saneamento são essenciais, representam mais saúde e qualidade de vida. Mas ficam debaixo da terra, ninguém vê, não dão votos. O mesmo acontece com a arte e com a cultura porque não são do gosto das grandes massas. O povão acha que cultura e arte são coisas das zelites. Prefere as festas populares regadas a cerveja, churrasco e música sertaneja. O famoso pão e circo.

MAQUIAVEL E OS NOSSOS POLÍTICOS

Toda vez que aparecem pessoas com projetos culturais, os gestores políticos fazem a seguinte pergunta: isso dá voto? Tudo muito instintivo. Todos protegendo os seus empregos e a longevidade do grupo no poder. Preferível investir em eventos populares. O povo quer festas e não festivais.

CULTURA PARECE SER PÉSSIMA PLATAFORMA ELEITORAL

Você alguma vez já viu político que tivesse a cultura como bandeira? Conhece algum candidato que defende a arte? Eu me lembro da Lutécia em João Monlevade e mais alguns gatos pingados. E por incrível que pareça artistas não votam em artistas. Preferem votar no Zé das Couves mas não votam nos colegas artistas. Também devem achar que todo artista é vagabundo.

CULTURA COVER

Prefiro artistas que fazem diferente dos originais. A maioria gosta de conferir se o guitarrista toca o solo original igualzinho, se o vocalista chega nos agudos do original. Eu já prefiro artistas que recriam a criações. Mas fazer o que? De covers dos Beatles devemos ter mais de 300 bandas só no Brasil. E ultimamente tem aparecido um monte de Pinks Floyds.

E AS NOVAS MÚSICAS?

As rádios continuam resistentes às novidades. Poucas tocam artistas novos. Tocam aquilo que é sucesso, as mais tocadas nas paradas nacionais, geralmente sertanejas, funk, pagode, internacionais. Que eu saiba, não existe em nossa região nenhum programa de rádio dedicado aos artistas da região. Tudo bem que a galera hoje tem o recurso da internet, mas o acesso às mídias de massa inexistem.

FESTIVAIS DE MÚSICA? ISSO DÁ VOTO?

Os Festivais de música autoral são fantásticos laboratórios de criatividade. Permitem a participação de um grande número de cantores, compositores, músicos e poetas. Será que as secretarias de cultura e fundações não se sensibilizam com a essa falta de palco para os artistas mais novos? O problema é a perguntinha: isso dá voto? E tem outra coisa. O povo precisa ser reeducado, pois perdeu o hábito de ir a shows pra ouvir boa música. Hoje as pessoas vão pra se divertir e protagonizar. Hoje em dia o povo chega e comenta: - que coisa chata. Devia ter músicas conhecidas, de repente um sertanejo, um funk, um pagode, um batidão.

CONCLUSÃO

O negócio é criar eventos transversais, alternativos, que possam ser construídos à margem da oficialidade, buscando parceiros afinados, criando maneiras alternativas de financiamento, como os crowdfundings por exemplo ( vakinhas virtuais) e outros processos. Agora, não custa nada prospectar também junto aos poderes. É só vc ter alguma resposta pra velha pergunta. Se garantir pelo menos uns votinhos, pode até ser...

sexta-feira, 23 de março de 2018

CLAIRA FERREIRA, PRESIDENTE DA FUNDAÇÃO CASA DE CULTURA DE JOÃO MONLEVADE

Claira Ferreira é graduada em Jornalismo pela FUNCEC e cursa licenciatura em Letras e Literaturas pela UNINTER. Hoje comanda a Fundação Casa de Cultura de João Monlevade. Durante um bom tempo foi responsável pela comunicação nas gestões dos ex-prefeitos Carlos Moreira e Teófilo Torres, mas, há 4 anos pode dedica-se exclusivamente à Cultura. Ela é casada e tem duas filhas.

MEDIOPIRA - Uma pergunta que eu sempre faço à quase todos: qual era o seu sonho de infância? Já sonhava em ser jornalista?
Sempre pensava na área de humanas, mas não no jornalismo. Já desejei direito, algumas licenciaturas, Publicidade e Propaganda. Por uma questão de oportunidade, quando a FUNCEC abriu o curso de Jornalismo decidi cursá-lo (sou da primeira turma) e, após, complementar os estudos para a formação em Publicidade e Propaganda. Acabei me apaixonando pelo Jornalismo.
MEDIOPIRA - Tinha alguma inclinação artística?
Tenho algumas habilidades... Gosto de trabalhos manuais, artesanato, já me arrisquei no violão (hoje não toco nada), mas tenho uma sensibilidade aguçada para a área.
MEDIOPIRA - Que tipo de músicas ouvia em sua infância?
Meus pais ouviam MPB, internacional romântico e sertanejo raiz. Confesso que não me atraía. Gostava mais do pop rock (Skank, Jota Quest), rock(Legião, Engenheiros, Paralamas, Titãs, RPM, Biquini Cavadão, Kid Abelha, Lulu Santos, Barão Vermelho, Capital Inicial, Bon Jovi). Mas nunca tive preconceitos: ia a shows sertanejos, pagode... Sempre bem eclética, né?!
MEDIOPIRA - Como é que foi o seu namoro com as letras, com o jornalismo?
Como disse, o Jornalismo veio para mim como uma questão de oportunidade, mas sempre gostei muito de escrever, por isso essa paixão foi aflorada durante a faculdade. Venho de uma família de 4 irmãos, sendo que cada um tem aptidão por uma área distinta. Um é de exatas, outro de ciências naturais, a caçula é médica e eu de humanas. Fiz normal (magistério) no segundo grau e, recentemente, me despertou o desejo de cursar uma licenciatura. Não por acaso, escolhi Letras e Literatura.
A belíssima Casa de Cultura cheia de arte e vida.
MEDIOPIRA - A Fundação Cultural mantém hoje diversas atividades, principalmente na transmissão de conhecimentos. Quais os principais cursos são oferecidos pela fundação hoje?
Atualmente, a Casa de Cultura oferece 8 oficinas – pintura em tela, pintura em tecido, artesanato, dança de salão, canto, violão, bateria e piano, atendendo mais de 700 alunos. As aulas ocorrem de fevereiro a novembro e culminam com uma grande Mostra de Talentos, onde parte destes alunos têm a oportunidade de apresentar para a comunidade um pouco de que aprenderam e/ou aperfeiçoaram durante o ano. Interessante ressaltar que a cada ano mais pessoas procuram pelas nossa oficinas. Às vezes, saem de escolas particulares e optam pela Fundação porque confiam e sabem da seriedade do nosso trabalho. Então temos alunos de todas as idades (a partir de 8, até quase 90 anos) e classes sociais, o que é uma grande ganho nas nossas atividades. Recebemos também pessoas com necessidades especiais (motoras, auditivas, visuais...), além de um grande número de pacientes acometidos por transtornos mentais (leves e moderados), que nos procuram voluntariamente ou encaminhados por clínicas e profissionais da cidade. Isso nos confere uma grande responsabilidade, mas também uma enorme satisfação. Quaisquer que sejam as motivações que levam as pessoas a nos procurar, é sempre uma alegria enorme acompanhar a evolução artística, cultural e pessoal dos nossos alunos. A Casa de Cultura é privilegiada por ter um corpo profissional comprometido e dedicado às nossas demandas. Isso nos possibilita atender a tanta gente, com qualidade.

MEDIOPIRA - Vocês conseguem identificar talentos promissores na nova geração que está estudando artes na fundação?
Apoio da Prefeita Simone
Muitos e em todas as faixas etárias. Como disse acima, vários são os motivos que fazem com que as pessoas procurem a Casa de Cultura. Algumas vêm, por exemplo, buscar socialização nos cursos de pintura e artesanato e acabam encontrando uma fonte de renda. A dança como forma de buscar mobilidade, equilíbrio, fortalecimento da musculatura e descobrem-se grandes dançarinos que participam de concursos na cidade. Nas oficinas de música, vêm buscando aprender um instrumento para tocar na igreja ou mesmo para lazer e se juntam a outros alunos daqui e formam bandas, aprendem a cantar, buscam aprender outros instrumentos... Como disse, somos coroados, minha equipe e eu, com grandes surpresas e ficamos lisonjeados com os talentos que daqui saem. E agradecemos à Administração Municipal, em nome da Prefeita Simone Carvalho, por confiar no trabalho que e nos apoiar em nossos projetos.
MEDIOPIRA - Quais os principais eventos promovidos pela Fundação atualmente?
Parceiros para bons shows..
Não vamos focar em eventos, mas em atividades, senão fica aquela eterna impressão de que a Fundação Casa de Cultura é uma promotora de shows e esse não é o nosso foco principal. Temos excelentes casas de shows e produtores de eventos em nossa cidade e na nossa região que cumprem este papel de entretenimento. Além das atividades da escola de artes, promovemos e apoiamos atividades culturais durante todo o ano, que sejam do próprio município (de outras secretarias) ou da comunidade em geral. Dos últimos anos até o presente momento, podemos citar participação, entre apoios e realizações, apresentações de danças e musicais, festivais gastronômicos, cavalgadas, carnaval do bloco Sapeca Iaiá, eventos esportivos, educacionais, sociais, ambientais, de saúde, desfile de 7 de setembro, dia da mulher, aniversário da cidade, bicentenário da chegada do Jean Monlevade ao Brasil, ruas de lazer, Mostra de Talentos, encontro de motociclistas, Festival de Inverno da UFOP, dentre outros). Também temos um trabalho pouco conhecido, mas muito importante, que é o desenvolvimento das políticas públicas voltadas para a preservação do patrimônio cultural de João Monlevade, que engloba atividades como a Jornada do Patrimônio, educação patrimonial nas comunidades e nas escolas, apoio às entidades culturais da cidade e proteção dos bens tombados, registrados e inventariados no município.
MEDIOPIRA - O que os artistas precisam fazer para serem contratados e participarem dos eventos promovidos pela fundação?
Precisam se apresentar a nós, dizer que existem, que estão no mercado e que têm interesse em se apresentar. Durante 4 anos, a Fundação Casa de Cultura integrou o Núcleo Cultural Vieira Servas, instituído pela UFMG e pela AMEPI, que contava com a participação de diversos municípios da região com o intuito de fortalecer a cultura regional. Durante este período, surgiu uma ideia de se catalogar os artistas das cidades que integravam o projeto, afim de se montar um banco de dados para promoção e divulgação destes artistas. Para a nossa surpresa, a adesão foi baixíssima, em todas as cidades. Em João Monlevade apenas 2 se dirigiram à Fundação para deixar material. Trabalhar para o serviço público é burocrático, às vezes trabalhoso e oneroso, pois requer a juntada de documentos, recolhimento de impostos e isso, por vezes, afasta alguns possíveis prestadores de serviços.
MEDIOPIRA - Como você analisa o cenário da música hoje? Seu gosto é mais popular ou refinado? Mais pra funk, sertanejo e pagode ou MPB, jazz e rock? Ou gosta de tudo um pouco?
Aprendendo com as filhas adolescentes.
Gosto de tudo um pouco. Tenho adolescente em casa e minhas filhas são loucas por música. Acabo ouvindo muito o que elas ouvem, as modinhas do momento. Elas se surpreendem quando me ouvem cantando alguma música que gostam, mas que, na verdade, são “da minha época”, com uma nova roupagem dada por algum cantor ou banda atual. Tento dar uma polida no que ouvem, porque temos algumas coisas inapropriadas, mas no geral temos a liberdade de ouvir de tudo em casa. Particularmente, gosto de MPB.
MEDIOPIRA - Monlevade tem muitas casas de shows, que contratam artistas locais e da região, mas todos só cantando músicas de artistas consagrados (covers). Não acha que faltam eventos para incentivar os artistas autorais?
Acho essa questão um pouco mais complexa. O brasileiro tem por hábito valorizar o que vem de fora. Pagam-se absurdos para assistir apresentações de artistas internacionais e reclamam do preço cobrado em bilheterias de shows nacionais. A nossa cultura é pouco valorizada internamente e essa realidade bate à porta das cidades de menor porte. Lembro-me de uma colega de uma cidade da região contar que a dupla Victor e Leo era aparentada de um padre daquela paróquia e, antes da fama, se apresentavam em todas as quermesses e promoções da igreja. O povo já não podia ouvir falar em Victor e Leo. Hoje, ficam apertando a Prefeitura para levar a dupla à cidade... Então, creio que essa será sempre uma situação complicada enquanto não se educar os hábitos do brasileiros em valorizar o que é da sua terra. Os artistas precisam levar público às suas apresentações, pois vivem disso, e acabam se submetendo ao mercado de covers.
MEDIOPIRA - Existem projetos legais pra sair que possa antecipar pra gente?
Muitos. Infelizmente freados pela crise econômica. Mas temos uma novidade para as próximas semana: o lançamento de um concurso que elegerá a música em comemoração ao bicentenário da chegada de Jean Monlevade ao Brasil.
MEDIOPIRA - Ultimamente bons conteúdos foram lançados sobre a história do fundador Jean Monlevade. Algumas solenidades aconteceram e um selo comemorativo foi lançado sobre 200 anos da chegada de Monlevade ao Brasil. Mas ainda assim achei que a repercussão foi pequena. Parece que a cidade não deu tanta bola assim. Também foi essa a sua impressão?
Em parceria com a Câmara Municipal e alguns ativistas e pesquisadores da comunidade, ocorreram alguns projetos e atividades alusivos à data. Os mais visíveis foram o lançamento do selo e o projeto de Educação Patrimonial que ocorreu em cerca de 10 escolas da cidade (aquelas que aderiam ao projeto). Para este ano, como encerramento, está previsto para o dia 14 de maio uma solenidade na Câmara Municipal e ainda o concurso citado na pergunta anterior. Sabemos que a ArcelorMittal também prepara para este ano um calendário de comemoração à data.
MEDIOPIRA - Existe alguma perspectiva da criação de um Lei Municipal de Incentivo à Cultura?
Sim, há conversas caminhando para esta possibilidade, mas ainda não temos previsão.
MEDIOPIRA - Qual seu grande sonho, seu grande projeto nessa sua gestão frente a Fundação Casa de Cultura de João Monlevade?
São muitos projetos que eu gostaria que saíssem do papel. A construção de um Centro Cultural como a cidade precisa e merece talvez seja o maior deles. Agora, falando de cultura como um todo, creio que afixação de orçamento mínimo em favor da cultura, em âmbito nacional, seria um enorme ganho para a área.

sexta-feira, 16 de março de 2018

THIAGO "MULTI HOMEM" MOREIRA


THIAGO MOREIRA é jornalista, radialista, produtor cultural, publicitário, perto de virar mestre cervejeiro, comanda o TENDA VIP, um dos blogs mais acessados de João Monlevade, é proprietário da agência Comunique MKT e do bem sucedido projeto APROVEITE MINAS que vai para o seu terceiro ano de realização. Ah...e foi responsável também pelo carnaval antecipado de João Monlevade em 2018, muito elogiado por todos. Esse moço tem mais de sete vidas. Tem mal gosto para time de futebol, mas nem tudo é perfeito. Mas vamos à entrevista
MEDIOPIRA - O que te influenciou para se tornar um homem de marketing? Qual era o seu sonho de infância?
Meu sonho de infância era ser jogador de futebol ou piloto de fórmula 1. Entrei no marketing meio por acaso. Fiz faculdade em Comunicação Social, depois fiz uma pós em marketing e fui convidado pelo profissional da área Márcio Passos para fazer um programa eleitoral para o candidato Railton Franklin, quando ele foi apoiado pelo grupo do Mauri. Tomei gosto.
MEDIOPIRA - Qual a influência de um Antônio Gonçalves em sua vida?
Antônio Gonçalves(avô), um exemplo.
Meu avô é um exemplo para toda a família. Quando eu era criança me perguntavam na escola qual era meu ídolo e eu escrevia o nome dele. Foi um político realizador, respeitador das diferenças. Hoje vive tranquilo, é bem vindo onde vai. Já passei horas e horas conversando com ele. É um grande homem, convicto de suas opiniões e ao mesmo tempo humilde.
MEDIOPIRA -Vc tem facilidade para transitar em várias áreas: promoção de eventos, jornalismo, política, marketing. Em qual área fica mais à vontade?
Nenhuma delas e todas elas. Todo dia é um aprendizado novo ou uma porrada nova, rs. Posso dizer que os eventos me trazem dinheiro, o jornalismo prazer, a política é uma cachaça e o marketing uma necessidade.
Juntando gastronomia e arte...
MEDIOPIRA -Vc parece ter mais afinidade com o gênero sertanejo. Qual a razão? Paixão mesmo pela música caipira ou é por que tem mais potencial de marketing nos dias de hoje?
Tenho mais afinidade com o MPB, samba e o rock. Meus eventos de gastronomia normalmente levam estes três ritmos e é o que mais escuto em casa e no carro. Mas, vejo que tudo tem momento e respeito demais o sertanejo. Já fiz grandes eventos de sertanejo em que fui muito feliz. 
MEDIOPIRA - Por que vc acha que outros gêneros como o Rock ou a MPB saíram de cena?
Faltou continuidade do trabalho e empenho no mercado, essa turma se acomodou. Os rockeiros e o pessoal da MPB parece ser mais preguiçosos. As bandas envelheceram e não renovam seus repertórios, foram perdendo espaço para o sertanejo e não reinvestiram. Observe que algumas bandas têm as mesmas músicas de sempre, nunca renovaram.  O pessoal que está à frente do mercado de sertanejo é muito mais profissional, aguerrido, eles arriscam, enquanto os roqueiros e o pessoal da MPB fica naquela de criticar os outros gêneros, mas sem se mover.  Apesar disso tem gente ainda aparecendo. Tiago Iorc, Tiê. Cícero, Alice Caymmi, Dônica, Ana Cañaa, enfim, basta procurar no YouTube que acha.
MEDIOPIRA - O que vc acha do Funk?
Como eu disse, quando se trata de música tem tempo para tudo. Sobre as letras, acredito que se perdeu. O funk brasileiro era capaz de compor melodias incríveis no passado como aquela música “era só mais um Silva”, entre outras. Hoje o sexo é a temática. Falar de sexo é legal, só que está meio escroto. Já o funk internacional tem muita gente mandando bem, o Bruno Mars é um exemplo.
MEDIOPIRA - O que você acha do mercado musical do Médio Piracicaba?
Mike Santos: qualidade no Médio Piracicaba
Tem muita gente boa. Tenho medo de citar nomes e deixar alguém zangado, mas vou falar assim mesmo e desculpe se esquecer alguém. Mas, o Mike Santos é um excelente cantor de MPB, no passado havia uma banda chamada Calk, que se você procurar no YouTube vai ver que tem músicas excelentes para baixar e ouvir no carro, gosto muito da Amanda Garcias no gênero do sertanejo e o Rômulo Rás é um grande compositor. Também temos o Aggeu, que é um  dos melhores covers do Beatles do Brasil e do Mundo. Agora também temos a Livvia Bicalho que pode aparecer para o país. A banda Soul do Samba também conseguiu notoriedade regional e o Samba Club manda muito bem. No samba raiz sou fã assumido do Dan e Duca.
MEDIOPIRA -Vc já pensou em empresariar artistas? Algum projeto nesse sentido?
Já e foi um fracasso as duas vezes que tentei. Uma vez peguei uma banda do nordeste que veio para Minas Gerais tentar a vida. Jovens sonhadores, uma penca deles. A banda chamava Cara de Boneca. Fizemos alguns shows, mas o dinheiro dava para comprar comida para eles e mais nada. Depois peguei uma dupla sertaneja que no primeiro show médio, o primeira voz ficou bêbado e eu rompi o contrato no dia seguinte.
MEDIOPIRA - Se você fosse empresariar ou contratar artistas, o que levaria em  consideração? Qualidade musical? Se a banda tem boas músicas autorais pra divulgar? Se toca covers de sucesso? Se tem boas fotos e apresentação pessoal? O que conta mais?
Quando contrato para os eventos observo as particularidades do evento e se o artista atende aquela demanda e me passa segurança. Se fosse empresariar, ou seja, cuidar da carreira de artistas agora, que estou mais experiente, olharia qualidade musical, carisma, disciplina é o que eu acho que observaria.  A parte de fotos e apresentação pessoal seria trabalhado no processo, seria mais um trabalho nosso para eles.
Marketing, gastronomia, música, tudo num mesmo pacote.
MEDIOPIRA - Seus eventos gastronômicos têm sido sucesso e você está exportando o APROVEITE MINAS para outras praças. Como vem sendo essa experiência? Como é a escolha dos grupos musicais para participar? O pessoal pode enviar seus portfolios para sua análise?
O festival Aproveite Minas tem três vertentes, gastronomia, cervejas especiais e música boa. Se o grupo musical se enquadra no último quesito claro que pode nos mandar seu portfólio. Sobre a experiência é um trabalho, que demanda responsabilidade com os participantes. São dezenas de fornecedores que você tem que atender no processo, antes de começar o evento e durante. Já tivemos eventos com 10 cervejarias e 12 restaurantes, ai tem o pessoal do som, tem a parte burocrática e legal, publicidade, estrutura de som, mesas para o público, ornamentação, palco, som, luz, bandas, banheiros, segurança, parte financeira, limpeza da via ou local que foi realizado o evento, pessoal para trabalhar, enfim, você tem que cuidar disso tudo. Este ano pretendemos realizar alguns, inclusive na região.
MEDIOPIRA - As pessoas estão ficando a cada dia mais caseiras, consumindo filmes e música confortavelmente em suas casas através das netflix e spotfys da vida. Acha que a adoção desse estilo de vida camisolão tem esvaziado os eventos?
Fez monlevade voltar a foliar.
As pessoas estão mais exigentes e cada vez mais individualistas. Querem consumir produtos de qualidade na hora que querem e quando querem com o mínimo esforço possível. Porém, todos querem ter experiências e o produtor de eventos tem que lhes proporcionar essas experiências. Se eles querem qualidade, apresente-lhes gostos diferenciados e individuais. Exemplo. Estamos investindo em cerveja artesanal e estamos trabalhando em algumas receitas que farão você se sentir na casa da sua avó. Já imaginou beber uma cerveja com seu sabor tradicional e depois que engole vem um sabor de goiabada, aí você tira gosto com queijo? É nisso que estamos trabalhando. Quando for ao evento nosso, em alguns deles, você terá uma experiência nova. Estes eventos diferenciados, focados em experiências individuais e sensoriais, com produtos de qualidade vão prevalecer.
MEDIOPIRA - As pessoas andam meio afastadas da Arte e cultura. Preferem festas  de diversão e entretenimento. Existe espaço para exposições de pinturas e artesanato e de outros gêneros musicais? Não deveria haver mais estímulo?
Em alguns dos nossos eventos apresentamos exposições de fotos e arte. O que falta é um espaço adequado para esse tipo de intervenção na nossa região. Não tem um lugar que reúna ao mesmo tempo, mercado potencial, já que não podemos esquecer que se trata de um negócio como qualquer outro, espaço para o evento e ainda para exposições. O estímulo também é algo gritante. Poucas empresas aproveitam o público selecionado que vai a estes locais para fazer um marketing direto e bem feito, são consumidores excelentes, aliás o melhor público para a maioria dos mercados. O setor público também prefere investir nas tradicionais cavalgadas. Ambos perdem oportunidades, porque as cavalgadas ficam lotadas de jovens de várias cidades e o volume de pessoas dá a sensação de que a população foi em peso, quando apenas 10 a 15% vai ao evento. No caso das festas de gastronomia, a família vai. É uma ótima oportunidade política e publicitária.
MEDIOPIRA - Quais são as suas próximas ações culturais?
Foco também nas cervejas
O que posso dizer é que o ano promete, mas tem um ditado que diz que se você quiser que seus planos deem errado basta conta-los às pessoas. Vamos investir na cerveja artesanal e por isso em eventos. Temos um compromisso de participar de um evento de cerveja em Lavras Novas e estamos preparando as receitas para fabricar inicialmente no modelo cigano. Depois começam as nossas festas cervejeiras e de gastronomia. Tem muita coisa que ainda é segredo.
MEDIOPIRA - Deixe seus endereços para quem quiser se comunicar, mandar material, interagir, enfim...
Bem, estamos sempre abertos e à procura de talentos, parcerias e trabalho não apenas no setor de eventos, mas também no de jornalismo e marketing.  Nosso email é thiagomoreira.comunique@gmail.com ,whats e telefone 31 98746-7347 ou 3850-2008 e nosso site é o www.tendaviponline.com


Multi homem

sexta-feira, 9 de março de 2018

AGGEU E PAULINHO PEDRA AZUL - NO PROJETO ESQUINAS DE MINAS - EM JOÃO MONLEVADE

Aggeu e Paulinho.
Através do projeto ESQUINAS DE MINAS, João Monlevade e o Mediopiracicaba, estão tendo a oportunidade de assistir excelentes shows com grandes nomes da música mineira, muitos deles egressos do famoso movimento Clube da Esquina, que revelou ao mundo ídolos como Milton Nascimento, Beto Guedes, Lô Borges e Toninho Horta. Depois houve novas levas, com o surgimento de nomes como Flávio Venturini e o 14 Bis, Tadeu Franco, Celso Adolfo, Paulinho Pedra Azul e mais recentemente Vander Lee.  O projeto tem como "embaixador" o músico Montesclarense (e também Monlevadense)  Aggeu Marques,  conhecido como um dos maiores intérpretes e divulgadores da obra dos Beatles no planeta.

Aggeu também é compositor de mão cheia, inclusive com música gravada por Flávio Venturini. Por causa de seu excelente trânsito junto à nata da música mineira é que está sendo possível realizar o projeto Esquinas de Minas. E pela sua amizade com o Lu, do Espaço Alegrette. Na primeira edição teve a dobradinha com Flávio, que dividiu o show com o Aggeu. Agora será a vez do amado compositor e cantor Paulinho Pedra Azul. Paulinho tem público cativo pra todo lado. Suas músicas são hits cantados por gerações.
Apenas com seu violão, sua voz marcante e seu olhar, consegue hipnotizar as multidões e colocar todo mundo pra cantar junto. Seus shows são verdadeiras serenatas coletivas. Basta Paulinho começar as músicas e se quiser não precisa nem cantar, pois o povo faz o coro...e quase sempre muito afinado. Aggeu também é um músico bem acima da média. Não foi adotado por essa turma à toa. A qualidade que ele consegue colocar em tudo que pega pra fazer é sua marca registrada. Não sei o que eles prepararam para o show, se vão fazer alguma coisa juntos, enfim. Mas tenho certeza que será mais uma noite memorável, que merece ser gravada. Tomara que pinte alguém por lá que registre com mínima qualidade. 
Parabéns aos realizadores pelo arrojo, ao Luciano do Alegrete que tá se esforçando pra levar bons espetáculos para os monlevadenses. E recomendo não só aos Monlevadenses, mas ao pessoal de Itabira, SD do Prata, Rio Piracicaba, Alvinópolis. Monlevade é pertinho e o show...vai ser muito legal.