sexta-feira, 10 de março de 2017

AMANTINO "INCLUSIVE" ANDRADE


Conheci Amantino Andrade através de dois amigos comuns: o Adailton do Karas e Korpus e Walbert. Eu já trabalhava fazendo jingles e começava a fazer shows com a minha banda de rock.  Amantino começou a fazer sucesso como empresário. Era representante do Show da Xuxa na região, juntamente com Marta Azevedo de Ipatinga. Foi o primeiro grande produtor que conheci. Vendia os maiores artistas do país nas maiores feiras de eventos de Minas. Vendia Elba Ramalho, Wando, Erasmo Carlos, Zezé de Carmargo e outros grandes  do primeiro time da MPB, além de atores globais. E trabalhava também com bandas promissoras. Nessa época ele conheceu o REPÚBLICA DOS ANJOS, acreditou e colocou a banda pra tocar em grandes feiras, cavou espaços na mídia e fez um trabalho essencial para a trajetória da banda. Depois, mudou-se para os Estados Unidos, retornou, teve bar, experimentou a fama, o sucesso e os fracassos e voltou a residir em Monlevade, onde cuida da sua mãe e sonha com uma volta ao mercado em grande estilo.  Mas vamos à entrevista.
Amantino produziu show memorável com Erasmo Carlos

MEDIOPIRA – Como é que você começou a trabalhar como empresário artístico?

AMANTINO - Comecei como representante assistente de Martha Azevedo do show dá Xuxa ao vivo no Brasil

MEDIOPIRA – Eu citei alguns artistas na abertura da matéria. Com quais mais vc trabalhou?

AMANTINO - Trabalhei com Daniel,Leandro Leonardo ou também somente Leonardo após morte do Leandro. Bandas promissoras como República dos Anjos, Católicos Protestantes hoje Pau com Arame, ItS Rolling Stones e Serpente. Lancei Skank no vale do aço através dá galáxia fm na época do CD macaco prego. Trabalhei no inicio da carreira com Elke maravilha. Em um baile no antigo ideal clube João Monlevade, contratei Elke maravilha na agência dá Martha Azevedo produções. Hoje Martha é minha amiga de coração.
Eva Vilma e Martha Azevedo: grandes amigas

Logo em seguida veio novo evento através dá Martha também.  Contratei Sandra Brea , atriz global na época da novela ti ti ti no ideal clube João Monlevade. No mês seguinte um amigo estava criando a OAB de Monlevade e desejava fazer um baile. Assim tivemos ideia de trazer Nelson Gonçalves, que realizou baile com sucesso e uma palestra no antigo cine São Geraldo, falando de sua dependência química com cocaína para centenas de pais que desejavam conhecer o problema para cuidarem de seus filhos dependentes. Os responsáveis por toda organização dá palestra foram dr José Maria zucheratto e dr Samuel Salles Souza, fundadores dá 75 subseção dá OAB de João Monlevade. Está palestra teve participação do Dr Elias Murad, médico cientista, do Dr José Maria zucheratto que era promotor de justiça. Depois teve o baile que foi sucesso total ,com presença de muitos jovens. A novela “Cabloca” com Fábio Jr e glória Pires fazia enorme sucesso na época, e a música tema era cantada por Nelson Gonçalves. 
Com Carlos Zara e Paulo Gracindo.
Trabalhei ainda com Dominguinhos, Sula Miranda, Chitãozinho e Xororó, Daniel, Lobão, Erasmo Carlos, Cláudio Zoli,barrerito, com os atores  Carlos Zara Paulo Gracindo, Rogério Fróes Eva Wilma. Trabalhei e ainda represento o guitarrista cubano residente em Miami Arturo fuerte, guitarrista e maestro,vive em Miami e tem brilhante carreira internacional,com música salsa e merengue, tocando em diversos palcos com Brian Adams, Carlos Santana e Gipsy King além dá carreira solo.





MEDIOPIRA – Quais foram os artistas mais gente boa com que você já lidou?

AMANTINO - Gente boa que marcou foi Arturo Fuerte amigo humilde e República dos Anjos e Católicos, representados por Neo Gemini e Luiz curinga e vc Marcos Martino, amigos forever para sempre.





MEDIOPIRA – Qual você considera ter sido o ponto alto de sua carreira como empresário?

Programa Xou da Xuxa. Faturava milhões...
AMANTINO - Ponto alto foi ser convidado para sair de Minas e também realizar trabalho em minha cidade natal, Antônio dias MG. Fora do estado realizei junto com minha amiga Martha Azevedo, indicado por Marlene Mattos, empresária dá Xuxa na época e produtora dos programas dá Xuxa na globo. Martha também era produtora nacional dos shows ao vivo e internacional também, pois fez Chile Argentina e Paraguai Eu e Martha Azevedo fomos ao Rio produzir o show Bradesco in concert no sambódromo, na praça da apoteose.  Foram mega Shows Chitãozinho e Xororó, Leandro e Leonardo,Zezé de Camargo e Luciano. Este evento foi o embrião que virou o famoso show “amigos

MEDIOPIRA – Você teve uma relação de muita proximidade com a Xuxa e com a Martha Azevedo que a empresariava em Minas. Essa relação perdurou ou vc perdeu contato com elas?

AMANTINO - Com Xuxa não tenho mais contato, mas minha amizade com Martha Azevedo é eterna. Falamos e nos encontramos sempre,. Sou amigo de toda família da Martha que virou minha família também.

MEDIOPIRA – O que o fez praticamente se afastar do mercado da música nos últimos anos?

AMANTINO - Afastei das produções devido à corrupção que tomou conta do mercado.  Apareceram vários “mega empresários” que passaram a fazer a maioria dos eventos através de esquemas para fraudar licitações, favorecendo um bocado de gente.  Eu tenho esperanças de que o ministério público também passe a fiscalizar essas coisas. Vai ficar mais justa a concorrência. Quem é honesto sofre nesse país.

MEDIOPIRA – Existem denúncias generalizadas de corrupção nesses grandes eventos. O que você pensa a respeito?  A corrupção no Brasil estaria em todas as áreas?

A corrupção está pra todo lado. Até nos States
AMANTINO -Existe muita corrupção em todas as áreas, Inclusive internacional. Não é uma coisa só do Brasil. Por exemplo: artistas daqui vão fazer tournes para USA. A  equipe é de 25 pessoas, então levam 30 , pois dão carona na documentação para conseguirem os vistos para amigos ou clientes. Entendeu? A culpa não é dos artistas e sim dos contratantes lá nos USA.  É malandro passando a perna em malandro.

MEDIOPIRA – O que você pensa sobre a monocultura sertaneja? Na sua época tinha mais ecletismo né? Lembro-me que o rock brasil estava em alta, o Axé começando...havia muitos astros da música infantil...

AMANTINO - A Monocultura sertaneja é o desastre dá cultura musical de nosso país. Dá mesma forma que foi monocultura do pagode. Até universitários que tem o rótulo de descolados embarcaram na monocultura do sertanejo. Acho péssimo isto. Um único sujeito manipula isto em nosso país: Boninho o dono do BBB. Nos anos 80 havia mais glamour. O rock in rio era muito contagiante, tinha a MPB, o clube dá esquina. Engraçado que fui o primeiro a divulgar fora da Bahia o projeto do axé, antes mesmo de acontecer nacionalmente. Foi na Praça do Papa em BH. Produzi e tive contatos estreitos com praticamente todos os precursores do axé, precisamente a micareta carnaval fora de época, a banda Mel , Sara Jane, Margarete Menezes e Luiz Caldas. a Música Infantil. Lembro de muitos que trabalhei direto ou indiretamente, através do show dá Xuxa, Sandy e Jr, Patrícia Marx, o próprio Molejo que sempre foi muito querido pela molecada (crianças), Silvinho do ursinho Blau Blau. Na época havia realmente muito ecletismo. A monocultura mata a riqueza e impõe o mesmo menu a todo mundo. E o povo comendo arroz, feijão e miojo todo dia. Não sei como aguenta.

MEDIOPIRA - Você ficou famoso na época por ter um padrão de exigência alto. Tinha de ser o melhor som, a melhor luz, acústica perfeita. Isso lhe causou dificuldades ou prejuízos?

AMANTINO - Sempre gostei de qualidade de som e luz. Não tem como fazer espetáculo sem qualidade. Tudo tem quer ser top em qualidade, respeitando as exigências do artista músicos e acrescentando um algo mais. As dificuldades é que muitas vezes os contratantes pra lucrar mais, querem abrir mão da qualidade e isso é uma coisa que nunca aceitei e nunca vou aceitar. Talvez principalmente por isso eu tenha me ausentado nesse tempo.

MEDIOPIRA – Você também gostava de investir em artistas novos, tanto que empresariou o República, além do Pau com Arame e outras bandas da época. Gosta de trabalhar com gente nova?

AMANTINO - Sempre gostei de criar ou trabalhar com o novo. Amei trabalhar com república, pois de princípio queria algo meu no bom sentido, descoberto ou lançado, logo descobrir grandes talentos. Vc voz e composição, Guilherme cortante com sua guitarra e Ricardo Simões peso pesado ,monstro na bateria.

MEDIOPIRA – Você cogita voltar a produzir shows ou é um guerreiro cansado, que prefere ficar à margem por não se sujeitar a maneira como o mercado anda se conduzindo?

AMANTINO - Sou antenado e estou sempre muito bem informado. A internet ajuda muito nesse sentido. Hoje tá muito bom de trabalhar. Eu realmente dei um tempo talvez por não saber fazer o jogo da desonestidade. Tenho vontade de voltar com grandes produções. Quem sabe se a Lava jato chegar pra acabar com essas corrupções do dia a dia, de cartas marcadas em licitações fraudadas e outras sacanagens?

Rômulo Rás, grande artista Monlevadense.
MEDIOPIRA – Você tem acompanhado o trabalho dos artistas do MEDIO PIRACICABA?

AMANTINO - Vou ser sincero com você. No dia a dia na região vejo mais oba-oba do que qualidade. O pessoal hoje acha que é só gravar a música num estúdio, colocar na roda e pronto.  Quem sabe faz ao vivo. Só no contato com o público não dá pra saber se a banda é boa e se o artista vinga. Embora que tá faltando eventos pra música autoral. Os bares só querem saber dos covers né? E a prefeitura não tem feito nada. O pessoal precisa se mexer. Monlevade tem  bons nomes como  Rômulo Rás. Ricardo Monlevade, Fabrício de Paula e Sérgio e Delson no sertanejo . No Rock eu sou fã da república dos anjos pau com arame BH lá de Alvinópolis. Quero até ouvir artistas novos e voltar a assistir os shows.

MEDIOPIRA – Você está aberto a receber material de novos artistas? Podemos esperar uma retomada.

AMANTINO - Mas é claro. Estou sempre aberto as novidades e aguardando o momento certo de voltar a movimentar o mercado. História e experiência não me faltam. Por favor, mandem seu material. Meus contatos: amantinoandrade@msn.com - Zap - 31_992936030. Procurem também no facebook Amantino Andrade. 
Claucia Vergílio, parceira para a vida toda.
Os transtornos da neve nos Estados Unidos
Carnavalito, empreendimento que agitou a noite de Monlevade
Vestindo a camisa amarelinha com muito orgulho.




sexta-feira, 3 de março de 2017

RAIO X DO CARNAVAL 2017

O carnaval desse ano em Minas teve um fenômeno que precisa ser estudado a fundo: o CARNAVAL DE BH.

ESPONTÂNEO, PLANEJADO OU OS DOIS?

Carnaval de BH: 3 milhões de foliões
Tudo começou há poucos anos com muita rebeldia e irreverência. Pequenos blocos se organizaram e começaram a se fantasiar e fazer marchinhas ironizando o governo Lacerda. A administração que começava queria botar moral e proibia tudo. Mas acabou agindo segundo um velho ditado: se não pode vencê-los, junte-se a eles. De inimigo da folia, o município passou a apoiar, regulamentar e divulgar para os quatro ventos. O resultado é que BH hoje tem o terceiro maior carnaval do Brasil.

E AS CIDADES DO INTERIOR?

Já de cara perderam grande parte do público. Muitos Alvinopolenses que sempre vão para Alvinópolis preferiram ficar em BH. Imagino que na maioria das cidades do médio-piracicaba aconteceu fenômeno parecido. E a tendência para os próximos anos é que esse fluxo aumente, pois a fama tá grande. Os prefeitos terão de rebolar para atrair públicos.

SEM DIVULGAR FICA DIFÍCIL

Teve Carnaval em SG, em Bela Vista, Barão, Santa Bárbara, Alvinópolis, Dom Silvério, Rio Piracicaba, em quase todas as cidades. Mas pelas observações que obtive, o público diminuiu na maioria. Também ninguém divulgou, ninguém anunciou. Achar que só as redes sociais resolvem é um erro. Os prefeitos não deixaram o povo sem folia, mas parece que foisó pra cumprir tabela. Monlevade e Itabira preferiram dormir ou exportar foliões.

ALVINÓPOLIS BOMBOU!

Os Piratas, um bloco com mais de 10 mil pessoas
A situação em Alvinópolis foi diferente. Mesmo com a perda de foliões para BH, a cidade ficou bem cheia. Mas o prefeito fez um marketing mais forte, anunciou inclusive na rádio Itatiaia e também foi pras redes sociais com muito apetite. O resultado é que o carnaval bombou! Blocos de tardinha e shows na praça à noite. O Prefeito João Galo Índio cuidou pessoalmente de cada detalhe. A praça ficou cheia todos os dias. Houve muitos elogios. A estrutura montada na praça foi realmente muito boa. A segurança na cidade foi algo nunca visto, com câmeras de segurança pra todo lado. O único assalto ocorrido foi devidamente esclarecido pelas câmeras. Teve também um carnaval para as crianças como há muito não se via com praça lotada, o carnaval para o asilo dos velhinhos, da APAE, teve muita coisa bacana.Teve o monstruoso bloco PIRATAS, com seu estilo mad max, com imensas baterias de som automotivo e o povo atrás. Teve a bateria Colibri e a Charanga da Rua de Cima. Teve Bloco Afro, Mariquitas, teve atrações para todo gosto. E ecletismo musical também. Das marchinhas e sambas tradicionais ao sertanejo, axé e ritmos da moda. Teve até música nordestina com a ótima bateria colibri.

CARNAVAL GERIÁTRICO?

Os shows na praça foram muito bem recebidos pela juventude e pelo povão. As bandas tocaram as músicas de sucesso do sertanejo, axé e funk. Os shows foram criticados pelos que tem a opinião de que sertanejo e funk não são músicas de carnaval. Deu muita polêmica nas redes sociais. Funk e sertanejo estão longe de ser meus gêneros preferidos. Mas será justo vetar músicas do gosto da juventude pra fazer prevalecer a tradição e o gosto musical de quem pensa dessa maneira? Os carnavais sempre absorveram os modismos. Desde sempre. Os carnavais se alimentam dos hits. Aconteceu com o axé um dia, também com o funk ou com o pagode. No carnaval baiano já teve até música clássica em trio elétrico e um dos blocos mais originais do carnal de BH, o Magnólia, desfila com JAZZ. Claro que tem de ter espaço para a tradição. Pode e deve ter espaço para os sambas e marchinhas. Mas sem que isso signifique vetar outros estilos. Fazer isso seria impedir os jovens de ouvir e curtir seu estilo de preferência. Eles vão preferir ir pular onde o ambiente lhes seja propício e teremos um carnaval Geriátrico.

E O CARNAVAL 2018?

Sinceramente. Se os Prefeitos não se mobilizarem, se não começarem a pensar em diferenciais e conforto para os turistas, se não investirem em divulgação, se os foliões não começaram a se organizar desde já, as cidades do interior correm o risco de perder cada vez mais foliões, turismo e renda para BH, que mais do que nunca virou capital do carnaval.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

CIRCUITO CULTURAL DO MÉDIO PIRACICABA

Essa semana meu amigo Ricardo Guerra postou uma fotografia inspiradora. Nessa foto estavam a superintendente da Fundação Cultural Carlos Drummond de Andrade, Martha Mousinho e a assessora cultural Marta Rocha em reunião com o secretário de Cultura de São Gonçalo do Rio Abaixo, Ulysses Fonseca. Na legenda da foto ele noticiava que o encontro teve o intuito de estabelecer parcerias para o fomento da área cultural de ambos os municípios, que já tem fortes elos comerciais e econômicos. Fiquei feliz ao ver o meu amigo Ricardo em ação no que faz melhor: juntar gente trabalhando pelo bem comum. Mas a foto me fez sonhar. Imaginem se essa reunião fosse ampliada buscando interface com outras secretarias de cultura da região? Imaginem se fosse criado o CIRCUITO CULTURAL DO MÉDIO PIRACICABA para circular a vigorosa produção intelectual da nossa região?
Igor Venal - Itabira
Aulus Rodrigues - São Gonçalo do Rio Abaixo
Bateria Colibri - Alvinópolis - MG
Imaginem que sensacional seria IGOR VENAL e MAÍRA BALDAIA de Itabira tocando em Alvinópolis? Agora imaginem São Domingos do Prata recebendo os excelentes Aulus Rodrigues e Tupete, de São Gonçalo? Imaginem as ótima Banda Estorvo e a bateria Colibri de Alvinópolis tocando em Santa Bárbara?

Imaginem Rômulo Rás e o Soul Dusamba de João Monlevade tocando em Barão de Cocais?
Agora imaginem a artista plástica Alesandra Alves de Alvinópolis expondo seus trabalhos em Itabira, o escritor Raphael Godoy de João Monlevade lançando seu livro em Dionísio, o Sanfoneiro Hudson de Souza de Dionísio tocando em Catas Altas e assim por diante. 

Utopia? Por enquanto sim. Mas quem sabe?
E qual seria a instância adequada para costurar isso tudo? A AMEPI. 
Hoje presidida pelo aprovadíssimo prefeito Léris Braga de Santa Bárbara, a Associação dos Municípios do Médio Piracicaba é uma instituição sólida e atuante. Lá trabalha o gente finíssima Eduardo Quaresma, que há pouco tempo me falou sobre um projeto maravilhoso de uma feira multi setorial itinerante, que aconteceria a cada ano em uma cidade do MédioPiracicaba . Também um sonho.  Mas aí é que tá. Tudo que existe nesse mundo foi sonho antes de virar realidade. Bora fazer acontecer? Está lançado o desafio...

COTONIGHT SHOW #02
A turma de Itabira não tá de brincadeira. No ar o segundo programa COTONIGHT SHOW. Entrevista com João Jardel da banda Poison Or Medicine. Eu já conhecia uma música da banda anterior do João chamada Curved, e gostei bastante. Rock de muita potência e harmonias densas. Ainda não conheço o Poison, mas vou ouvir. Entrevista despojada bem no estilo “faça você mesmo em seu quarto do jeito que der”. 
Quem quiser assistir, acesse pelo canal no youtube - ttps://www.youtube.com/watch?v=l5RdLY0NFoc

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

WEBER RÁDIO FERREIRA

Weber Ferreora é um dos maiores comunicadores que conheço. Primeiro pela voz privilegiada. Depois pela inteligência, pelo jogo de cintura, pela vivência.  Não conheço um sujeito mais à vontade em seu ambiente, com pleno domínio do meio . Passou por diversas rádios até se notabilizar como Mr Alternativa 1 FM, um professor em tempo integral que formou gerações de ótimos locutores, um sujeito que enobrece o Rádio, amigo leal com quem sempre gostei muito de conversar(e aprender) e que sempre tem muuuito a dizer. Mas vamos a entrevista.

MEDIOPIRA – Como você percebeu que tinha o dom pra comunicação e pra locução?

WEBER - Na verdade não foi eu quem descobriu esse dom. Quem percebeu que eu tinha um potencial radiofônico a ser lapidado, foi um profissional espetacular, Luiz Omar, no final dos anos 80 em Ipatinga. Como era ouvinte assíduo da rádio Vanguarda e participava com o Luiz Omar pelo telefone, em uma dessas participações ele me convidou para fazer um “piloto”, teste de locução gravado. De lá pra cá, graças a Deus não parei mais.

MEDIOPIRA – Em quais rádios trabalhou?

WEBER- Comecei na rádio Vanguarda AM, depois 95 FM ambas em Ipatinga em 1985. Em 1989 vim para João Monlevade para rádio Alternativa FM, Tive uma passagem pela rádio Globo AM Monlevade e depois rádio Cultura AM. Em 1994 retornei para rádio Alternativa 1 FM e estou até o momento.

MEDIOPIRA – Como foi sua ida para a Alternativa 1?

WEBER - Empolgante e desafiante. Tenho um amigo, o Amantino Andrade, que me incentivou a vir pra Monlevade. Em uma das vezes que nos encontrarmos em Ipatinga ele me fez um convite para apresentar um evento em Nova Era, A FEANE, em que os donos da rádio Alternativa estariam presentes, pois ele fazia questão de me apresentar para uma possível contratação. Muito novo, nunca tinha saído de casa. Aceitei o desafi, larguei família e amigos pra trás e vim em busca de algo que não fazia a menor ideia do que era. E sinceramente, foi a melhor coisa que fiz na vida. Pois, aqui em João Monlevade fui muito bem acolhido, construir minha vida pessoal e profissional. Tenho uma família linda, respeito profissional e sou feliz.


MEDIOPIRA – Para você, o que um locutor tem de ter pra vencer na profissão?

WEBER - Determinação, disciplina, garra, vontade de aprender sempre e acima de tudo humildade. Nessa nossa profissão o mais difícil é administrar a vaidade humana. Somos muito vaidosos. Uma coisa é certa: pra sua estrela brilhar não há necessidade de tentar apagar o brilho dos outros. Todos temos luz própria, coisa de Deus.

MEDIOPIRA – Quais são os principais vícios dos que estão começando?

WEBER -Tecnicamente falando o que mais me incomoda é o sujeito achar que para ser um bom profissional ele tem que ter uma voz grave demais e quando não tem, ele imposta de maneira errada e fica horrível. Tem também  aquelas locuções cantadas, que o “profissional” carrega a mão no final das frases , sabe como? Fica bem arrastada e cansativa pro ouvinte. Não há necessidade de mudar a voz que Deus te deu. Sua voz é seu registro, sua identidade profissional e é o que ouvinte espera de você naturalidade. É gostoso quando alguém te reconhece pela voz. Sua voz é igual a voz daquele “cara” da rádio o fulano de tal. Quando isso acontece comigo eu ganho o dia.   

MEDIOPIRA - Você fez  um curso superior de jornalismo. Acha que somou para a sua atuação profissional?

WEBER - Claro que sim. A academia é o local das discussões de ideias, onde você encontra as bases que vão te sustentar na vida profissional. A discussão  ética e a responsabilidade para com a sociedade, por exemplo são temas que mexeram e mexem muito comigo. Foi no banco da escola que as visões foram clareando. Me sinto mais seguro e responsável.

MEDIOPIRA – A Rádio Alternativa sempre teve como marca tocar os maiores sucessos da música popular. Um de seus segredos foi ser eclética. Você também é eclético em seu gosto musical?

WEBER - Martino, nos conhecemos já há muito tempo e ainda não tivemos tempo de nos encontrar num churrasco bem a vontade. Mas posso te garantir que vai se surpreender com o meu gosto musical. Quando era criança ouvia de tudo de Vicente Celeste, Nelson Gonçalves, Nelson Ned, Rui Maurity, Paulo Diniz, Secos e Molhados, Amado Batista, Elvis Presley, James Taylor, Rolling Stones, Queen, Carmem Silva, Lindomar Castilho, Raul Seixas, Zé Ramalho e o Rock dos anos 80. Sou bem eclético, Mas vou já dizendo gosto de música boa. Não me venha com essas letras chicletinho, que só tem refrão e que não falam nada com nada. Tô fora. Kkk.

MEDIOPIRA – Como você vê o ambiente musical do Médio Piracicaba hoje? Conseguiria apontar algumas coisas que tenha gostado ultimamente?

WEBER - Infelizmente, devido à correria ouço pouco a nova geração. Somente quando alguém sugere. Porém, já há algum tempo venho apresentando o evento Cerp em Movimento, da escola Centro educacional Roberto Porto. Um evento de música, dança e atividades culturais da escola onde minha filha estuda e tenho ouvido algumas crianças e adolescente que tem possibilidade de se desenvolverem bem.  Temos ainda alguns bons músicos na cidade Daniel Bahia, Phelipe Godinho, Cila Cordeli, Mike Santos, Natália Grigório, a moçada do Soul Du Samba e vários outros nomes que estão emergindo. O sucesso e a notoriedade não aparecem de uma hora pra outra, precisa ralar mesmo. Muito trabalho, seriedade e estudo.

MEDIOPIRA – Muitos artistas sonham em tocar em rádio. O que eles precisam fazer para tocarem suas canções na maior rádio do Médio Piracicaba?

WEBER - Qualidade! Procurar um bom estúdio de gravação, um produtor musical, ter talento e uma boa musica com letra e melodia.

MEDIOPIRA – No passado, pra conseguir músicas novas pra tocar nas rádios, os pobres coordenadores do interior tinham de mendigar para os representantes das gravadoras. Hoje pode baixar na internet na hora que quiser. Acha que tá pior ou melhor esse esquema?
O relacionamento emissora, divulgador e artista melhorou com a chegada da internet. Antes as gravadoras e os divulgadores só se preocupavam com os grandes centros. Os divulgadores das gravadoras chegavam numa rádio de capital e deixa um disco com coordenador artístico, outro com o programador musical, outro com locutor que estava no ar no momento, outro com o dono da emissora outro com vizinho do coordenador e um pra tocar na rádio. Sendo assim faltava o disco pra emissora do interior. Com “fim das gravadoras” os artistas descobriram as emissoras do interior e o material chega todo dia. Porém, hoje todo mundo se acha artista e o que chega pela internet é uma coisa horrorosa. Se não houver um filtro fica difícil. Mesmo com o filtro, a qualidade musical tá bem duvidosa.

MEDIOPIRA – As pessoas mudaram seu jeito de ouvir música. Hoje o menino baixa sua música predileta para seu celular e ouve na hora que quiser.  Até que ponto isso impacta as rádios? Como tem sido a interação do público com a rádio alternativa por intermédio da internet?

WEBER - Bem, com as novas tecnologias é normal que haja mudança no dia a dia das pessoas e na radiodifusão não diferente. A audiência do veiculo rádio diminuiu sensivelmente é fato. Mas, aposto na proximidade que a emissora de rádio deve ter com seu ouvinte, vivenciar seus problemas, alegrias e questionamentos participar da vida das pessoas. Aquilo de companheiro diário. Só assim consegue fidelizar os ouvintes. Caso contrário o numero de ouvintes tende a diminuir. As pessoas querem ser ouvidas.

MEDIOPIRA – Pra onde vai o Rádio?

WEBER - Sinceramente não sei. Mas gostaria que me levasse junto. O futuro a Deus pertence. Acredito que é uma incógnita, as coisas estão acontecendo muito rápido. Pra quem começou tocando vinil. Não dá pra prever. 

MEDIOPIRA – Deixe seus contatos – telefone – email – facebook, etc para quem quiser contatá-lo. ( se quiser) ...


WEBER - Sou Weber Ferreira radialista, jornalista, faço gravação de comerciais, vídeos institucionais pra empresas, sou agenciador comercial da rádio Alternativa e apresento cerimoniais, formaturas, festa de 15 anos eventos diversos. Contato  31 - 9 9985 5853. 

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

CARNAVAL NO MEDIOPIRA

Bloco Piratas de Alvinópolis - o maior da região.
Algumas cidades realizaram bons carnavais populares nos anos anteriores e devem repetir a dose. De qualquer maneira, estamos apenas há 22 dias da festa momesca e não temos ainda as programações oficiais. Algumas cidades largam na frente em termos de organização.

ALVINÓPOLIS

Um carnaval que voltou a crescer muito nos últimos anos, principalmente por causa do carnaval de blocos. Esse ano o Carnaval de Alvinópolis tá prometendo ser melhor ainda, pois o prefeito Galo Índio gosta de festas e está se empenhando pessoalmente para que o Carnaval seja perfeito, tanto para os Alvinopolenses como para os visitantes. Aliás, o carnaval em Alvipa tá pegando fogo já faz alguns dias. As batucadas invadem as madrugadas e o clima está quente. (O Bloco “Os Piratas” deve ser o maior bloco da região no momento, arrasta mais de 15 mil pessoas, fora outros blocos.

SÃO DOMINGOS DO PRATA

São Domingos do Prata já teve o melhor carnaval da região, um dos melhores de Minas Gerais. Mas há quem diga que caiu muito nos últimos anos. O Bloco do Sujo local é um dos mais organizados da região e existe há décadas. São Domingos do Prata ainda é o destino favorito dos foliões monlevadenses.


SÃO GONÇALO DO RIO ABAIXO

O Carnaval em SGRA também tem sido animado. A prefeitura tem se empenhado em oferecer lazer de qualidade para o público local, com ótimos shows e excelente estrutura.

RIO PIRACICABA

Também tem tradição no carnaval de blocos caricatos e a prefeitura também oferece ótimos bailes populares para a população.


BELA VISTA DE MINAS

Em 2016 o Bellafolia foi animado. Carnaval organizado pela prefeitura, com ótimos shows e participação de um dos povos mais musicais do MEDIOPIRACICABA.

ITABIRA

No ano passado a prefeitura não quis organizar o carnaval, alegando problemas financeiros. Vamos ver o que o atual prefeito Ronaldo Magalhães pensa sobre o assunto.

JOAO MONLEVADE

O Carnaval Monlevadense  já foi animado, mas hoje simplesmente inexiste. A administração atual ainda não anunciou oficialmente, mas nos últimos anos não tem feito nada no carnaval. No Governo Prandini ainda houve o PRÉ-FOLIA, um carnaval temporão para tentar resgatar o espírito folião do Monlevadense, mas durou apenas um ano. Pra salvar o Carnaval de Monlevade só o Sapeca Iaiá, que é capaz de sair mesmo que seja com 3 foliões.


Ao contrário do que muitos pensam, carnaval não é apenas a festa da carne, da baderna, da bandalheira. É nossa maior festa cultural onde cabe tudo: música, teatro, humor, figurinos, dança, artes plásticas, romance, sexo e alegria e beleza. E também representa turismo e divisas para os comércios das cidades.

AGUARDAMOS NOVAS INFORMAÇÕES...

Assim que tivermos informações mais precisas vamos divulgar aqui no MEDIOPIRA.

NO PRÓXIMO MEDIOPIRA

Teremos entrevista com um dos maiores radialistas da região... aguardem...

sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

ALVINÓPOLIS, CIDADE DO CARNAVAL


Imagine um país inteiro festejando e vivendo cultura por 4 dias.

Agora imagine uma cidade mineira que começa bem antes...

Pois é! Em Alvinópolis o carnaval já começou há vários dias, com os blocos ensaiando, muitos eventos pelas ruas e nas praças públicas com charangas e baterias, a cidade inteira ensaiando para receber milhares e milhares de foliões.

CARNAVAL DE ONTEM E DE HOJE


Alvipa respira carnaval e isso não vem de hoje. Antigamente, tinha um ótimo carnaval de clubes e grandes compositores que imortalizaram as lindíssimas marchinhas “Bambas do Gaspar e Adeus Marinha”.

Os tempos mudaram, mas o espírito folião do Alvinopolense se adaptou. Além dos sambas, assimilou outros gêneros, abrindo pros funks e sertanejos da moda, pro rock, pra marchinha tradicional e pras marchinhas do futuro...



OS BLOCOS SÃO AS GRANDES ATRAÇÕES

A programação  está repleta daquilo que é o melhor do carnaval : blocos, blocos e mais blocos.
Tem os Piratas, provavelmente  o maior bloco da região, com seus paredões de som e sua mangueira gigante dando banho na multidão. 
Tem as Mariquitas, que arrastam muita gente, tem o Bloco do Saco Sujo, tradicionalíssimo, tem Bloco de Fora, o Bloco afro, tem a Escola de Samba Unidos do Morro, tem a Santa Cruz, 
a fantástica Bateria Colibri, da Fundação Bio Extratus, tem os sambistas do gravatá, tem a charanga da rua de cima, tem a tradicional Banda Santo Antônio, tem atração pra todo gosto.
E tem um exército de músicos tocando e cantando, além dos foliões que vão no chão sambando e cantando junto.

2017 VAI FERVER E VAI TER NOVIDADES...

E pra completar, tem os bailes de carnaval na Praça São Sebastião promovidos pelo prefeitura e as atrações do Espaço Delícia, na Praça Boas Fortes, que tem feito muito sucesso. 
E como novidade em 2017 vai ter o FESTIVAL MARCHINHAS DE MINAS, que está recebendo marchinhas de todo o estado e que terá Alvinópolis como sede.

Tudo isso, mais uma rede hoteleira e de serviços que tem evoluído muito nos últimos anos e uma administração municipal nova, cheia de tesão e de vontade de acertar.
Por isso, meu amigo, se você está querendo um carnaval animado e participativo, Alvinópolis é o melhor destino. Monte seu bloco e caia na folia. Ah...e faça sua marchinha também...

quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

FESTIVAL MARCHINHAS DE MINAS, HUMOR, AMOR E FOLIA

Tem um bocado de prefeituras que tenta trazer de volta a tradição das marchinhas do passado. Mas pra  isso proíbe outros ritmos como funk, axé e sertanejo. Não seria proibido proibir na festa da liberdade? Ao invés disso, que tal tratarmos das marchinhas do futuro? É isso que propõe o FESTIVAL MARCHINHAS DE MINAS: renovar com humor, amor e folia o cenário desse gênero que não é mais tão popular mas tem lugar cativo no coração dos Brasileiros. Vamos conversar com Angelo Hosken da Krawy promoções, um dos idealizadores do FESTIVAL MARCHINHAS DE MINAS

MEDIOPIRA – Por que fazer um Festival de Marchinhas?

ANGELO KRAWY– Veja só. Nós somos de Alvinópolis, uma cidade muito musical e carnavalesca. Por lá, músicos maravilhosos compuseram marchinhas que marcaram as vidas de muita gente e todo mundo sabe cantar. O gênero atualmente anda meio abandonado pela mídia, mas todo mundo gosta. E percebemos que a maioria das cidades do interior também tem essa tradição das marchinhas.

MEDIOPIRA – Mas como será o Festival Marchinhas de Minas?

ANGELO KRAWY – Será todo virtual. As músicas serão publicadas na internet e as pessoas vão votar. As mais votadas vão ganhar os prêmios. Vai ter também prêmio para melhor do júri técnico.

MEDIOPIRA – Mas quem comporá esse júri técnico?

ANGELO KRAWY – Pessoas da mídia, influenciadores, produtores culturais.

MEDIOPIRA – E qual será a premiação?

ANGELO KRAWY – Os vencedores ganharão kits da premiada cerveja artesanal Botocudos, terão suas músicas divulgadas e ganharão prêmios em dinheiro.

MEDIOPIRA – Mas como serão esses prêmios em dinheiro?

ANGELO KRAWY – Nós criamos um sistema progressivo para configurar os prêmios. Quanto mais inscrições, maior o valor do prêmio.

MEDIOPIRA – Pode explicar melhor?

ANGELO KRAWY – É simples. Do total arrecadado com inscrições, 70% será para premiação e 30% para a produção. Assim, se tivermos 100 inscrições, teremos 3000 reais arrecadados, sendo 2 mil para a premiação. Quanto mais inscrições, maior o prêmio.

MEDIOPIRA – Vocês lançaram o projeto há 4 dias apenas. Como está a procura.

ANGELO KRAWY – Graças a Deus tem muita gente baixando fichas de inscrição e parece que vai ser um sucesso.

MEDIOPIRA – Vocês não tiveram temor pelo fato das marchinhas serem um ritmo em desuso?

ANGELO KRAWY – Em desuso por que o pessoal parou de fazer. Por que só ficam tocando marchinhas do passado. Nossa proposta é abrirmos espaço para as marchinhas do futuro.


MEDIOPIRA – E tem conseguido muitos apoios?

ANGELO KRAWY – Graças a Deus. O pessoal tá chegando. Aproveitamos pra agradecer a todos que vem acreditando nas marchinhas de minas.

MEDIOPIRA –E quem são seus companheiros de empreitada?

ANGELO KRAWY – O Alessandro Magno, músico e Analista de Sistemas, Marcos Martino, também músico, compositor e produtor e eu, Angelo Hosken, da Krawy Promoções. Mas temos um monte de colaboradores e entusiastas que estão firmes conosco.

MEDIOPIRA – E o carnaval de Alvinópolis. Promete?

ANGELO KRAWY – Rapaz...estamos em época de crise, mas o povo de Alvinópolis é muito animado. O carnaval de blocos é que faz a diferença por lá. Se Deus quiser estaremos lá...e aproveitamos pra convidar todo mundo.

MEDIOPIRA – Mas sobre o Festival de Marchinhas. O que o pessoa tem de fazer pra se inscrever ou participar de alguma forma?

ANGELO KRAWY – Só acessar o site www.marchinhasdeminas.com.br
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