sexta-feira, 2 de setembro de 2016

CENAS DO MEDIOPIRA

CENA MONLEVADENSE

O Dizarm em fase de gravação de seu álbum. Soul du Samba em vias de gravar seu novo DVD. O Umbigo tem suas músicas geniais na gaveta. É só querer. Rogério Garanhão e sua Banda Dirock já merecem um CD ou DVD também. Rômulo Rás é reserva do samba, de musicalidade e tradição. João Roberto e Ronivaldo são preciosas vozes. Ricardo Monlevade é um músico sensacional, totalmente intuitivo. André Freitas deve estar metido num monte de projetos. João também. Isa Lelis é meio vagalume. Aparece e some. Da Calk eu não tenho notícias. Não sei como estão as bandas de heavy metal. Tinha umas bandas femininas legais. Tem a cantora Natália Grigório que é excelente. Dos sertanejos tem o Josagno sempre na luta. Não sei como estão Maycon e Douglas. Tem novos nomes? Tem gente nova emergente em Monlevade? 

CENA ALVINOPOLENSE

Alvinópolis tá numa ótima fase musical. Tem 3 novidades despontando com muita criatividade e ousadia. O primeiro é Thulio Silveira, que é compositor de boas letras e melodias e que também é guitarrista e vocalista  na banda FATOR ALMA. Thulio vem sentindo o gosto da vitória nos ultimos anos. Venceu e ganhou prêmios na maioria dos festivais de que participou. O segundo é Thayson Azevêdo, que era vocalista e guitarrista da banda Hard Case. Depois Thayson começou a se aventurar como compositor, começou a experimentar, a buscar conhecimentos de uma forma voraz e hoje está numa fase muito fértil de criação. A terceira citação que faço é da banda ESTORVO, um trabalho muito interessante também de músicas próprias, de letras com personalidade, presença de palco e experimentalismos instrumentais. Além desses trabalhos, ainda tem a turma dos morcegos que manda uma brasa. Tem cuca que segura uma noite sozinho com seu violão e seu companheiro Alessandro. Tem o Porão 71, reduto do rock. Tem o Vovó Piluca. Tem Marcela D'Moraes que faz MPB de qualidade, Márcia Prímola que segura um baile. Tem Gilvan Linhares com seu Boteco do Gilvan, tem Maycon e Tó, tem a Bateria Colibri. 

PELAMORDEDEUS SENHORES CANDIDATOS

Coloquem FESTIVAIS DE MÚSICA em seus planos de governo. São eventos muito legais que movimentam muitos artistas. Tem um forte lado educacional, pois através do desafio da música nova, própria, inédita, estimula-se a criatividade do povo. Os festivais podem se tornar usinas de bons conteúdos que se pode propagar através da internet Os festivais atraem artistas de diversas regiões do país,trazem outros sotaques, outras maneiras de pensar, favorecem o turismo cultural e geram trabalho e lucro. E ainda podem agregar outras artes, patrocínios e parceiros. 

VOTO CULTURAL

Na hora do voto, observe o plano de governo dos candidatos.  Observe como é que tratam o tema arte e cultura. É um detalhe que faz toda a diferença. 

QUERIA ALGUÉM QUE ESCREVESSE PRA MIM

Sobre as cenas itabirana, riopiracicabense, pratiana, cocaiense, catasaltense, santabarbarense, saudense...

quinta-feira, 21 de julho de 2016

A CULTURA NA POLÍTICA E A POLÍTICA DA CULTURA

A Coluna MEDIOPIRA faz um apelo aos agentes culturais do Médio Piracicaba. Quando forem escolher seus candidatos a vereadores ou prefeitos, que tal refletirem se esses candidatos tem histórico, visão e futuro cultural? Que tal questionarem o que os nossos futuros homens públicos pretendem para a cultura? Será que terão sensibilidade para levarem adiante os projetos relevantes?Será que vão aniquilar bons projetos só por que tiveram destaque na administração anterior? Será que vão mesmo utilizar os orçamentos em favor dos artistas ou promoverão cortes sistemáticos em cima do que já é pouco? Digo isso por que quando os homens públicos tem de apertar os cintos, a primeira área a ser cortada é a cultura, considerada por muitos como não prioritária, patinho feio da maioria das administrações. Vale também dar uma olhada nos planos de governo dos candidatos. Sugiro aos agentes culturais da MEDIOPIRA que cheguem junto, que colaborem, que ajudem na elaboração dos planos de governo. Pode ser até que os executivos municipais não cumpram depois, mas pelo menos haverá alguma meta projetada, que pode ser apenas letra morta colocada pelos marqueteiros, mas que pelo menos poderá ser cobrada na eleição seguinte. Quem sabe propor aos candidatos que assinem um compromisso público quando às propostas para a área cultural? Outra coisa é conseguir saber desde já dos candidatos quem é que eles pretendem nomear como secretários de cultura ou presidentes das fundações municipais de cultura.Quase sempre utilizam os cargos para comportar companheiros que ajudaram nas campanhas ou mesmo vereadores não eleitos. Ai, meus amigos, não tem nada que dê jeito. Vão ser 4 anos só de sertanejo e massagada. Aliás, essa confusão que se faz entre arte, cultura e entretenimento faz um estrago danado. Em muitas cidades, o orçamento é consumido quase que inteiramente com eventos agropecuários, sobrando migalhas pra fazer cultura de verdade. Tudo bem. Tem de ter festa também, pois o povão mesmo, o eleitor, aquele que garante os mandatos não quer saber de cultura. Quer festa, cervejada e paquera. Mas se você for pensar na lata mesmo, o povo também não quer saber de educação. Quer mais levar a vida na maciota, sem pensar demais, sem aprofundamentos. Deveríamos então dar menos atenção pra educação? É claro que não! Um povo precisa de conhecimentos, de bons conteúdos para desenvolver o senso crítico, compreender o mundo e fazer a diferença. E pra isso meus amigos, nada melhor que arte e a cultura. Outro desafio que lhes faço: observem os vereadores das duas cidades. Quais deles tem perspectiva cultural? Qual deles fez algum projeto na área cultural em seus 4 anos de mandato? Que tal votarem em candidatos que levem a cultura pra dentro da câmara dos vereadores, que já tenham uma história e apreço pelo setor e que tenham disposição de desenvolver projetos que garantam sustentabilidade para as boas ações culturais da cidade? Por isso, nas próximas eleições quero deixar esse desafio para vocês. VOTEM NA CULTURA
!

sexta-feira, 8 de julho de 2016

CULTURA SAFADONA

COMO MEDIR O SUCESSO DE UM EVENTO?

Existem vários parâmetros. A primeira  vista a medida é o público. Quanto tá lotado, as pessoas dizem que bombou. A segunda é se deu lucro. As pessoas dizem entusiasmadas: fulano de tal arrebentou de ganhar dinheiro( para o pessoal da cultura, quando não dá prejuízo já se considera lucro). A terceira é se atendeu aos objetivos  terciários, que seria apresentar um conteúdo  relevante, espetáculos de qualidade e deixar um gostinho de quero mais, projetando um futuro para o evento.

ONDE SE ENQUADRA O FESTIVAL DE INVERNO DE JOÃO MONLEVADE

O Festival de Inverno de Monlevade fez uma inversão de valores. Preocupou-se mais com a parte de conteúdos, com a riqueza da programação, apesar da falta de recursos. Se agiu correto ou não, eu não sei responder. No entanto, de uma coisa eu tenho certeza: o mundo é dos que fazem. A turma pegou no peito e na raça e fez. Se não conseguiu sensibilizar o empresariado de forma a comprar  a ideia,  imagino que houve um aprendizado precioso para as próximas  edições. Eu diria que o Festival de Inverno de Monlevade foi a semeança. Muitas sementes plantadas. A colheita vai depender do cuidado que os agentes artísticos culturais  tiverem com as sementes.

CULTURA X ENTRETENIMENTO

Algumas pessoas me disseram inbox que faltou mais entretenimento, inclusão de gêneros populares como sertanejo e funk. Não  existe uma fórmula de bolo. Só acho que eventos populares de entretenimento já tem demais. Só de cavalgadas e festas do rodeio temos trocentas. Os Festivais de Inverno na maioria das cidades onde sobrevivem tem perspectiva mais cultural e intelectual. O objetivo é  proporcionar  uma programação alternativa, levar as pessoas um menu diferenciado, instigar a curiosidade intelectual

CULTURA SAFADONA

Wesley Safadão levou milhares de pessoas ao Areão. O público de um show apenas foi maior do que em 18 dias do Festival de Inverno. E o que isso quer dizer? Que o Festival de Inverno foi um fracasso? De jeito nenhum. A evasão de público nos eventos culturais não diz respeito apenas ao Festival de Inverno. As pessoas parecem ter essa tendência de seguir as celebridades como quem vai ao encontro de um santo. Esses shows são verdadeiras celebrações e as pessoas parecem encontrar conforto quase espiritual misturando-se as multidões.

O MITO DA FORMAÇÃO DE PÚBLICO

Já vi muita gente falando que o que falta é formação de público. Ai fico pensando comigo: como é isso? Ensinar o público a curtir determinada arte ou estilo? Imagine até que já existam estudos sobre isso. Conseguir atrair as pessoas para os espetáculos de perspectiva artística. Quem sabe se anunciar um festival de nudes no palco? Quem sabe um sorteio de beijos? Agora...formar público...criar hábitos, fomentar a curiosidade intelectual é tarefa hercúlea.

CABE UM SEMINÁRIO?

É claro que sim. Uma ideia até para o 7 faces. Um seminário sobre arte e cultura, discutindo os temas mediante os desafios da internet e do empobrecimento das percepções nos últimos anos. Debater os caminhos da arte.

SEM DINHEIRO FICA DIFÍCIL...PRA NÃO DIZER IMPOSSÍVEL

Por mais que a turma do 7 faces consiga fazer as coisas no sistema colaborativo, sem investimento por parte das empresas, sem apoio, fica difícil. Em minha opinião, o poder público podia investir um pouco mais, abraçar as causas culturais da cidade. Limpar a praça e o palco para o Dia da Música já seria um bom começo. Não foi bonita a cena do palco todo pichado, com os banheiros sujos, tudo abandonado. O adiamento do Grito do Rock não foi legal também, pela expectativa gerada pra tantas bandas. Mas antes juízo do que prejuízo. Tomara que para os próximos anos, as universidades instaladas resolvam abraçar, como acontece em São João Del Rey e Ouro Preto. Itabira e São Gonçalo também. Uma das coisas mais charmosas desses festivais de inverno é a participação das faculdades, do corpo docente e dos alunos. Mas...tudo é aprendizado, O negócio é não desanimar e sim evoluir...

AGRADECIMENTO

Agradeço à Carla Lisboa pela oportunidade de participar de alguma forma do FESTIVAL DE INVERNO. Sei que minha participação foi pequena, quase microscópica. Mas fiquei feliz por que acredito muito no FESTIVAL DE INVERNO DE MONLEVADE e no trabalho abnegado do pessoal do 7 Faces. Merda pra essa turma abnegada...

SEGUNDO SEMESTRE QUENTE EM ALVINÓPOLIS

Neste final de semana vai acontecer em Alvinópolis o primeiro FESTIVAL CULTURAL, um evento quase todo feito em casa, com muitos artistas locais ( ô lugar pra ter artista). Também vai ter um show muito especial com No finalzinho de Julho(29, 30 e 31) vai ter o Festival de Música – Edição Local. Também só com compositores e intérpretes da cidade. Em Agosto vai rolar o 1º Comida de Boteco promovido pela ACIA e no inicio de outubro (07,08 e 09) vai ter o 36º FESTIVAL DA MÚSICA DE ALVINÓPOLIS – Edição Nacional.

E NA PRÓXIMA ENTREVISTA...

Vamos conversar com uma figura importantíssima na música da região, um músico estratosférico, que faz um trabalho bastante original e que difunde conhecimento musical para uma galera imensa. Já sabem de quem se trata?

sexta-feira, 1 de julho de 2016

POUCA ROUPA, MUITO AMOR!

Como diz o meu amigo Dindão, só sobrevivem as coisas feitas com o coração. Ele tá certo. O Alvinopolense Futebol Clube de Alvinópolis está fazendo 100 anos de glórias e é um clube movido apenas pelos corações de seus apaixonados torcedores. O Alvinegro na verdade nasceu branco, mas fez-se negro pelo talento. Foi a instituição que contribuiu para aproximar brancos e negros, numa relação respeitosa de mútua admiração. Os brancos tiveram de tirar os chapéus para a criatividade, para a habilidade dos negros no trato com a bola. E claro, se misturaram também, gerando um povo moreno, saudável e muito orgulhoso de sua cultura. Podemos dizer com alegria que em Alvinópolis quase inexiste preconceito e que foi o Alvinopolense um dos fatores responsáveis por isso. O AFC nunca teve renda, a não ser dos colaboradores que muitas vezes não tinham dinheiro nem para comprar uniformes. Daí o apelido dado pela torcida aniversária, de "pouca roupa", de clube pobre que não tinha dinheiro pra nada. Mas quando a pelota rolava a história era outra. O Pouca Roupa nunca se intimidou com adversário. Ironicamente nos últimos anos as indústrias cortaram investimentos no esporte e o feitiço virou contra o feiticeiro. Muitos clubes tiveram dificuldades sem o suporte financeiro de antes.Mas o Pouca Roupa sobreviveu e não está prosa. Seu clube social é amplo e muito bem estruturado, recebendo os melhores bailes e shows do estado e do país. O estádio do alvinopolense fica na Vila Manuel Puig, bairro mais populoso e que abriga a maior parte da comunidade afro da cidade, berço do samba e de gente trabalhadora, que cresceu muito nos últimos anos. Quando fecho os olhos, me vem imagens marcantes do baile com 3 do Rio, dos carnavais e horas dançantes com os Heltons, Morcegos ou Magnus Som de Bela Vista de Minas. Vejo ainda as figuras de Tuôla, de Terezão ,de Jujuca, Clebinha, do Carnavalesco Aurélio, do João Carlos de Souza Carvalho, do folclórico jogo 3x1, que teve muita catimba, e até ameaça de morte ao artilheiro, dos maravilhosos carnavais, da furiosa tocando bambas do gaspar e levando a multidão ao delírio. Parabéns, Pouca Roupa. Hoje o Alvinopolense completa 100 anos. Amanhã haverá o baile comemorativo no salão do clube. Durante o ano, ainda acontecerão várias atividades comemorativas do centenário. Que a atual geração e a futura saibam reconhecer a importância desse clube que já faz parte do DNA Alvinópolense. 

sexta-feira, 24 de junho de 2016

SONETOS MODERNOS

Raphael Godoy é um poeta  da novíssima geração Monlevadense. Seu primeiro livro “Escritos Esparsos” foi um mix de sentimentos e impressões sobre o mundo. O segundo que vai ser lançado no 1º Festival de Inverno de João Monlevade,  vem de uma interessante experiência de sonetos diários publicados no blog “Um soneto por dia”. Raphael ousa brincar com um gênero popular em tempos passados, mas com novo enfoque, utilizando cadência, ritmo ,poder de concisão, mas com uma perspectiva pop,  sem o rigor estético dos sonetos tradicionais. Mas vamos à entrevista ...

O que te motivou a ser poeta? Quando é que você se descobriu poeta?
Acho que já nasci poeta, lembro que desde pequeno fui das letras. Foi mais ou menos com 10 anos que comecei a escrever. Escrevia sobre tudo e sobre todos, e já ensaiava alguns versos para as meninas da sala, mas não funcionava muito bem (risos). Desde então, esta fase de escrever vem e volta, às vezes ficava um tempo sem escrever, mas isto parecia me fazer mal e voltava a escrever de novo.  Mas, só assumi esta veia poética este ano. Antes me intitulava escritor, mas, hoje, me considero mais poeta.
Você lançou um livro que li e gostei bastante, o “ESCRITOS ESPARSOS”. Quais feedbacks obteve?
O Escritos foi um projeto bem experimental, uma coletânea de textos e poemas que escrevi ao longo de quatro, cinco anos, mais ou menos e de repente viraram livro. Eu gostei do feedback de algumas pessoas. É legal quando você escreve uma coisa e alguém fala para você: “É exatamente assim que me sinto”. Este tipo de reação é o que motiva continuar escrevendo, pois se sua arte não toca as pessoas de alguma forma, ela não se justifica.
Você tem fetiche com o objeto livro ou se dá bem no ambiente virtual? Acha que a internet tá matando o romance?
Eu prefiro ler no papel, sentir a folha, e ter o prazer de ao final fechar o livro e voltar com ele para a estante. Mas, a internet é uma excelente vitrine e nos dá um par de possibilidades para tudo. Não acho que a internet esteja matando o romance, a internet é uma ferramenta apenas, um revólver não mata, quem mata é quem atira. A própria sociedade tem matado o romance. A procura pelo imediatismo, o prazer pelo prazer, querer se mostrar feliz o tempo todo... como haverá de ter espaço para o romance? Rejeita-se todo sentimento que incomoda e o substitui por alguma coisa qualquer. Antes, quando sentia-se para baixo o indivíduo procurava conversar com alguém, falar de seus sentimentos, hoje tira-se uma selfie e depois fica contando as curtidas para se sentir melhor. Mas, o sentimento ainda está lá, ferindo, machucando e poucos sabem lidar com isto.
Muitos dos seus sonetos pintam cenários, tem personagens exuberantes (principalmente mulheres), contam histórias nem sempre politicamente corretas. O Raphael poeta briga muito com o Raphael pessoa?
A gente já brigou mais, mas recentemente temos andado bem um com o outro. Quando se escreve e, principalmente quando se escreve poesia, a gente se expõe muito. Por mais que eu me aproveite de histórias, verdades e sentimentos de outras pessoas, quem lê, acredita que aquele é o sentimento do Raphael e não daquele personagem inventado para escrever aquele soneto. Então, chega uma altura que eu tive que escolher, ou eu escrevia para agradar a mim e  as pessoas que comungam dos mesmos valores e histórias que eu, ou escrevia para tocar cada vez mais pessoas. Eu escolhi a segunda opção.
Já as mulheres, são uma inspiração a parte. Mas, não tem como não ser. Hoje há tanto debate sobre feminismo, sobre o papel da mulher na sociedade, que se esquece que elas são o ser mais incrível que Deus fez. Imagine você sendo Adão, com tantos animais maravilhosos, paisagens naturais indescritíveis e então Deus faz a mulher e lhe entrega. Qual foi a sua reação? A de Adão foi dizer apenas uma frase: “Esta, sim, é osso dos meus ossos e carne da minha carne”. Imagino que nesta hora Deus criou também a poesia, a música, o prazer. Havia ali, reverência, respeito, admiração, um amor inacreditável que a colocava como igual, como parte dele. E hoje, o que vemos é o que mais de abominável há no homem que é a violência contra a mulher, seja física, verbal ou emocional e esquece-se do principal que é esta primeira emoção, esta sensação de que ainda bem que Deus fez a mulher. E meus sonetos falam muito disto. Do poder feminino e do encanto que as mais diferentes belezas causam em nós homens.
Porque você escolheu os sonetos?
Eu escolhi os sonetos por acreditar que eles sejam uma tradução dos tempos atuais. Onde tudo tem que ser muito rápido, imediato. Conto estórias em sonetos que poderiam ser desenroladas em crônicas, contos e até romances, mas confiro eles a velocidade dos nossos dias. Não dá nem tempo de se apaixonar por um personagem e o desfecho da estória já está no verso seguinte. Além desta familiaridade com o que temos vivido, o soneto é um desafio para quem o escreve, 14 versos são muito pouco, então precisamos escolher bem as palavras, colocar ritmo e sentido em cada uma delas para que o resultado fique bom.
Você além de escritor é um profissional de marketing. Até onde a lente do marketing acrescenta à sua poesia?
Tenho uma linha que o Marketing deve ter como foco principal a satisfação do cliente para criar uma rede de promotores cada vez mais consistente e garantir a sustentabilidade do negócio, e levo isto para o meu negócio de Literatura. Procuro entregar textos que sejam relevantes e de maneira que eu agrade as pessoas e elas digam a seus amigos: Olha que legal isto. E a internet viabiliza muito esta criação de rede de promotores. Hoje minha página no facebook possui mais de 2.500 fãs, dos quais não devo conhecer 5%. Ainda é pouco se comparado ao universo de pessoas que estão nas redes sociais, mas, já é um passo.
Esse livro que você vai lançar, vem sendo escrito religiosamente, todos os dias da semana no blog “Um Soneto Por Dia”. Tive oportunidade de ler vários sonetos, muitos deles inspiradíssimos. Como é que surgiu essa ideia de livro interagindo com  blog, um alimentando o outro?
A ideia do blog "Um Soneto Por Dia" surgiu no final do mês de janeiro, quando encontrei alguns sonetos que havia escrito e não havia publicado e me desafiei a fazer um soneto por dia,. Passados alguns dias, tinha material para um mês de postagem, e então comecei a publicar e a escrever todo dia, pelo menos, um soneto. Tem dia que não sai nada de bom, mas tem dia que consigo dois muito bons. 
Hoje já são quase 150 textos e não tenho pretensão de parar. Já o livro, surgiu de uma conversa com a Carla Lisboa, que inclusive me ajudou com o lançamento do primeiro Livro, sobre o festival de inverno. Conversávamos sobre a programação e veio um estalo, porque não aproveitar o festival e lançar uma edição especial com os 100 primeiros dias do blog? Fizemos algumas pesquisas, ela montou a arte da capa do livro e quando fui ver já estava enviando o material para a gráfica, tudo em menos de uma semana. Devido ao custo da produção dos livros, optei por fazer uma edição limitada em uma editora especializada em pequenas edições, com os 100 primeiros.

O que vai ter no lançamento que vai acontecer durante o 1º FESTIVAL DE INVERNO DE JOÃO MONLEVADE?
Estamos definindo os detalhes ainda, mas falarei um pouco do processo de criação dos sonetos, teremos algumas leituras e meu irmão, Thales Godoy, está transformando alguns destes sonetos em músicas e ao final do evento teremos a sessão de autógrafos. Os exemplares poderão ser adquiridos no dia do lançamento, em outros eventos que participarei e pela minha página no facebook.

sexta-feira, 17 de junho de 2016

PRIMEIRO DIA DE TIRAR O FÔLEGO

O 1º Festival de Inverno começa em grande estilo no dia da música(18-04 a partir das 17 horas) com 4 shows muito bons. 

GANGA BRUTA e CONGADAR - de Sete Lagoas

Um trabalho muito interessante que mescla Rock com os tambores do congado. A primeira vez que vi alguém misturando rock com tambores foi com Chico Sciente e Nação Zumbi. Não sei como será a apresentação da banda, qual será a formação para o Show do Festival de Inverno. Pelos vídeos a gente percebe várias formações, a presença dos tambores, da religiosidade também e até vestimentas características do Congado. Mas o som da banda é muito mais do que isso. Tem altas dosagens de rock, muitas guitarras viajandonas, gaita, também cânticos de congado, , tambores, riffs, tradição e atitude.

IGOR VENAL e o CHIQUEIRO ELÉTRICO

O Cantor Itabirano constrói a ponte entre a velha e a nova música itabirana, trazendo músicas de compositores consagrados da cidade   ( Newton Baiandeira) com novas roupagens, experimentando e tecendo um trabalho que ele chama de MPB Underground. 

DJAMBÊ

A Banda Belorizontina é uma das mais premiadas e aclamadas pela crítica . O Djambê tem um trabalho poético forte, engajado, espiritual, botando na roda um estilo que denominam de Rock Macumba. 

MIKE SANTOS

O Riopiracicabense Mike Santos é dono de uma voz aveludada, compositor de belas canções e clips, além de ótimo instrumentistas Seu som tem influência do pop Brasileiro e Internacional, nuances de Lulu Santos, Djavan, Stevie Wonder, entre outros.  

ITABIRANO VENAL


IGOR VENAL é da novíssima geração da música Itabirana. Grande responsabilidade fazer arte numa terra de tantos escritores e músicos. Mas IGOR e seu Chiqueiro Elétrico não negam fogo. IGOR faz a ponte entre as gerações com sua MPB UNDERGROUND. A gravação deles para ARCO-ÍRIS em PRETO E BRANCO do mitológico compositor Newton Baiandeira tá bombando na internet e a turma vê no 1º FESTIVAL DE INVERNO DE JOÃO MONLEVADE uma oportunidade de alargar os horizontes e ir conquistando espaços nos corações e mentes. Mas vamos à entrevista...

A pergunta que não pode faltar: o que você ouvia quando criança em Itabira?

Ouvia muito MPB, caetano, chico, Raul também. Bem posteriormente ouvi rock  como Barão Vermelho, Los Hermanos e mesmo o hardcore  como Dead Fish. Atualmente retomei ao que mais escutava: a MPB.

De onde vem o nome IGOR VENAL?

Venal era o nome adotado por uma antiga banda minha, que acabei incorporando ou ao fim do projeto. Muitos acreditam verdadeiramente ser meu sobrenome, mas é mesmo um nome artístico.Rs.

Quais são as suas principais influências? Alguma influência Drummondiana no trabalho? De outros poetas e artistas Itabiranos?

Drummond é inegável a influencia. Fui muito influenciado também pelos poetas locais, os poetas de casa, dentre eles o Newton Baiandeira.

O que é o Chiqueiro Elétrico?

Chiqueiro Elétrico é um projeto à parte fundado por Iago Lorena (guitarrista) que ganhou vida enquanto gravávamos o projeto Igor Venal, por isso o Igor Venal & O Chiqueiro Elétrico.

Quem são os integrantes do Chiqueiro Elétrico?

O Chiqueiro Elétrico não é um projeto concreto ainda. Nem todos que gravaram participam do mesmo. Como disse, o projeto nasceu durante as gravações, pra nomear a banda que iria me acompanhar.  A Talentosissima Carol Moraes cantou em todas as musicas nas gravações dando um outro ar para as musicas. Mas a formação que irá tocar em João Monlevade será com Iago Lorena, Barbara Lopes, Ricardo Reis, Paulinho Almeida e Filipe Melo.

A música Arco-Íris em Branco e Preto que vocês gravaram é do grande compositor Itabirano Newton Baiandeira. E as músicas de vocês? Tem mais músicas próprias?

Sim. A musica do Newton foi uma homenagem. Ele havia me dado permissão de gravá-la antes de falecer, mas só agora pude dar vida a música. As demais canções são de minha autoria ou do Iago Lorena.

Como você classifica o trabalho que desenvolvem?

Underground ! Fizemos quase tudo com gravações caseiras, através de ajudas por permutas. Todos são estudantes e a maioria fora de casa para estudar. Seria impossível uma gravação em studio profissional pelo alto custo.

Como vocês veem a música Itabirana de hoje em dia? A cidade tem abraçado o trabalho de vocês?

Vejo um florescer Itabirano. Vão tocar juntamente no festival de JM a banda Poison Or Medicine, de meu amigo João Jardel, que me influencia musicalmente desde o projeto Curved. A banda Postura, referência em Cena na cidade. Também tocará a banda Spoiler Itabirana, ambos com discos autorais e novos.

Quando vocês formulam repertórios para shows, colocam quais percentuais de músicas próprias e de covers?

Fazemos muito covers, até pela falta de musicas autorais no momento. É um projeto muito novo. Temos poucas musicas gravadas, mas já temos novas canções esperando serem registradas em CD.

Onde vocês tem feito shows? Em bares? Teatros? Em praças públicas?

Toco muito na rua com outro projeto de que participo, o “Chapéu Imaginário”. Tocamos no último dia 13/06 no Cine Brasil e foi uma experiência incrível.

O que o pessoal presente no 1º Festival de Inverno de João Monlevade pode esperar do show do IGOR VENAL e o CHIQUEIRO ELÉTRICO? Podem adiantar o que virá? Virão com banda completa?

Bem. Será nossa primeira apresentação com banda completa. Inclusive, estamos aguardando este momento a meses. Estamos muito empolgados em tocar em outra cidade e pela visibilidade de participar do festival.

Vocês acham que a internet ajuda ou atrapalha o artista?

Sem a internet sequer teríamos lançado a Single. Devemos tudo à mídia virtual.

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