quinta-feira, 17 de agosto de 2017

FESTIVAL DA CANÇÃO DE ALVINÓPOLIS - NOVA GERAÇÃO

O MEDIOPIRA dessa semana conversou com os jovens organizadores do 36º Festival da Canção em Alvinópolis, festival que acontece há décadas, graças ao amor e dedicação de várias pessoas. Felizmente tem uma galera nova bastante articulada que está pegando essa batuta e prometendo levá-la até novos patamares. Importante lembrar que as inscrições estão abertas até o dia 24 de junho, com uma premiação bastante atraente (12 mil em prêmios) e com muitos benefícios para os participantes. O local também será um charme: a pracinha da igrejinha da matriz, na rua de cima. Mas vamos à entrevista...

1) O que o Festival da Canção de Alvinópolis representa para a geração de vocês?

Comissão organizadora - Na Comissão tem gente de todas as idades, né. É uma confluência de gerações. O Festival é como um rito sagrado, uma escola iniciática onde os neófitos são conduzidos ao universo das artes e da cultura. Acreditamos que todas gerações absorveram muitas influências do Festival, na maneira de compor, de ouvir e de pensar a cultura e a música.


2)  Uma das grandes virtudes que estou acompanhando no Festival 2017 é que vejo muita gente boa trabalhando. Como está a escalação desse time?

Comissão organizadora - A formação desse grupo se deu de maneira muito espontânea. Acreditamos que a concepção de um grupo de apoio ao Festival já era desejada por todos envolvidos na organização. Em meados de novembro/2016 fizemos uma convocatória e depois compareceram Alessandro, Jéssica, Jucirley, Thales e Thayson para fazer um levantamento inicial de ideias. Assim estava formada a Comissão Organizadora do 36º Festival da Canção de Alvinópolis. Após a aprovação do projeto e concessão do patrocínio Paulo César e Jovelino também se aproximaram do grupo oferecendo apoio. Temos também o suporte de diversas pessoas: o Ronildson que já participou da produção do FESTIVALE e conhece muito sobre o assunto; a Luciene, que possui muita experiência com eventos culturais e com o Festival;o Secretário de Esporte, Lazer e Cultura, Paulo Rossi; os vereadores da câmara que apoiaram por unanimidade a realização do evento; e o prefeito João Galo Índio que tem muito apreço pelo Festival e entende a importância de sua realização para o município. Tem uma lista enorme de pessoas interessadas pelo Festival que também estão colaborando: o Franques na comunicação visual;Mauro Lúcio em gravação de spots; Sidney sempre com seu apoio na locução; o Carlimque está confeccionando os troféus; a equipe da ‘Cores & Nomes’ cuidando da estrutura e muitos outros que direta ou indiretamente estão contribuindo.    

3)  Quem são os parceiros que estão ajudando a viabilizar a edição desse ano?

Comissão organizadora - O 36º Festival da Canção está sendo patrocinado primordialmente pela Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais – CODEMIG, através do edital 2017/01, lançado pela Secretaria de Estado de Governo de Minas Gerais – SEGOV. O Instituto Martelo de Desenvolvimento e Gestão – IMDG, por meio do presidente Natalino, ofereceu apoio institucional para que pudéssemos pleitear esse edital, por isso é formalmente o realizador do evento. Além disso, contamos com o apoio institucional da Secretaria de Cultura, Esporte, Lazer e Turismo – SECTUR, bem como com o apoio da Prefeitura e Câmara Municipal de Alvinópolis. Os comerciantes locais, as rádios e meios de comunicação regionaistambém estão dando todo apoio. Não podemos nos esquecer dos músicos, pedra angular deste evento, que estão enviando suas canções.


4) Quais são as principais inovações no Festival 2017?

Comissão organizadora – Como você bem notou naquela entrevista concedida à nós, nesta 36ª edição somos uma equipe multidisciplinar e mais numerosa que nos últimos anos. Esta não é necessariamente uma novidade, porém em contraste com os anos anteriores, talvez represente um diferencial.Desta forma, cada um pode contribuir com o Festival de acordo com as suas competências, assim podemos dar uma atenção mais especializada para determinadas minúcias. Acreditamos que uma grande conquista desta Comissão foi a elaboração de um Projeto Cultural, que permitiu que o Festival recebesse a atenção do Governo do Estado de Minas Gerais. Além disso, estamos trabalhando muito na comunicação: reestruturando o site, a identidade visual, investindo em mídia digital, e fomentando o diálogo e o trabalho intersetorial. Estamos tecendo um diálogo muito saudável com as instituições públicas, conseguindo agregar pessoas importantes para a realização desse projeto, as quais estão acolhendo com muito carinho nossa causa. Acreditamos que todo esse empenho resultará na satisfação dos músicos e espectadores. Uma inovação que estamos viabilizando ainda é a transparência pública. Ao final do Festival faremos um relatório contendo informações acerca do processo de organização e realização, além de informações financeiras das receitas e despesas do evento. Acreditamos que a transparência não é apenas a comprovação da utilização dos recursos financeiros recebidos, mas também da nossa responsabilidade social.

5) O Festival acontecerá na Rua de Cima, região em que a cidade nasceu. De quem foi a ideia de fazer o Festival na parte histórica da cidade?

Comissão organizadora - Esta ideia surgiu de variadas fontes... Ela estava pairando no ar a mais tempo e nos parece ser um sonho antigo. Estava na pauta fazer lá, porém a princípio nós desistimos, por causa das dificuldades estruturais que enfrentaríamos. Cogitamos então fazer no Parque de Exposições, no entanto, as sugestões para fazer no Centro Histórico não paravam de aparecer. Uma das coisas que inspirou a mudança de endereço foi uma Festa Junina realizada no mesmo local, queficou muito elegante. Depois disso, em conversa com o prefeito e o pessoal da SECTUR os mesmos incentivaram a mudança e se dispuseram a dar todo apoio necessário. Pensamos que levar o Festival para lá valoriza o conjunto arquitetônico da Matriz do Rosário, nosso cartão postal.Além disso, acreditamos que é bastante simbólico situar um dos eventos mais tradicionais do município neste espaço que tanto representa nossas raízes culturais. Confiamos que será um lindo Festival, ainda mais porque teremos noite de lua cheia, rs. 

6)  O pessoal reclama há anos sobre a questão dos horários. Já percebi que vocês diminuíram o número de músicas e isso já é um avanço nesse sentido. Mas existe alguma outra ideia, de começar mais cedo por exemplo?

Comissão organizadora - Pelo que pudemos diagnosticar, grande parte dos atrasos tem origem em problemas técnicos, sobretudo do som. Outro aspecto problemático é o não cumprimento, ou não planejamento do cronograma. Tivemos o cuidado de tomar nota dessas questões tendo em vista saná-las. Então, este ano contratamos um equipamento de som que atende melhor as necessidades do evento, planejamos o cronograma e esperamos cumpri-lo com pontualidade inglesa, rs.

7)  Todos estão elogiando muito a programação visual do Festival 2017. Haverá algum tratamento especial para o palco? Já pensaram nisso?

Comissão organizadora - Esta nova identidade visual foi desenvolvida por nós, em parceria com o Franques Rodrigues, que trabalha na assessoria de comunicação da Prefeitura Municipal e que entende muito de desenho e comunicação visual. Estamos procurando fazer bonito em termos de estrutura e iluminação do palco. Quanto à decoração, já surgiram algumas ideias e pessoas que nos procuraram voluntariando-se para viabilizá-la. Além do mais, a beleza do cenário já é uma decoração e harmoniza muito bem com o Festival, rs.

8) Haverá shows depois ou antes das programações?

Comissão organizadora - Antes e depois, certamente. Estamos viabilizando apresentações com músicos e grupos locais, além de uma atração especial. Em breve divulgaremos a programação oficial do evento em nosso site e redes sociais. Vamos trazer mais detalhes sobre as apresentações, assim o público ficará por dentro do que vai acontecer.

9) Até o ano passado do lado, alguns integrantes da organização estavam do lado dos que compõem e participam com músicas. E agora passam para o lado da produção e oferecem vitrine para outros artistas. Como é isso?

Comissão organizadora - Para os compositores está sendo muito difícil... O músico prefere mesmo o calor do palco, mas produzir também é uma experiência muito entusiasmante e de muito aprendizado. Estamos habituados a subir no palco, com tudo pronto, mas nos bastidores o clima é diferente. Contudo, temos descoberto que mesmo trabalhando na produção é possível saborear as conquistas e as emoções que sentimos subindo no palco. A energia e a inspiração que outrora investíamos na música, estão agora sendo usadas para girar as engrenagens do Festival. Isto é muito natural.

10) Como vocês enxergam o futuro do Festival?

Comissão organizadora - Estamos tentando aperfeiçoar o Festival desde suas bases, procurando aprimorar diversos aspectos: da pré-produção, acessibilidade, comunicação, programação, curadoria, avaliação das músicas e premiação, etc. Todo processo tem sido documentado para que possamos acompanhar e avaliar a evolução desse projeto a longo prazo. Como ponto de partida a Comissão Organizadora se empenhou em organizar o 36º Festival da Canção de Alvinópolis, por meio de um trabalho conjunto com entidades locais. Contudo, ainda estamos alinhados com a nossa principal ideia: a longo prazo, institucionalizaro Festival e trabalhar em um novo formato mais participativo, democrático, que com o tempo possa interagir com outras políticas públicas,tais como educação, cultura, assistência social e lazer. Esperamos rever o modelo do Festival,buscando aproximá-lo da realidade dos músicos o dos festivais mais modernos. Pretendemos também transformar o Festival em um evento mais plural, que agregue outros campos das artes, e que não tenha como central somente o aspecto competitivo. Assim sendo, o futuro do Festival poderá promover espaços formativos, como oficinas, workshops, aulas, etc, tendo em vista envolver maiores parcelas da sociedade.

OBS - Quebrando o protocolo, dessa vez a entrevista não foi respondida por um entrevistado apenas, mas pela turma que se reuniu para responder conjuntamente. A organização não tem uma estrutura piramidal, onde alguém atua como diretor ou responde por todos. A turma prefere uma estrutura de rede, onde todos tem autoridade e relevância.  E eu que não sou bobo, atento pra aprender com eles...

sexta-feira, 4 de agosto de 2017

ROGÉRIO ROCK MARTINS

O MEDIOPIRA dessa semana conversou com Rogério Martins, mais conhecido como Rogério Garanhão.Conheço o Rogério há muitos anos, apresentado por outro grande rockeiro, o Márcio Vasconcelos "Zueira".Quando conheci o Rogério, ele locava sons para eventos. Só depois conheci o Rogério band lider. E não tenho dúvidas de que é um dos maiores rockeiros da região, original, irreverente e portador de verdades. Em seu baú, tem músicas muito boas guardadas, que espero que ele grave em breve e coloque na roda. Mas vamos à entrevista..

MEDIOPIRA - Que músicas vc ouvia em sua infancia?

Rogério - Beatles, Monkeys,Creedence, Black Sabbath, Nazareth e Deep Purple, além das modinhas e guaranias tocadas em família.
MEDIOPIRA - Que artistas o influenciaram?
Rogério - Jimmy Page, Jimi Hendrix, Ritchie Blackmore, Lenon, Raul, Ednardo, Alceu, dentre outros. Angus Young (esse não posso esquecer)

MEDIOPIRA - O que te levou a trabalhar com música?

Rogério - O fascínio que tenho pelo palco. A sensação que sinto quando o contra baixo faz tremer as tábuas do palanque e a expressão de surpresa no rosto do público. E principalmente por poder participar de momentos felizes da vida das pessoas.
MEDIOPIRA - Você é músico de partitura ou de ouvido?

Rogério - Tive poucas oportunidades de aprender e praticar a teoria musical, embora eu tenha cursado a EFAP da Ordem dos músicos na Curitiba 737 em 79/80. Sou considerado um "músico de ouvido".
MEDIOPIRA - Conte um pouco da sua história musical.

Rogério - Meus primeiros acordes foram com o Sr Carlos Caldeira. Em 1977 formamos a banda "Curto Circuito" apresentando-se em Monlevade, Itabira e Santa Bárbara. No ano seguinte, fui estudar em BH, retornando formamos a Cogumelo que se desfez. Toquei com Dudu Nunes, Toni Brás, Rominho, dentre outros. Aprendi harmonia tocando com o o Prof. José Júlio e o saudoso Zelly José na Banda "Brilhantina". Meu "instrumento de origem" é o contra baixo mas toco guitarra na Banda di Rock. Tenho aprimorado a técnica com o amigo Jeferson , que sempre me dá dicas. Nossa atual formação(Rogerio guitarra, Edmar baixo, Eduardo ou Anderson na Bateria) tem 8 anos, embora eu e Eduardo toquemos juntos desde os anos 80.
MEDIOPIRA - Lembro que fizemos o SUPER ROCK em Alvinópolis e vc sonorizou com muita competência. Ainda continua prestando serviços de sonoplastia?

Rogério - Continuo trabalhando (também) como operador de áudio e locação de equipamento. Foi a forma que encontrei de não ficar longe dos palcos e comprar e manter meus equipamentos. 
MEDIOPIRA - Eu gosto do seu trabalho como compositor. Aquela letra do Festiaço foi muito boa. Vc tem mais coisas no baú?Tem planos de gravar suas músicas? E videoclips? Não pensa em fazer?  Eu vi algumas apresentações suas pela internet. Vi também vcs tocando no Pé de Porco em Monlevade. Vocês tocam músicas inesperadas. Por exemplo: poucas bandas de rock tocam Zé Ramalho. Quais músicas mais vocês tocam?
9) E vcs tem músicas suas no repertório?
Rogério - Confesso que já não somos tão pretensiosos quanto a ficarmos famosos ou coisa do tipo. Temos compromisso com a música que gostamos de tocar e o público que se identifica com ela. O que vier para gente é lucro! Quanto a letras e novos trabalhos, sempre temos alguns protótipos inacabados, esperando um momento para "eclodir". Rockeiro não "sofre" nem "chora" mas questiona e revoluciona ideias e comportamentos! Nosso repertório é baseado no pop rock dos anos 80/90 além de composições próprias como a "Tradicional balada do rock and roll", "Um dia de cada vez" e "Preciso de Alguém".
MEDIOPIRA - Eu ia perguntar se vcs tem planos de gravar CD. Quase me esquecia que o CD morreu.Rs. Mas tem a internet. Como está a banda di rock na internet?


Rogério - A página da Banda Di Rock no Face é uma grande ferramenta de divulgação do nosso trabalho As gravações, embora amadoras, mostram realmente como são as apresentações. Temos projeto de gravar um clipe, mas não temos a data.De qualquer modo é o registro das apresentações.

MEDIOPIRA - Você acha que a internet foi boa ou ruim para os artistas?

Rogério - Penso que a internet "linearizou" oportunidades além de desobrigar o artista de ter que ir morar os grandes centros urbanos. Sem contar o acesso a informação e aos instrumentos "top de linha".
MEDIOPIRA - Você se considera mais analógico ou digital?

Rogério - Tenho equipamentos digitais e analógicos. Gravações, prefiro digitais e em alta resolução. Já a mesa de som bem como os pedais MXR da guitarra, são analógicos. Preferimos tocar com amplificadores Marshall (guitarra Fender) e Gallien Kugger(baixo Fender), Bateria Pearl microfones Shure e mesa Makie, pela qualidade incomparável que proporcionam. Não aderimos ao "ponto de ouvido" para retorno!
MEDIOPIRA - Quem quiser contratar a Banda di Rock tem de falar com quem? Deixe seus contatos, links, etc...

Rogério - Podemos ser contactados pelo Face (Banda Di Rock), com o Eduardo da Gráfica Modelo (996854771) ou Rogério pelo 988553102/38513102.

sexta-feira, 28 de julho de 2017

QUE VENHAM MAIS FESTIVAIS...

Abram a foto pra ver melhor. Espaço maravilhoso...
As vezes a gente não se dá conta, mas Itabira faz festivais de inverno  há 43 anos. Claro, com altos e baixos, com a marca de cada gestor. O Festival desse ano tá muito bacana e diversificado. Acho super válidas as ações da Fundação Carlos Drummond de levar os eventos às escolas, de forma itinerante, para que o Festival não fique restrito aos círculos intelectuais.

CONCHA ACÚSTICA É UM LUXO

Que inveja boa que dá, viu. Que tal os prefeitos da região pensarem em algo semelhante? Que tal pensarem em locais onde a cultura seja o prato principal?
Para os artistas o cenário também é lindo

FESTIVAIS GASTRONÔMICOS SÃO LEGAIS, MAS...

Acho bacana que tantas cidades estejam promovendo sua gastronomia. Gastronomia também é cultura. Os dois juntos é  legal, mas ainda assim o foco será nos sabores e no atendimento à necessidade prioritária. Os shows musicais tornam-se secundários, meros fundos para a comilança. Dizem que cultura não enche barriga. Comida também não alimenta cabeça. Dá pra harmonizar, claro. Mas pra isso é preciso que haja consciência e atitude.

A PALAVRA FESTIVAL ESTÁ NA MODA

Engraçado que a palavra FESTIVAL tem origem religiosa. Eram nos primórdios festas para se reunir as famílias em grande celebrações de louvor à Deus. Mas com o tempo todo mundo se apropriou do termo. Hoje temos festivais de tudo: Festival de Cinema, Festival de Música, Festival de Chopp, Festival de ofertas, Festival de inverno, tudo festivado. Eu, quando  ouço a palavra FESTIVAL, logo penso em algum tipo de festa artístico-cultural. Será que estou sendo profano? E acho muito salutar que cidades como São Gonçalo, Itabira, Santa Maria de Itabira e mais recentemente Monlevade façam seus Festivais de inverno. Diga-se de passagem: tomara que no ano que vem o pessoal consiga trabalhar de forma conjunta, da UFOP com o pessoal da Coletivo 7 faces. Iria tornar o Festival de Inverno de Monlevade muito poderoso. Torço para que consigam convergir.

36º FESTIVAL DA MÚSICA EM ALVINÓPOLIS
Alvinópolis realizará seu 36º Festival da Música. Vai ser nos dias 07,08 e 09 de setembro e as inscrições vão até o dia 24. Serão 12 mil reais em prêmios e aquele clima cultural maravilhoso que a cidade tem. No ano passado teve a edição local, mas infelizmente as coisas deram errado e a edição nacional foi cancelada. Mas pra esse ano, tem uma equipe grande trabalhando e maior suporte institucional e político.

PASSATEMPO TEM BIANC E SEU PROJETO ESTAÇÕES MÚSICA NA PRAÇA

Ele não nomeou como festival mas acaba sendo. Bianc leva sempre shows interessantes, de graça, em praça pública, de artistas captados e cooptados pela sua sensibilidade. Além do Estações Música na Praça, faz um movimento maravilhoso junto à comunidade quilombola de Passatempo. É um desses quixotes da arte que leva uma vida quase franciscana, mas faz acontecer. 

FESTIVAL DE MORALIZAÇÃO

Quem achava que a lavajato e seus derivados não iriam produzir maiores consequências, assiste a um festival de prefeitos e vices depostos pelo estado a fora, de políticos antes considerados poderosos caindo em delações, de câmaras de vereadores inteiras sendo conduzidas a presídios por irregularidades. Festival de esperança? Será que o Brasil vai entrar nos eixos? Tomara...

sexta-feira, 21 de julho de 2017

JOSAGNO, UM ARTISTA COMPLETO...

No Mediopira de hoje converso com o cantor e artista plástico JOSAGNO MOTTA. Conheci Josagno há alguns anos  quando precisei de um cantor para cantar um jingle (para o Supermercado Comil, de João Monlevade). O jingle foi um sucesso e ficou vários anos no ar. Desde então ficamos amigos. Na época ele ainda cantava em dupla. Passados alguns bons anos, não é que ainda preserva a mesma juventude e energia? Parece que o moço dorme no formol. Além de cantar muito afinado, de trabalhar só com muitos músicos bons, Josagno é um espécie de dublé de si próprio. Está sempre metido em aventuras e celebrando a alegria de viver. Como artista plástico, também tem obtido reconhecimento pra todo lado. Josagno tem uma ótima imagem, fotografa muito bem, também tem talento como ator, sabe se colocar no palco, enfim: um artista completo. Mas vamos à entrevista

MEDIOPIRA -  Quais as músicas você ouvia na sua infância?

Com a galera do 14 Bis
JOSAGNO - Sempre fui bem eclético. Exemplo: Balão Mágico, Xuxa, Planeta Água, Sandy e Júnior, Roberto Leal, Luiz Gonzaga e ainda continuo escutando até hoje. Kkk...

MEDIOPIRA -  Quando é que percebeu que tinha talento para música?

JOSAGNO - Logo na infância os meus pais pediam para que eu cantasse pra eles, eu cantava afinado e daí foi surgindo desejo e o gosto para música.

Com Rick e Geovani
MEDIOPIRA -  Você também é compositor ou o seu negócio é cantar?

JOSAGNO - Também sou compositor, mas prefiro emprestar a minha voz e cantar!

MEDIOPIRA -  Você gosta mais do Sertanejo de Raiz ou do sertanejo universitário?

JOSAGNO - Sinceramente o Sertanejo de Raiz. Mas nada contra o sertanejo universitário, pois em cada gênero existe coisas boas!

MEDIOPIRA -  Quais são suas principais influências? Quais cantores você procurou imitar para depurar o seu estilo?


JOSAGNO - Nunca procurei imitar, sempre tive meu timbre de voz, mas Zezé Di Camargo & Luciano, Gian & Giovani, Leandro & Leonardo me inspiravam muito! 

MEDIOPIRA -  O que você acha das letras das músicas sertanejas atuais?

JOSAGNO - Sensacionais, super atualizadas com o mundo em que vivemos hoje!

MEDIOPIRA -  Qual você considera ser o segredo do sucesso da música sertaneja?

JOSAGNO - No meu ponto de vista cultural, não há segredo algum. Para mim a música sertaneja reúne a maioria dos ingredientes para o sucesso. Letras simples diretas e compreensíveis. Melodia corretamente estruturada para o público. Acordes simples e apenas os necessários. Cantores de alto nível. Há mais quesitos mas esses são os principais.

MEDIOPIRA -  Além de cantor você é artista plástico né? Fale um pouco desse trabalho pra gente.

 Moção de aplauso da câmara de vereadores de J Monlevade
JOSAGNO - Sim. Fiz exposições para o Prata Da Casa Arcelor Mital, fui convidado pelo programa Viação Cipó da TV Alterosa, apresentado pelo Otávio di Toledo, recebi Moção de aplausos pela câmara municipal de João Monlevade, fui super bem recebido por todos os vereadores, indicação Vereador Thiago Tito, vendi esculturas em Arame galvanizado para integrantes do Cirque Du Soleil Varekai que tiveram conhecimento do meu trabalho quando estiveram aqui no Brasil, 
Presente para Paula Fernandes
também fiz esculturas em arame para a mãe da cantora Paula Fernandes e o Nilmar Fernandes que é irmão da Paula Fernandes, inclusive para própria cantora,
Wolverine para Eduardo Costa.
Eduardo Costa, Gil Marciano do Ouro Minas que é cabeleireiro dos famosos, entre outros. Tenho conseguido algo muito especial graças a Deus nas artes plásticas.

MEDIOPIRA -  Você se considera mais cantor ou mais artista plástico?

JOSAGNO - São dois dons bem diferentes e artes distintas, portanto eu consigo separar muito bem as duas coisas.

MEDIOPIRA -  Além de cantar, você é uma espécie de Indiana Jones de Monlevade. Já vi você voando em helicóptero, cruzando o médio Piracicaba inteiro de bicicleta, pegando boi pelo chifre e outras partes. Você tem medo de alguma coisa?

JOSAGNO - Fiz vôos panorâmicos de helicóptero mas nunca pilotei, kkk... Quem me dera ser piloto de helicóptero, mas já fui de João Monlevade ao Rio de Janeiro com dois dias e meio de bike, me cuido muito e tenho sim uma preparação física muito boa. Faço cicloturismo e não participo de competições pois esse não é meu foco. Em relação pegar boi pelo chifre é apenas uma Aventura. Kkk... Em relação ao medo, para mim a vida é maravilhosa se não se tem medo dela.

MEDIOPIRA -  Você tem banda fixa? Quem são seus parceiros na música hoje?

Elcimar, grande músico e produtor.
JOSAGNO - Trabalhar com músicos freelancer é muito mais fácil em meu projeto musical. Em relação a parceria, Elcimar Martins é um grande músico, produtor musical, tem um excelente estúdio nas mãos está sempre à minha disposição e de outras bandas também, e tenho os meus patrocinadores que aproveito e agradeço por acreditar no meu trabalho. Não posso esquecer de citar o nome de Sandro Dornelas, grande artista e foi meu parceiro nos tempos de dupla e hoje fizemos uma parceria em shows acústicos.

MEDIOPIRA -  O que você apresenta em seus shows?

Show com cenário e produção de alto nível
JOSAGNO- Principalmente o Sertanejo Raiz com o universitário. Eu canto o que as pessoas querem ouvir. O meu objetivo é oferecer música de qualidade para eternizar os sonhos do meu público.

MEDIOPIRA.

Quais são os projetos do Josagno hoje? O que vem por aí?

Bandão no palco, luz, marketing, tudo nos trinks...
JOSAGNO - Eu faço planos, projetos para a vida inteira. Mas quem dá a última palavra é Deus. Vou continuar dando sequencia à música e às artes plásticas, se assim Deus continuar permitindo.

MEDIOPIRA -  Deixe contatos para quem quiser contratar o seu show ou interagir com você...


JOSAGNO - Contatos: Zap (31) 98985-0829

E-mail: josagnomotta@yahoo.com.br
Instagram: josagnooficial

Temos um grupo no Facebook do cantor 
com mais de 64 mil membros, 
página do cantor, 
página Arte em Arame Josagno Motta.



Deixo aqui os meus agradecimentos: 

Agradeço primeiramente a Deus, 
a todos os meus apoiadores 
e as pessoas que me incentivam no meu trabalho. 

Ao nobre Marcos Martino 
pelo profissionalismo e qualidade com que me recebeu. 

Enfim, cada segundo é tempo 
para mudar tudo para sempre. 

Muito obrigado!!!


sexta-feira, 14 de julho de 2017

DANI TAVARES NO FESTIVAL DE INVERNO DA UFOP - JOÃO MONLEVADE

O FESTIVAL DE INVERNO DA UFOP é um espaço de diversidade. Prova disso é que depois de receber a turma rockeira, vai receber no sábado a cantora Dani Tavares, uma jovem promessa da nova música Sertaneja. Ela vem conquistando seu lugar ao sol com muita competência, prova que entrou num Festival que tradicionalmente convida artistas mais da MPB tradicional. Mas vamos à entrevista com a Dani...
MEDIOPIRA - Que musicas vc ouvia na infância?

DANI TAVARES - Desde a minha infância ouvi músicas de todos os estilos. Muita MPB, música internacional, enfim, tudo me interessava. Aos poucos fui me interessando mais pela música brasileira de raiz, a música brasileira caipira, romântica. Gosto de tudo hoje, mas para cantar, gosto mesmo é da música Sertaneja.
MEDIOPIRA - Por que.a opção pela musica sertaneja?

DANI TAVARES -Faz parte da minha história. Nasci em Brumadinho, interior, onde as coisas simples são mais observadas. Foi uma coisa natural desde muito nova. Não foi uma opção. Talvez a música Sertaneja tenha me escolhido antes de eu a escolher. rs
MEDIOPIRA - Quais as suas principais influencias

DANI TAVARES -Tudo me influencia. Ouço tudo, vou em shows de vários artistas; rock, Mpb, Axé, Sertanejo ... Não tem apenas um artista que me influencia. A música em geral me influencia. Todos os ritmos, melodias. Gosto da pluralidade.

MEDIOPIRA -Também é compositora ou só grava outros compositores? Pode citar alguns?

DANI TAVARES-Sou compositora. desde bem nova componho. Mas gosto de gravar outros compositores também, principalmente os novos. Neste momento gravei duas canções do Junior Avelar, um ótimo compositor de sul de Minas.
MEDIOPIRA - O que tem no seu repertorio?

DANI TAVARES -Tem um pouco de tudo. Os clássicos da músicas Sertaneja, os Modões que adoro e claro, alguns grandes sucessos dessa nova fase da música Sertaneja. Gosto muito de interagir com o público nos shows. Além disso, composições minhas e de novos compositores que estou gravando sempre.
MEDIOPIRA -Quais os seus diferenciais? 

DANI TAVARES -Buscamos sempre diferenciais nos nossos arranjos. Gosto de misturar os clássicos do Sertanejo com a música "Pop". Nas minhas composições novas estamos misturando um pouco de Rock, que também gosto muito. Guitarras e sanfona é um boa mistura para as minhas músicas.
MEDIOPIRA -Você tem  banda fixa? Quem toca com você?
DANI TAVARES -Tenho uma banda fixa sim. Mas as vezes mudam um pouco por causa de agendas etc. Hoje meu produtor musical é o tecladista Leo Laporte, o baixista é o Everton Moreira, baterista Pedrinho Moura, Sanfona Juninho, guitarra Renato Moreira e Percussão o Xala.
MEDIOPIRA - Como é a sua estrutura? Tem empresário, produtor, gravadora?
DANI TAVARES -sim, a produtora é a Ultra Music. Tenho uma equipe trabalhando intensamente. Empresario, produtor, toda equipe técnica.

A Ultra Music é também um Selo.
MEDIOPIRA - O que você está produzindo agora? Novo CD? Dvd? Clips?
DANI TAVARES -Estou terminando o meu terceiro single e nos próximos meses vamos lançar o meu primeiro EP. Juntamente com ele lançaremos o segundo videoclipe e estamos preparando um DVD para 2018.
MEDIOPIRA - Você também acha que o funk tem de ser proibido?
DANI TAVARES -Acho que toda a manifestação artística precisa ser respeitada e não proibida. Cada um escolhe o que quer ouvir. Gosto de funk, toco no meu show e as pessoas se divertem muito.
MEDIOPIRA - Você acha que a onda sertaneja vai durar muito tempo ainda?
DANI TAVARES -Sertaneja não é uma "onda" é um estilo musical. é uma vertente da música brasileira assim com o samba, a MPB, o rock nacional... Isso não acaba nunca. Pode se transformar, mas é como a música erudita, existe os clássicos, o barroco, o contemporâneo...
MEDIOPIRA - O que a galera de João Monlevade pode esperar do seu show?
DANI TAVARES -Uma energia maravilhosa. Preparamos um repertório com muito carinho para João Monlevade e queremos fazer uma grande festa!

quinta-feira, 6 de julho de 2017

MUITAS ATRAÇÕES NESSE SÁBADO EM MONLEX

Dizem que Monlevade não tem nada...mas quando tem, tem um monte. Nesse final de semana vai ter atrações para todos os gostos...e com entrada franca, todos acontecendo quase simultaneamente. De repente rola de curtir um pouco de cada...

PRA QUEM GOSTA DO NOVO

Vai ter a FEIRA GASTRONÔMICA E o ENCERRAMENTO DO.2º FESTIVAL DE INVERNO DE JOÃO MONLEVADE, na Praça 7 a partir das 14 horas. Deve atrair uma turma mais jovem, a tribo da arte e cultura que tem curiosidade intelectual, que anseia pelo novo e reconhece o incansável trabalho do 7 faces pra que o FESTIVAL DE INVERNO DE JOÃO MONLEVADE se torne algo efetivo e alcance o seu potencial. 

Vai ter shows de novos artistas, do Belorizontino Cliver Honorato, que tem um trabalho próprio bem peculiar. Do Itabirano Igor Venal, um experimentador que gosta de misturar os estilos em seu liquidificador sonoro. E do Monlevadense Ronivaldo Magalhães, um cantor que tem uma voz angelical e que estará acompanhado do Coral 14 timbres.

PRA QUEM GOSTA DO SERTANEJO


Para quem gosta do sertanejo universitário, a pedida é a REINAUGURAÇÃO DA REPÚBLICA BEER. Vai ter show com Julia Queiroz e diversos convidados. Rua fechada a partir das 14 horas.






PARA QUEM GOSTA DOS BEATLES E DO CLUBE DA ESQUINA

Tem Aggeu Marques & Fio da Navalha e também da banda Di Rock no ESPAÇO ALEGRETTE. A partir das 15 horas, vai ter "Nova Feira de Gastronomia Alegrete", com chopps de 3 cervejarias, além de diversas iguarias da cozinha mineira.

NINGUÉM É DONO DAS DATAS

Mesmo que uma instituição, bar ou clube marque uma data para um evento e divulgue com boa antecedência, ninguém pode impedir um concorrente de marcar evento na mesma data, desde que feito em área própria e observadas as exigências legais.

E A ÉTICA?

A ética é só uma ótica. Não cabe no mundo dos negócios.

E O FRIO?

A concorrência maior será com os cobertores, tvs de plasma, Netflix, pipoca, caldos, pizzas e o chamego debaixo do Edredon. Concorrência pesada viu. Brrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrr.