sexta-feira, 9 de setembro de 2016

CENAS DO MEDIOPIRA II - SÃO GONÇALO E ITABIRA


MEDIOPIRA SOBRE SÃO GONÇALO E ITABIRA

São Gonçalo do Rio Abaixo, além do progresso nos últimos anos, tem um teatro muito bacana, de primeiro mundo e uma cena musical muito fértil. Itabira então nem se fala. Muita riqueza musical, grande tradição artístico cultural. 

COLABORADORES ILUSTRES

Agradeço a Marçal Filho e Aulus Rodrigues que escreveram respectivamente sobre as cenas de Itabira e São Gonçalo. Esperamos que outros correspondentes nos acudam.

CENAS ITABIRANAS

No campo da poesia podemos citar: Margareth Duarte, Toninho Aribati, João Brito, Marconi Ferreira, Rosa Dalva, Jô Diniz, Saulo Campos, Marcos Gacê e alguns rabiscos que faço. No campo da composição temos Luiz Bira, Tony Primo, Saulo Campos, Marcos Gacê, Gilson Panta, Marçal Filho e Genésio Reis, com um CD bem legal que saiu agora em agosto. A turma do rock e pop com um trabalho bem legal e autoral podemos citar a Banda Mata Burro, o pessoal da Banda Curva de Gauss com um belíssimo repertório próprio, o pessoal da Orderer e Progress. A Maíra Baldaia uma artista excepcional que veio duma turnê recente em Portugal e com um detalhe são meninas na batera, baixo, guitarra e claro Maíra no vocal com um trabalho fora do comum, músicas próprias belíssimas numa levada Afro/Brasileira bem da hora. Temos no mínimo três representantes do RAP, com músicas autorais de alto nível que são o Thiago SKP, Lukinha DDG e Renato Araújo. Não poderia deixar de citar aqui o Movimento Trial que é balizado em amizade, idealismo e arte composto por um quarteto de vozes que são: Marcos Gacê, Luiz Bira, Paulo Camilo e Marçal Filho, com exceção do Paulo os outros três fazem as composições do Movimento que conta ainda com composições de Saulo Campos e Eduardo Prado. Envolvidos com uma interpretação muito legal posso citar com muito orgulho: O Grupo Meninar, Fernando Martins, Zé Afonso, Jú Moreno, Mircelaine Garandir, Flavinha Semear, Natália Luiza e Ana Moreira. Temos ainda o Grupo Sambês, o Grupo Meninos de Minas e o Tumbaitá um Grupo Folclórico muito legal. O cenário é muito promissor a partir de 2017, temos vários Projetos em pauta para avançarmos de verdade com a cultura nas Escolas e nas Praças da cidade, entre eles cito três projetos super bacanas que são: FESCANI (Festival Estudantil da Canção Itabirana). Será desenvolvido nas Escolas. FEMAM (Festival de Música da Amita). Será realizado nas Praças de Itabira. Tem o SAMBA VIOLA E POESIA que retornará também às praças de nossa cidade. Multi-Instrumentistas: Temos Marcelo Fonseca um excelente arranjador e Saulo Carvalho contrabaixista e violonista da pesada. Temos o Grupo: Viola Tropeira de Raízes composto por 12 violeiros sob o comando de Delcinho Chaves e a Banda mel.com, composto por Seresteiros. Artesanato temos muita gente boa entre eles posso citar Nega Moreira e Leo Moreira. Nas artes plásticas um dos grandes destaques é Rafael Fernandes que já expôs seus trabalhos em alguns cidades brasileiras e países da Europa, o cara é realmente sensacional. Estamos em constante atividade e tudo leva a crer que a partir de 2017 o bicho vai pegar.  
Obs do Martino: Eu gostaria de incluir dois nomes que conheci nos últimos anos: o cantor Jesus Henrique e Igor Venal, que participou recentemente no Festival de Inverno de João Monlevade.

CENAS DE SÃO GONÇALO

Tarefa difícil essa de tentar falar sobre a cena musical de São Gonçalo do Rio Abaixo. E a dificuldade está justamente no fato de ser riquíssima e muito variada. Temos muitos e grandes nomes, que me fazem correr o sério risco de pecar por esquecimento. Mas vamos lá! Representando o rock temos Neanderthal  e Whisky e Blues que apesar de focarem no repertório cover, já estão começando a escrever suas primeiras e promissoras canções. Outra nova promessa que vem chegando em São Gonçalo é a banda D-Lithium;. Eles surgiram em Itabira, mas atualmente dois dos seus 3 integrantes residem em São Gonçalo. Outro grupo com raízes itabiranas que está cada vez mais atuante na cena musical São-gonçalense é o Supremacia. Na MPB temos o músico Tupete, que além de liderar diversos trabalhos, como a sua Banda Kabalou, vem se revelando como um grande construtor de instrumentos de cordas. Da mesma família de Tupete temos o tecladista e acordeonista Fabiano Félix, que está à frente da Banda Sanvile.

OUTRAS CENAS

Aguardo que alguns correspondentes nos falem sobre as cenas de São Domingos do Prata ( Silvanna Martins), Dom Silvério, Rio Piracicaba( Mike Santos), sobre Bela Vista de Minas, Barão de Cocais, Santa Bárbara e Catas Altas

SÓ CULTURA ELEITORAL

Tudo é eleição, voto, quase nenhum outro assunto encontra ecos. Falar em cultura essa época provoca bocejos e mudanças de assunto.

E DEPOIS DAS ELEIÇÕES?

Aí acontece uma fase que pode ser de euforia ou depressão. Se houver reeleição ou o mesmo grupo continuar comandando, fica tudo dentro da normalidade. Mas se perde, fica um clima apocaliptico de desânimo e o resto de governo é sofrido e melancólico.

COMO A CULTURA ESTÁ NO PLANO DE GOVERNO DO SEU CANDIDATO?

Ele demonstra ter algum interesse ou é um assunto que nem lhe passa pela cabeça?

domingo, 4 de setembro de 2016

CENA ITABIRANA


Vamos lá Marcos Martino tentarei descrever um pouquinho da CENA ITABIRANA. No campo da poesia podemos citar: Margareth Duarte, Toninho Aribati, João Brito, Marconi Ferreira, Rosa Dalva, Jô Diniz, Saulo Campos, Marcos Gacê e alguns rabiscos que faço. No campo da composição temos Luiz Bira, Tony Primo, Saulo Campos, Marcos Gacê, Gilson Panta, Marçal Filho e Genésio Reis, com um CD bem legal que saiu agora em agosto. A turma do rock e pop com um trabalho bem legal e autoral podemos citar a Banda Mata Burro, o pessoal da Banda Curva de Gauss com um belíssimo repertório próprio, o pessoal da Orderer e Progress. A Maíra Baldaia uma artista excepcional que veio duma turnê recente em Portugal e com um detalhe são meninas na batera, baixo, guitarra e claro Maíra no vocal com um trabalho fora do comum, músicas próprias belíssimas numa levada Afro/Brasileira bem da hora.
Temos no mínimo três representantes do RAP, com músicas autorais de alto nível que são o Thiago SKP, Lukinha DDG e Renato Araújo. Não poderia deixar de citar aqui o Movimento Trial que é balizado em amizade, idealismo e arte composto por um quarteto de vozes que são: Marcos Gacê, Luiz Bira, Paulo Camilo e Marçal Filho, com exceção do Paulo os outros três fazem as composições do Movimento que conta ainda com composições de Saulo Campos e Eduardo Prado.
Envolvidos com uma interpretação muito legal posso citar com muito orgulho: O Grupo Meninar, Fernando Martins, Zé Afonso, Jú Moreno, Mircelaine Garandir, Flavinha Semear, Natália Luiza e Ana Moreira. Temos ainda o Grupo Sambês, o Grupo Meninos de Minas e o Tumbaitá um Grupo Folclórico muito legal. O cenário é muito promissor a partir de 2017, temos vários Projetos em pauta para avançarmos de verdade com a cultura nas Escolas e nas Praças da cidade, entre eles cito três projetos super bacanas que são:

FESCANI (Festival Estudantil da Canção Itabirana). Será desenvolvido nas Escolas.
FEMAM (Festival de Música da Amita). Será realizado nas Praças de Itabira.

SAMBA VIOLA E POESIA que retornará também às praças de nossa cidade.
Multi-Instrumentistas: Temos Marcelo Fonseca um excelente arranjador e Saulo Carvalho contrabaixista e violonista da pesada...

Temos o Grupo: Viola Tropeira de Raízes composto por 12 violeiros sob o comando de Delcinho Chaves e a Banda mel.com, composto por Seresteiros.
Artesanato temos muita gente boa entre eles posso citar Nega Moreira e Leo Moreira. 
Nas artes plásticas um dos grandes destaques é Rafael Fernandes que já expôs seus trabalhos em alguns cidades brasileiras e países da Europa, o cara é realmente sensacional.

Estamos em constante atividade e tudo leva a crer que a partir de 2017 o bicho vai pegar.

Marçal Filho
setembro de 2016.


Obrigado ao Marçal pela resenha sobre a atual fase da música itabirana. Ele foi convocado e não negou fogo. Eu gostaria de incluir dois nomes que conheci nos últimos anos: o cantor Jesus Henrique e Igor Venal, que participou recentemente no Festival de Inverno de João Monlevade. 

sexta-feira, 2 de setembro de 2016

CENAS DO MEDIOPIRA

CENA MONLEVADENSE

O Dizarm em fase de gravação de seu álbum. Soul du Samba em vias de gravar seu novo DVD. O Umbigo tem suas músicas geniais na gaveta. É só querer. Rogério Garanhão e sua Banda Dirock já merecem um CD ou DVD também. Rômulo Rás é reserva do samba, de musicalidade e tradição. João Roberto e Ronivaldo são preciosas vozes. Ricardo Monlevade é um músico sensacional, totalmente intuitivo. André Freitas deve estar metido num monte de projetos. João também. Isa Lelis é meio vagalume. Aparece e some. Da Calk eu não tenho notícias. Não sei como estão as bandas de heavy metal. Tinha umas bandas femininas legais. Tem a cantora Natália Grigório que é excelente. Dos sertanejos tem o Josagno sempre na luta. Não sei como estão Maycon e Douglas. Tem novos nomes? Tem gente nova emergente em Monlevade? 

CENA ALVINOPOLENSE

Alvinópolis tá numa ótima fase musical. Tem 3 novidades despontando com muita criatividade e ousadia. O primeiro é Thulio Silveira, que é compositor de boas letras e melodias e que também é guitarrista e vocalista  na banda FATOR ALMA. Thulio vem sentindo o gosto da vitória nos ultimos anos. Venceu e ganhou prêmios na maioria dos festivais de que participou. O segundo é Thayson Azevêdo, que era vocalista e guitarrista da banda Hard Case. Depois Thayson começou a se aventurar como compositor, começou a experimentar, a buscar conhecimentos de uma forma voraz e hoje está numa fase muito fértil de criação. A terceira citação que faço é da banda ESTORVO, um trabalho muito interessante também de músicas próprias, de letras com personalidade, presença de palco e experimentalismos instrumentais. Além desses trabalhos, ainda tem a turma dos morcegos que manda uma brasa. Tem cuca que segura uma noite sozinho com seu violão e seu companheiro Alessandro. Tem o Porão 71, reduto do rock. Tem o Vovó Piluca. Tem Marcela D'Moraes que faz MPB de qualidade, Márcia Prímola que segura um baile. Tem Gilvan Linhares com seu Boteco do Gilvan, tem Maycon e Tó, tem a Bateria Colibri. 

PELAMORDEDEUS SENHORES CANDIDATOS

Coloquem FESTIVAIS DE MÚSICA em seus planos de governo. São eventos muito legais que movimentam muitos artistas. Tem um forte lado educacional, pois através do desafio da música nova, própria, inédita, estimula-se a criatividade do povo. Os festivais podem se tornar usinas de bons conteúdos que se pode propagar através da internet Os festivais atraem artistas de diversas regiões do país,trazem outros sotaques, outras maneiras de pensar, favorecem o turismo cultural e geram trabalho e lucro. E ainda podem agregar outras artes, patrocínios e parceiros. 

VOTO CULTURAL

Na hora do voto, observe o plano de governo dos candidatos.  Observe como é que tratam o tema arte e cultura. É um detalhe que faz toda a diferença. 

QUERIA ALGUÉM QUE ESCREVESSE PRA MIM

Sobre as cenas itabirana, riopiracicabense, pratiana, cocaiense, catasaltense, santabarbarense, saudense...

quinta-feira, 21 de julho de 2016

A CULTURA NA POLÍTICA E A POLÍTICA DA CULTURA

A Coluna MEDIOPIRA faz um apelo aos agentes culturais do Médio Piracicaba. Quando forem escolher seus candidatos a vereadores ou prefeitos, que tal refletirem se esses candidatos tem histórico, visão e futuro cultural? Que tal questionarem o que os nossos futuros homens públicos pretendem para a cultura? Será que terão sensibilidade para levarem adiante os projetos relevantes?Será que vão aniquilar bons projetos só por que tiveram destaque na administração anterior? Será que vão mesmo utilizar os orçamentos em favor dos artistas ou promoverão cortes sistemáticos em cima do que já é pouco? Digo isso por que quando os homens públicos tem de apertar os cintos, a primeira área a ser cortada é a cultura, considerada por muitos como não prioritária, patinho feio da maioria das administrações. Vale também dar uma olhada nos planos de governo dos candidatos. Sugiro aos agentes culturais da MEDIOPIRA que cheguem junto, que colaborem, que ajudem na elaboração dos planos de governo. Pode ser até que os executivos municipais não cumpram depois, mas pelo menos haverá alguma meta projetada, que pode ser apenas letra morta colocada pelos marqueteiros, mas que pelo menos poderá ser cobrada na eleição seguinte. Quem sabe propor aos candidatos que assinem um compromisso público quando às propostas para a área cultural? Outra coisa é conseguir saber desde já dos candidatos quem é que eles pretendem nomear como secretários de cultura ou presidentes das fundações municipais de cultura.Quase sempre utilizam os cargos para comportar companheiros que ajudaram nas campanhas ou mesmo vereadores não eleitos. Ai, meus amigos, não tem nada que dê jeito. Vão ser 4 anos só de sertanejo e massagada. Aliás, essa confusão que se faz entre arte, cultura e entretenimento faz um estrago danado. Em muitas cidades, o orçamento é consumido quase que inteiramente com eventos agropecuários, sobrando migalhas pra fazer cultura de verdade. Tudo bem. Tem de ter festa também, pois o povão mesmo, o eleitor, aquele que garante os mandatos não quer saber de cultura. Quer festa, cervejada e paquera. Mas se você for pensar na lata mesmo, o povo também não quer saber de educação. Quer mais levar a vida na maciota, sem pensar demais, sem aprofundamentos. Deveríamos então dar menos atenção pra educação? É claro que não! Um povo precisa de conhecimentos, de bons conteúdos para desenvolver o senso crítico, compreender o mundo e fazer a diferença. E pra isso meus amigos, nada melhor que arte e a cultura. Outro desafio que lhes faço: observem os vereadores das duas cidades. Quais deles tem perspectiva cultural? Qual deles fez algum projeto na área cultural em seus 4 anos de mandato? Que tal votarem em candidatos que levem a cultura pra dentro da câmara dos vereadores, que já tenham uma história e apreço pelo setor e que tenham disposição de desenvolver projetos que garantam sustentabilidade para as boas ações culturais da cidade? Por isso, nas próximas eleições quero deixar esse desafio para vocês. VOTEM NA CULTURA
!

sexta-feira, 8 de julho de 2016

CULTURA SAFADONA

COMO MEDIR O SUCESSO DE UM EVENTO?

Existem vários parâmetros. A primeira  vista a medida é o público. Quanto tá lotado, as pessoas dizem que bombou. A segunda é se deu lucro. As pessoas dizem entusiasmadas: fulano de tal arrebentou de ganhar dinheiro( para o pessoal da cultura, quando não dá prejuízo já se considera lucro). A terceira é se atendeu aos objetivos  terciários, que seria apresentar um conteúdo  relevante, espetáculos de qualidade e deixar um gostinho de quero mais, projetando um futuro para o evento.

ONDE SE ENQUADRA O FESTIVAL DE INVERNO DE JOÃO MONLEVADE

O Festival de Inverno de Monlevade fez uma inversão de valores. Preocupou-se mais com a parte de conteúdos, com a riqueza da programação, apesar da falta de recursos. Se agiu correto ou não, eu não sei responder. No entanto, de uma coisa eu tenho certeza: o mundo é dos que fazem. A turma pegou no peito e na raça e fez. Se não conseguiu sensibilizar o empresariado de forma a comprar  a ideia,  imagino que houve um aprendizado precioso para as próximas  edições. Eu diria que o Festival de Inverno de Monlevade foi a semeança. Muitas sementes plantadas. A colheita vai depender do cuidado que os agentes artísticos culturais  tiverem com as sementes.

CULTURA X ENTRETENIMENTO

Algumas pessoas me disseram inbox que faltou mais entretenimento, inclusão de gêneros populares como sertanejo e funk. Não  existe uma fórmula de bolo. Só acho que eventos populares de entretenimento já tem demais. Só de cavalgadas e festas do rodeio temos trocentas. Os Festivais de Inverno na maioria das cidades onde sobrevivem tem perspectiva mais cultural e intelectual. O objetivo é  proporcionar  uma programação alternativa, levar as pessoas um menu diferenciado, instigar a curiosidade intelectual

CULTURA SAFADONA

Wesley Safadão levou milhares de pessoas ao Areão. O público de um show apenas foi maior do que em 18 dias do Festival de Inverno. E o que isso quer dizer? Que o Festival de Inverno foi um fracasso? De jeito nenhum. A evasão de público nos eventos culturais não diz respeito apenas ao Festival de Inverno. As pessoas parecem ter essa tendência de seguir as celebridades como quem vai ao encontro de um santo. Esses shows são verdadeiras celebrações e as pessoas parecem encontrar conforto quase espiritual misturando-se as multidões.

O MITO DA FORMAÇÃO DE PÚBLICO

Já vi muita gente falando que o que falta é formação de público. Ai fico pensando comigo: como é isso? Ensinar o público a curtir determinada arte ou estilo? Imagine até que já existam estudos sobre isso. Conseguir atrair as pessoas para os espetáculos de perspectiva artística. Quem sabe se anunciar um festival de nudes no palco? Quem sabe um sorteio de beijos? Agora...formar público...criar hábitos, fomentar a curiosidade intelectual é tarefa hercúlea.

CABE UM SEMINÁRIO?

É claro que sim. Uma ideia até para o 7 faces. Um seminário sobre arte e cultura, discutindo os temas mediante os desafios da internet e do empobrecimento das percepções nos últimos anos. Debater os caminhos da arte.

SEM DINHEIRO FICA DIFÍCIL...PRA NÃO DIZER IMPOSSÍVEL

Por mais que a turma do 7 faces consiga fazer as coisas no sistema colaborativo, sem investimento por parte das empresas, sem apoio, fica difícil. Em minha opinião, o poder público podia investir um pouco mais, abraçar as causas culturais da cidade. Limpar a praça e o palco para o Dia da Música já seria um bom começo. Não foi bonita a cena do palco todo pichado, com os banheiros sujos, tudo abandonado. O adiamento do Grito do Rock não foi legal também, pela expectativa gerada pra tantas bandas. Mas antes juízo do que prejuízo. Tomara que para os próximos anos, as universidades instaladas resolvam abraçar, como acontece em São João Del Rey e Ouro Preto. Itabira e São Gonçalo também. Uma das coisas mais charmosas desses festivais de inverno é a participação das faculdades, do corpo docente e dos alunos. Mas...tudo é aprendizado, O negócio é não desanimar e sim evoluir...

AGRADECIMENTO

Agradeço à Carla Lisboa pela oportunidade de participar de alguma forma do FESTIVAL DE INVERNO. Sei que minha participação foi pequena, quase microscópica. Mas fiquei feliz por que acredito muito no FESTIVAL DE INVERNO DE MONLEVADE e no trabalho abnegado do pessoal do 7 Faces. Merda pra essa turma abnegada...

SEGUNDO SEMESTRE QUENTE EM ALVINÓPOLIS

Neste final de semana vai acontecer em Alvinópolis o primeiro FESTIVAL CULTURAL, um evento quase todo feito em casa, com muitos artistas locais ( ô lugar pra ter artista). Também vai ter um show muito especial com No finalzinho de Julho(29, 30 e 31) vai ter o Festival de Música – Edição Local. Também só com compositores e intérpretes da cidade. Em Agosto vai rolar o 1º Comida de Boteco promovido pela ACIA e no inicio de outubro (07,08 e 09) vai ter o 36º FESTIVAL DA MÚSICA DE ALVINÓPOLIS – Edição Nacional.

E NA PRÓXIMA ENTREVISTA...

Vamos conversar com uma figura importantíssima na música da região, um músico estratosférico, que faz um trabalho bastante original e que difunde conhecimento musical para uma galera imensa. Já sabem de quem se trata?

sexta-feira, 1 de julho de 2016

POUCA ROUPA, MUITO AMOR!

Como diz o meu amigo Dindão, só sobrevivem as coisas feitas com o coração. Ele tá certo. O Alvinopolense Futebol Clube de Alvinópolis está fazendo 100 anos de glórias e é um clube movido apenas pelos corações de seus apaixonados torcedores. O Alvinegro na verdade nasceu branco, mas fez-se negro pelo talento. Foi a instituição que contribuiu para aproximar brancos e negros, numa relação respeitosa de mútua admiração. Os brancos tiveram de tirar os chapéus para a criatividade, para a habilidade dos negros no trato com a bola. E claro, se misturaram também, gerando um povo moreno, saudável e muito orgulhoso de sua cultura. Podemos dizer com alegria que em Alvinópolis quase inexiste preconceito e que foi o Alvinopolense um dos fatores responsáveis por isso. O AFC nunca teve renda, a não ser dos colaboradores que muitas vezes não tinham dinheiro nem para comprar uniformes. Daí o apelido dado pela torcida aniversária, de "pouca roupa", de clube pobre que não tinha dinheiro pra nada. Mas quando a pelota rolava a história era outra. O Pouca Roupa nunca se intimidou com adversário. Ironicamente nos últimos anos as indústrias cortaram investimentos no esporte e o feitiço virou contra o feiticeiro. Muitos clubes tiveram dificuldades sem o suporte financeiro de antes.Mas o Pouca Roupa sobreviveu e não está prosa. Seu clube social é amplo e muito bem estruturado, recebendo os melhores bailes e shows do estado e do país. O estádio do alvinopolense fica na Vila Manuel Puig, bairro mais populoso e que abriga a maior parte da comunidade afro da cidade, berço do samba e de gente trabalhadora, que cresceu muito nos últimos anos. Quando fecho os olhos, me vem imagens marcantes do baile com 3 do Rio, dos carnavais e horas dançantes com os Heltons, Morcegos ou Magnus Som de Bela Vista de Minas. Vejo ainda as figuras de Tuôla, de Terezão ,de Jujuca, Clebinha, do Carnavalesco Aurélio, do João Carlos de Souza Carvalho, do folclórico jogo 3x1, que teve muita catimba, e até ameaça de morte ao artilheiro, dos maravilhosos carnavais, da furiosa tocando bambas do gaspar e levando a multidão ao delírio. Parabéns, Pouca Roupa. Hoje o Alvinopolense completa 100 anos. Amanhã haverá o baile comemorativo no salão do clube. Durante o ano, ainda acontecerão várias atividades comemorativas do centenário. Que a atual geração e a futura saibam reconhecer a importância desse clube que já faz parte do DNA Alvinópolense. 

sexta-feira, 24 de junho de 2016

SONETOS MODERNOS

Raphael Godoy é um poeta  da novíssima geração Monlevadense. Seu primeiro livro “Escritos Esparsos” foi um mix de sentimentos e impressões sobre o mundo. O segundo que vai ser lançado no 1º Festival de Inverno de João Monlevade,  vem de uma interessante experiência de sonetos diários publicados no blog “Um soneto por dia”. Raphael ousa brincar com um gênero popular em tempos passados, mas com novo enfoque, utilizando cadência, ritmo ,poder de concisão, mas com uma perspectiva pop,  sem o rigor estético dos sonetos tradicionais. Mas vamos à entrevista ...

O que te motivou a ser poeta? Quando é que você se descobriu poeta?
Acho que já nasci poeta, lembro que desde pequeno fui das letras. Foi mais ou menos com 10 anos que comecei a escrever. Escrevia sobre tudo e sobre todos, e já ensaiava alguns versos para as meninas da sala, mas não funcionava muito bem (risos). Desde então, esta fase de escrever vem e volta, às vezes ficava um tempo sem escrever, mas isto parecia me fazer mal e voltava a escrever de novo.  Mas, só assumi esta veia poética este ano. Antes me intitulava escritor, mas, hoje, me considero mais poeta.
Você lançou um livro que li e gostei bastante, o “ESCRITOS ESPARSOS”. Quais feedbacks obteve?
O Escritos foi um projeto bem experimental, uma coletânea de textos e poemas que escrevi ao longo de quatro, cinco anos, mais ou menos e de repente viraram livro. Eu gostei do feedback de algumas pessoas. É legal quando você escreve uma coisa e alguém fala para você: “É exatamente assim que me sinto”. Este tipo de reação é o que motiva continuar escrevendo, pois se sua arte não toca as pessoas de alguma forma, ela não se justifica.
Você tem fetiche com o objeto livro ou se dá bem no ambiente virtual? Acha que a internet tá matando o romance?
Eu prefiro ler no papel, sentir a folha, e ter o prazer de ao final fechar o livro e voltar com ele para a estante. Mas, a internet é uma excelente vitrine e nos dá um par de possibilidades para tudo. Não acho que a internet esteja matando o romance, a internet é uma ferramenta apenas, um revólver não mata, quem mata é quem atira. A própria sociedade tem matado o romance. A procura pelo imediatismo, o prazer pelo prazer, querer se mostrar feliz o tempo todo... como haverá de ter espaço para o romance? Rejeita-se todo sentimento que incomoda e o substitui por alguma coisa qualquer. Antes, quando sentia-se para baixo o indivíduo procurava conversar com alguém, falar de seus sentimentos, hoje tira-se uma selfie e depois fica contando as curtidas para se sentir melhor. Mas, o sentimento ainda está lá, ferindo, machucando e poucos sabem lidar com isto.
Muitos dos seus sonetos pintam cenários, tem personagens exuberantes (principalmente mulheres), contam histórias nem sempre politicamente corretas. O Raphael poeta briga muito com o Raphael pessoa?
A gente já brigou mais, mas recentemente temos andado bem um com o outro. Quando se escreve e, principalmente quando se escreve poesia, a gente se expõe muito. Por mais que eu me aproveite de histórias, verdades e sentimentos de outras pessoas, quem lê, acredita que aquele é o sentimento do Raphael e não daquele personagem inventado para escrever aquele soneto. Então, chega uma altura que eu tive que escolher, ou eu escrevia para agradar a mim e  as pessoas que comungam dos mesmos valores e histórias que eu, ou escrevia para tocar cada vez mais pessoas. Eu escolhi a segunda opção.
Já as mulheres, são uma inspiração a parte. Mas, não tem como não ser. Hoje há tanto debate sobre feminismo, sobre o papel da mulher na sociedade, que se esquece que elas são o ser mais incrível que Deus fez. Imagine você sendo Adão, com tantos animais maravilhosos, paisagens naturais indescritíveis e então Deus faz a mulher e lhe entrega. Qual foi a sua reação? A de Adão foi dizer apenas uma frase: “Esta, sim, é osso dos meus ossos e carne da minha carne”. Imagino que nesta hora Deus criou também a poesia, a música, o prazer. Havia ali, reverência, respeito, admiração, um amor inacreditável que a colocava como igual, como parte dele. E hoje, o que vemos é o que mais de abominável há no homem que é a violência contra a mulher, seja física, verbal ou emocional e esquece-se do principal que é esta primeira emoção, esta sensação de que ainda bem que Deus fez a mulher. E meus sonetos falam muito disto. Do poder feminino e do encanto que as mais diferentes belezas causam em nós homens.
Porque você escolheu os sonetos?
Eu escolhi os sonetos por acreditar que eles sejam uma tradução dos tempos atuais. Onde tudo tem que ser muito rápido, imediato. Conto estórias em sonetos que poderiam ser desenroladas em crônicas, contos e até romances, mas confiro eles a velocidade dos nossos dias. Não dá nem tempo de se apaixonar por um personagem e o desfecho da estória já está no verso seguinte. Além desta familiaridade com o que temos vivido, o soneto é um desafio para quem o escreve, 14 versos são muito pouco, então precisamos escolher bem as palavras, colocar ritmo e sentido em cada uma delas para que o resultado fique bom.
Você além de escritor é um profissional de marketing. Até onde a lente do marketing acrescenta à sua poesia?
Tenho uma linha que o Marketing deve ter como foco principal a satisfação do cliente para criar uma rede de promotores cada vez mais consistente e garantir a sustentabilidade do negócio, e levo isto para o meu negócio de Literatura. Procuro entregar textos que sejam relevantes e de maneira que eu agrade as pessoas e elas digam a seus amigos: Olha que legal isto. E a internet viabiliza muito esta criação de rede de promotores. Hoje minha página no facebook possui mais de 2.500 fãs, dos quais não devo conhecer 5%. Ainda é pouco se comparado ao universo de pessoas que estão nas redes sociais, mas, já é um passo.
Esse livro que você vai lançar, vem sendo escrito religiosamente, todos os dias da semana no blog “Um Soneto Por Dia”. Tive oportunidade de ler vários sonetos, muitos deles inspiradíssimos. Como é que surgiu essa ideia de livro interagindo com  blog, um alimentando o outro?
A ideia do blog "Um Soneto Por Dia" surgiu no final do mês de janeiro, quando encontrei alguns sonetos que havia escrito e não havia publicado e me desafiei a fazer um soneto por dia,. Passados alguns dias, tinha material para um mês de postagem, e então comecei a publicar e a escrever todo dia, pelo menos, um soneto. Tem dia que não sai nada de bom, mas tem dia que consigo dois muito bons. 
Hoje já são quase 150 textos e não tenho pretensão de parar. Já o livro, surgiu de uma conversa com a Carla Lisboa, que inclusive me ajudou com o lançamento do primeiro Livro, sobre o festival de inverno. Conversávamos sobre a programação e veio um estalo, porque não aproveitar o festival e lançar uma edição especial com os 100 primeiros dias do blog? Fizemos algumas pesquisas, ela montou a arte da capa do livro e quando fui ver já estava enviando o material para a gráfica, tudo em menos de uma semana. Devido ao custo da produção dos livros, optei por fazer uma edição limitada em uma editora especializada em pequenas edições, com os 100 primeiros.

O que vai ter no lançamento que vai acontecer durante o 1º FESTIVAL DE INVERNO DE JOÃO MONLEVADE?
Estamos definindo os detalhes ainda, mas falarei um pouco do processo de criação dos sonetos, teremos algumas leituras e meu irmão, Thales Godoy, está transformando alguns destes sonetos em músicas e ao final do evento teremos a sessão de autógrafos. Os exemplares poderão ser adquiridos no dia do lançamento, em outros eventos que participarei e pela minha página no facebook.