sexta-feira, 11 de novembro de 2016

OS MÚLTIPLOS TALENTOS DE WIR CAETANO

Wir Caetano é artista, jornalista, letrista, poeta, esteta, fotógrafo, um homem turbilhão. Conheci o olhar scanner do sujeito quando ainda tocava no República e ia muito a Monlevade. Depois quanto estive em Monlevade a trabalho, também nos encontramos. Ele é minimalista e bravo pra chuchu. Ao mesmo tempo é doce, quase um guru, depositário de conhecimento e dotado de grande intuição artística. Mas vamos à entrevista...

MEDIOPIRA – Seu nome é Wir Caetano mesmo ou é nome artístico?

WIR - Sim, é Wir Caetano mesmo, como o “W” pronunciado como “U”: “Uir”. Existe a palavra “Wir” em alemão, com o significado de “nós”, mas meus pais nem sabiam disso e, em alemão, o “W” pronuncia-se como “V”

MEDIOPIRA – Como é que você se descobriu poeta ?

WIR -Faço poemas desde o início da adolescência e creio que contribuiu para isso o fato de que meu pai gostava muito de romances de cordel. Os contatos com a arte de certos poetas na escola também devem ter contribuído.

MEDIOPIRA – Como você definiria seu estilo de escrita?

WIR -Estilo? Não dá para definir. É produto de meu repertório, que envolve referências de campos diversos, como literatura, música, artes plásticas, cinema, coisas que sempre curti. Importa que procuro me manter sintonizado com a produção contemporânea. A arte está intimamente ligada a seu tempo, a linguagem tem historicidade.

MEDIOPIRA – O que você acha da música como mídia, como espaço para fruição poética?

WIR - Como todos sabemos, a música (popular) é uma manifestação que, principalmente no Brasil, tem uma presença muito forte em nossa sociedade, atualmente menos do que em outros tempos, mas ainda forte. E, assim sendo, diz muito dessa sociedade, de nossa cultura.

MEDIOPIRA – Você já fez um bocado de letras de música. O que você prefere: letrar uma melodia já existente ou dá liberdade para que o músico adapte?

WIR -Sim, faço letras também desde a adolescência. Minha primeira parceria foi ainda no colégio. Eu prefiro letrar melodia, acho que é melhor até para o músico, mas as duas alternativas funcionam. Se você faz a letra antes, é bom quando o parceiro consegue mantê-la do que jeito que você fez, mas, se tiver que mexer, a troca de ideias é bem-vinda.

MEDIOPIRA – Com quem vc já parceirou musicalmente?

WIR -Aqui em Monlevade, fiz várias parcerias com o Tó Vilela muitos anos atrás. Em BH, com Babilak Bah e Banda da Penha, se desconsiderar algumas parcerias dos tempos de faculdade.

MEDIOPIRA – Você já lançou um livro impresso. Acha que os livros tem vida longa ou serão engolidos pela evanescência da internet?


WIR -Na verdade, lancei dois: um de poemas, “Paixões e Atrofias”, em 1982, e outro de prosa de ficção, intitulado “Morte Porca”, de 2002. Acho que o livro terá vida longa, mas pode ser, sim, que outros formatos, como o digital com que já convivemos agora e outros que venham a surgir, se tornem predominantes. A história é assim mesmo, feita de mudanças, e nem sempre para pior.

MEDIOPIRA – Como difundir poesia num ambiente tão fragmentado e difuso?

WIR -Já se difunde de muitas formas, como nas redes sociais, por exemplo, ou em canais como o Youtube, vocalizados. Sem falar nos saraus que têm ganhado corpo em alguns lugares, principalmente em metrópoles.

MEDIOPIRA – O projeto MATOADENTRO é muito bacana, uma incursão pelos arredores que na verdade são o centro, algo inusitado e desconcertante. Acha que em algum momento esse projeto série vai virar um longa? Algo como uma exposição de macros e micro paisagens?  

WIR -Já fizemos exposições fotográficas do Mato Adentro alguns anos atrás, em Monlevade e São Gonçalo do Rio Abaixo. Mas gostaríamos, sim, de voos mais amplos, que, quem sabe? Podem ganhar corpo em algum momento.

MEDIOPIRA – O que você projeta para a arte e cultura em tempos de Trumps e outros bichos?

WIR -A arte já respondeu com vigor à muitos tempos duros, e acho que continuará a responder como se deve. Sempre é possível surgirem entraves à livre expressão, mas resistência também sempre acontece, com maior ou menor intensidade.

MEDIOPIRA – O que você ouve de música hoje? O que tem feito a sua cabeça na literatura? Incursões no que já foi ou no que virá?

WIR -Acompanho muito a música por canais de internet e é também na rede digital que ouço boas rádios, como a Inconfidência, por exemplo. Há coisas em âmbito regional e fora. Gosto de nomes como o Graveola, de BH, e o pessoal que tem sido chamado de “nova vanguarda Paulista” (Rômulo Fróes, Kiko Dinucci e outros), entre muitos outros. Em literatura, também há uma produção muito forte, sintonizada com as demandas contemporâneas, que também acompanho. Não faz sentido escolher entre “o que foi” o e o que 'virá”, até porque a arte realmente de qualidade nunca “foi”, continua sendo, viva, ainda que não para ser apenas repetida.


MEDIOPIRA – Projetos no forno?

WIR -Sim, mas, enquanto estão no forno, precisam de silêncio para ganharem corpo.

MEDIOPIRA – Deixe seus links, face, contatos, etc…

WIR -Textos meus quase não tenho postado em lugar nenhum, até porque escrevo pouco e devagar. Fotos podem ser conferidas no Instagram (como wircaetano) e no blog http://meujardimquintal.wordpress.com. O Google me acha com facilidade. 

sexta-feira, 4 de novembro de 2016

NA LAJE 67, UM BAR INOVADOR

Hoje não vou falar de um artista em particular, mas de um lugar que exala arte por todos os lados: o "Na Laje 67" em Alvinópolis. Trata-se de um bar com conceito totalmente inovador, diferente dos bares convencionais, pensado para proporcionar experiências sensoriais diferentes, uma decoração envolvente, shows intimistas, odores, sabores, boas conversas e muito deslumbramento. Mas vamos a entrevista..

1)- Qual o conceito por traz do projeto Na Laje 67?

O espaço físico do bar, que funciona na laje da nossa casa, sempre foi usado por nós, ainda quando apenas uma extensão da casa, como um local de lazer, aonde recebemos os amigos para momentos de diversão, como festas de aniversário, encontros de fim de ano e demais festividades. Daí surgiu a ideia inicial do bar. Já o conceito de "bar a portas fechadas", funcionando apenas aos sábados, e através de reservas, surgiu da necessidade de uma adaptação da nossa casa a um espaço público, bem como da nossa prioridade em conhecer com antecedência o nosso cliente, e poder realizar um trabalho mais personalizado. Nosso intuito é oferecer um ambiente intimista, acolhedor, aconchegante, com "cara de casa", mas serviço de bar. Já recebemos feedbacks legais de clientes que disseram "que é como se você tivesse um garçom no sofá de casa."

2)- O Laje tem uma decoração muito envolvente. Como foi concebido o projeto de decoração de vocês? De onde vem as belas peças disponibilizadas? Percebo que as pessoas adoram ser fotografas no NA LAJE.Como vocês trabalham isso?

A decoração do bar sofreu pouca alteração na sua temática já existente, antes como casa. As peças são em sua maioria artesanais, idealizadas e confeccionadas por minha mãe, Gláucia Repolês, que faz coisas maravilhosas, modéstia à parte. Mas, acaba que todo mundo tem uma participação na decoração. Os rapazes da casa, meu pai, Marco Antônio, e Jonatas, meu noivo e sócio também do Na Laje 67 sempre entram na parte mais bruta da coisa, na parte de confecção, furadeiras, etc... Rsrsrsrs. Eu e minha mãe ficamos mais por conta da organização, e disposição das coisas.

Acredito que essa questão das fotos segue uma tendência geral das redes sociais, aliada ao fato do local ter essa temática diferente na parte da decoração. As coisas por aqui são bem coloridas, com luzes especiais, objetos diversificados, e de uma forma geral isso agrada bem. De início tiramos fotos logo nos primeiros sábados para divulgação do bar. Os clientes gostaram e começaram a nos cobrar novas fotos, o que acabou virando uma pequena tradição por aqui.

3)- Como é que trabalham a divulgação do bar? Estou enganado ou só utilizam a internet?

​A nossa maior forma de divulgação, com toda a certeza é a internet, e as redes sociais. O bar nasceu, desde a sua primeira divulgação, com a ajuda do Instagram, e Facebook. E hoje, trabalhamos todas as nossas propagandas através dessas ferramentas. No mais, a divulgação corre “boca a boca”, de clientes que nos indicam a outras pessoas.

4)- Percebi uma preocupação que extrapola as preocupações normais da maioria dos bares,de oferecer climas, atmosferas, música diferente. É viagem minha?

De forma alguma. Nossa maior preocupação aqui no bar é o de criar um clima único, e para isso utilizamos da decoração, luzes, música, para despertar sensações diferentes nas pessoas. A idéia é personalizar o ambiente, trocando os móveis de lugar de acordo com as reservas realizadas, alterar a decoração de acordo com a temática da noite. Enfim, fazer as pessoas sentirem que estão em um lugar realmente diferenciado. 

5)-Sobre as escolhas dos shows. Como é o critério para seleção de artistas?

O critério é ser bom. Rsrsrs... Os shows são geralmente escolhidos de acordo com o gênero que precisamos para aquela noite específica, para atender a um público em especial. Mas, o que importa mesmo pra gente é ter qualidade musical.

6)-Vcs tem levado muitos shows principalmente de MPB, que ultimamente não estão tão na moda. Mas geralmente levam ótimos públicos, como foi no show tributo ao ney matogrosso. Qual o segredo?

O show em tributo ao grupo Secos e Molhados, do Pablo Cardoso e banda, é uma apresentação bem diferente daquilo que temos costume de ver em bares tradicionais. Posso dizer que é culturalmente muito rico, uma mistura de teatro, performance, protesto, dança, música, e magia. E não há muito segredo para lotar a casa em noites diferentes. A questão é tentar direcionar o público para aquilo que já lhe agrada.

7)- Vcs também tem levado shows de duplas sertanejas jovens. Popularizar é uma tendência? 

Sempre gostamos da boa música, independente do gênero musical. Claro que temos nossas preferências pessoais, e influência musicais. Mas hoje, com toda a certeza a música sertaneja vem dominando o gosto popular, e por isso não poderia faltar por aqui. As noites sertanejas geralmente atraem mais jovens, e possuem uma atmosfera mais animada.

8) - Quantas pessoas trabalham no projeto Laje 67? Quais são os principais colaboradores?

O Na Laje 67 como projeto possui muitas pessoas envolvidas. Somos nós, eu e o Jonatas, nossos pais, irmãs, familiares, todo mundo tem uma participação importantíssima. Luiza, minha irmã, é responsável pelas deliciosas sobremesas do bar. Minha sogra e cunhada, Jane e Josy, auxiliam o Jonatas, responsáveis pela cozinha. Meus pais, Gláucia e Marco Antônio, nos bastidores. No mais, temos outros amigos colaboradores que são convidados a auxiliar-nos de acordo com a demanda da noite. Já nos ajudaram por aqui a Anna Laura, Melquiades, Fernanda Moraes, Naty Gomes, e a Rose.

9) - Um empreendimento inovador como o de vocês forma público, que se acostuma com um nível alto e passa a exigir cada vez mais. Como vocês lidam com isso? Tem algo planejado nesse sentido ou vão resolvendo os problemas a medida que aparecem?

Fazemos o possível para proporcionar uma boa experiência para todos aqueles que atendemos no bar. Mas com toda a certeza ainda temos muito por fazer, e por isso sempre procuramos ouvir a opinião e sugestões dos clientes. Assim, podemos ir melhorando sempre.

10) - O palco do NA LAJE tem recebido shows sempre de muita qualidade e bom gosto. Podem citar alguns artistas que se apresentaram e quais obtiveram maior sucesso de público?

De início o bar não tinha como objetivo as atrações musicais. Isso acabou acontecendo devido a nossa paixão pela música. Hoje já recebemos mais de 15 atrações diferentes, em 28 noites de bar aberto. Agora, praticamente todos os nossos sábados têm música ao vivo.  Por aqui já passaram artistas do rock, MPB, pop, sertanejo, e até música instrumental (sax, flauta e teclado). Nossos maiores sucessos de público foram: Pablo Cardoso e banda - em tributo aos Secos e Molhados (BH), Porão 71 acústico (banda de rock aqui da cidade), Carol Nóbrega (DF), e Letícia e Renan (São Domingos do Prata). Mas, destacamos também as apresentações do Jésus Henrique, ex participante do The Voice (Itabira), Carla Sceno (BH), Camila Calais (Catas Altas), Rodnilson e Nely (Ipatinga), Amanda Garcias (Bela Vista), Bozz (Ponte Nova) e Rick Carrieri (BH).

11)  - Vocês tem prestigiado muito a prata da casa também. Como vêem a atual cena da música alvinopolense?


Alvinópolis sempre respirou música, e temos excelentes músicos por aqui. Nossa primeira atração do bar, inclusive, foi a Marcela D      ‘Moraes, que apresenta um show único com repertório extremamente selecionado. 
Depois passou por aqui o Cuca, por diversas vezes, com toda a sua animação (E aqui, peço licença para agradecer publicamente pela disponibilização da aparelhagem do som que usamos no bar, o que nos permite a realização dos shows). 
Também com muita qualidade se apresentou a já conhecida dupla Thiago e Maycon, que toca por toda a nossa região. O rock’n roll ficou por conta da tradicional banda Porão 71, numa noite mágica que entrou pra história do bar. E, recentemente, vem se apresentando por aqui, os meninos da MP2, o Caetano e o Gléberson, que além da alta qualidade musical, possuem um repertório super bacana, que passa pelo rock, pop, internacional, e reggae nacional.      

12) - O que vem por aí? O  NA LAJE tem projetos no forno? Podem nos dar uma pista ?

Temos vários projetos ainda para realização. Noites temáticas, culturais, apresentações diferenciadas. Também temos pretensões quanto a cozinha, realizações de noites temáticas, com pratos típicos... coisas ainda a serem desenvolvidas. Estamos trabalhando com eventos fechados, para confraternizações de fim de ano, para empresas, escolas, grupos, lojas, etc. Projeto também em desenvolvimento é o primeiro Réveillon do Na Laje, que brevemente será divulgado. Por fim, outro projeto se refere a uma parceria com a galera da Botocudos – Cervejaria artesanal, aqui de Alvinópolis. Algo maior, para início do próximo ano, que ainda não pode ser anunciado, mas que extrapola os limites físicos do bar.

13) - A laje 67 fica no coração da praça da baixada, um espaço hipertensão concorrido. Não tiveram medo de se estabelecer num local já muito demarcado?

Sinceramente não. Nosso conceito difere dos tradicionais bares da baixada, e nunca foi pretensão nossa concorrer com eles. Possuímos outra pegada, e consequentemente o nosso público alvo é outro. 

14) - O que precisa ter o artista que desejar se apresentar no Na Laje 67? O que precisa fazer? Apenas shows acústicos ou também cabe banda?

Por limitações físicas, as atrações selecionadas geralmente precisam de uma formação acústica, ou de banda reduzida. Quanto a gênero musical estamos a procura de todos os estilos, até porque tudo depende da temática da noite. Aliás, para falar a verdade, estamos a procura de atrações artísticas, não necessariamente musicais.

15) - Deixem os contatos de vocês, facebook, instagram, youtube, twitter, whatsapp, etc...

Aqui, aproveito para deixar o nosso agradecimento a você, Marcos Martino, em meu nome e do Jonatas, pelo espaço proporcionado, e deixarmos os nossos contatos:

e-mail                         nalaje@hotmail.com
Facebook        @nalaje67
Instagram       @nalaje67

sexta-feira, 28 de outubro de 2016

COSTELÃO DA ALEGRIA


A região tem alguns eventos tradicionais que merecem ser abordados no MEDIOPIRA. Um desses eventos que está virando tradição é o COSTELÃO DO DINDÃO, realizado sempre no mês de novembro, mês de aniversário do seu inspirado inspirador. Dindão é daqueles sujeitos multitarefas que tá sempre metido em projetos de comunicação, turismo e cultura. Seu grande talento é fazer amizades, criar projetos e correr na frente. Vamos então conversar com o dito cujo sobre o COSTELÃO.

MEDIOPIRA - Dindão, o que o pessoal vai encontrar de especial nesse Costelão 2016?
DINDÃO - Olha Pink Floyd. Muita coisa boa. A começar pelo Costelão estilo gaúcho, que tem um corte especial, temperada apenas com sal grosso e assada com fogo de chão. Ela defuma, assa, cozinha e frita ao mesmo tempo – em cerca de 8 horas de fogo.
MEDIOPIRA - Uhn...e o que o pessoal vai ter pra se hidratar nesse verão inclemente?
DINDÃO – Além do delicioso chopp Prússia, que esse ano terá 3 tipos diferentes: Pilsen, Ipa e Trigo, teremos ainda claro que água (rsrsrs), refrigerantes, coquetéis e batidas. E pra quem é adepto de uma boa cana, uma seleta, uma salinas ou uma Vêio de Minas. Com o Costelão combina demais. Rs.

MEDIOPIRA - E me conte uma coisa...me fale sobre a parte solidária do COSTELÃO.
DINDÃO - Claro, afinal foi essa a razão de ser do Costelão. Todo mundo que participa compra um ticket alimento que vale 1 kg de alimento, que depois distribuímos entre entidades, principalmente a Sociedade São Vicente de Paula....
MEDIOPIRA - E pelos palcos do COSTELÃO já passaram grandes artistas e personalidades. Como é o contato com esses artistas?
DINDÃO - Veja só. Todas tocam sem cachês pela proposta solidária... e pela amizade que a gente tem com o meio artístico. São todos artistas amigos, sangue bom.
MEDIOPIRA - Fale um pouco pra gente sobre os artistas desse ano...
DINDÃO. Olha, Pink. Esse ano teremos shows muito interessantes. O NEUROSE URBANA faz rock brasil dos anos 80 e alguns clássicos internacionais. Muito boa. Violeo e Flavinha fazem MPB alternativo, uma mistura regional raíz. São puxadores do bloco Fúnebre do Carná Belô, foram sucesso no carnaval de BH desse ano. Show de bola. O Impala 67 toca rock clássico e vão quebrar tudo. Só fera.
MEDIOPIRA - E como é que serão os preços, o local...
DINDÃO - Os preços são R$30,00 antecipado... e R$40 na hora. Aconselho o pessoal a comprar antes pra se garantir. O pessoal tá chegando junto. O local será o mesmo de sempre, o super agradável Recanto Bougainvile, que considero um dos melhores locais para eventos desse estilo na nossa região.
MEDIOPIRA - OK. Fique à vontade então para convidar a galera, Dindão.
DINDÃO - Pink Floyds. Pintem lá pra tomar uma com a gente, pra curtir assado delicioso, choop artesanal e música fina. Não tem programa melhor. E vamos viver mais com menos, pessoal...

quinta-feira, 20 de outubro de 2016

ENTREVISTA COM MARY EVENTOS

MARY EVENTOS é de longe a empresa de produções artísticas mais bem sucedida da nossa região. Só produções muito bacanas, estrutura de primeira qualidade, ótimos palcos, sistema de som. Falou que tem Mary Eventos no meio, tem qualidade.  Mas aí a gente fica pensando: qual o segredo desse sucesso? Quem é essa Mary? Ela existe ou é uma personagem de marketing? Com pouco tempo de conversa, fiquei fascinado pelas belas histórias que a Mary me contou e sobre sua paixão pelo que faz. Daria um belo livro. Mas vamos à entrevista

MEDIOPIRA - Quem é Mary Eventos?

MARY - É uma empresa constituída em 2011, com objetivo de trabalhar na área de eventos em geral. Nosso foco principal é a venda de shows , realização de produção e temos trabalhado muito na região do médio piracicaba,vale do Ipiranga e Sul de Minas. Quanto a origem do nome Mary Eventos, embora meu nome mesmo seja Marilak, o pessoal me chamava de Mary e pegou. É engraçado que a maioria hoje me conhece como Mary Eventos.

MEDIOPIRA -  Como é que você começou a trabalhar com eventos?

MARY - Ha vários anos, comecei como produtora, ralando muito, às vezes sem dormir, sol, chuva com muita dedicação e empenho. Ao longo deste tempo procuramos trabalhar em parceria, buscando sempre o objetivo principal de nos firmar no mercado.

MEDIOPIRA – Quando é que você percebeu que essa seria a sua profissão?

MARY - Muitas vezes descobrimos por necessidade, mas sempre tive aptidão voltada para  organização de espaço de evento. Aos poucos fui firmando o propósito e a nossa proposta de trabalhar com seriedade respeito e compromisso. Não faltou apoio dos parceiros, contratantes, amigos, família. Não posso deixar de citar uma pessoa muito importante, o Hélio Marcos, que foi grande incentivador. Hoje vejo que o esforço não foi em vão, pois quando trabalhamos com amor tudo nos fortalece.

MEDIOPIRA - É impressão minha ou a área de produção de eventos populares é dominada pelos homens? Como concorrer com os marmanjos? Quais diferenciais oferecer?

MARY - Em todas as profissões até algum tempo os homens predominavam, mas hoje a realidade é outra. As mulheres de modo geral tem ocupado seu espaço e isso é muito bom.

MEDIOPIRA - Quantas pessoas trabalham na Mary Eventos?

MARY - Trabalhamos com parcerias. Depende do evento. De 10 a 20 pessoas diretas e às vezes contratamos serviços individuais. Apostamos muito na equipe com quem trabalhamos sempre, além do trabalho e dedicação, procuramos ser  amigos

MEDIOPIRA –Você já deve ter realizado eventos em todas as cidades do médio piracicaba, certo? Isso significa que tem bom trânsito político com todo mundo. Como consegue manter uma relação cordial e profissional em tantos lugares?

MARY - Sim, realizamos eventos em toda região. A questão é que existe uma entrega muito grande de toda equipe, comprometida em realizar o evento com o máximo de eficiência. Esta é a razão do sucesso do nosso trabalho. Claro que também existe uma relação cordial e sobretudo profissional.

MEDIOPIRA - Você é muito ligada no ambiente da música sertaneja. Apontaria alguns artistas da região que considera que tem futuro no meio?

MARY - A nossa região é rica em cultura e de música. Temos muitos valores, bandas, duplas, carreira solo, torcemos para que todos tenham muito sucesso. Preferimos respeitar o trabalho de todos e ajudá-los da melhor forma possível. No momento trabalhamos empresariando uma dupla excelente que é Dayvid e Christiano. 

MEDIOPIRA - O que você aconselharia aos artistas que estão começando? O que o pessoal tem de ter pra chegar ao sucesso.

MARY - Ter persistência, comprometimento, muito empenho e humildade.

MEDIOPIRA - Você geralmente só promove eventos em grandes ambientes ou também em locais menores, como boates e ginásios?

MARY - Não escolhemos o evento. Estamos abertos. O que precisar, iremos analisar as propostas e o projeto.

MEDIOPIRA – Você acha que dá pra promover eventos utilizando apenas a internet ou ainda acha rádio fundamental?

MARY - A Publicidade é fundamental. Tanto a internet  quanto o rádio, cada um tem seu papel fundamental na divulgação. A grande questão é fazer chegar ate as pessoas com credibilidade para que o evento tenha sucesso.

MEDIOPIRA – O que não pode faltar num evento?

MARY - Comprometimento e hoje com a Legislação atual, implica em muitas responsabilidades. Ter uma equipe e parceiros que somam e a aceitação do público.

MEDIOPIRA -  Você trabalha com eventos populares, para grandes públicos. Vocês conseguiria traçar um perfil desse público?

MARY - O Público é diversificado. Depende muito do histórico de cada evento, o que ele agrega de valores.

MEDIOPIRA - Por que você acha que o estilo sertanejo dominou tanto a cena?

MARY - A música é muito diversificada. Tivemos época do Rock, do Axé, hoje o que predomina é o sertanejo. Os grandes empresários investiram muito no Sertanejo e isso gerou oportunidades que estão sendo muito bem aproveitadas pelos produtores do gênero.

MEDIOPIRA - Você gosta de rock? Acha que tem espaço para o estilo?

MARY - O Rock estará sempre presente, pelo próprio estilo e pelo seu fiel público. Como tem muitos apreciadores, são organizados vários mega festivais de rock. Um dos mais conhecidos é o Rock in Rio, mas tem vários. Sempre com muito sucesso.

MEDIOPIRA - E a MPB?

A MPB  é uma mistura de vários estilos e tem público específico. É sem dúvida uma escola para os demais ritmos.

MEDIOPIRA – Você tem um sonho? Sei lá, de fazer um mega festival. Qual é o seu sonho faraônico?

MARY - É ser reconhecida profissionalmente pelo trabalho que venho fazendo a cada dia com muito carinho, amor e respeito.

MEDIOPIRA -Você tem paciência e tempo para avaliar novos trabalhos?

MARY - Claro! Estamos no meio, e os desafios nos ensinam  a cada dia e nada melhor que persistir e ter paciência, pois a rotatividade é constante.

MEDIOPIRA -O que os artistas que desejarem trabalhar com a Mary Eventos precisam fazer?

MARY - Estamos abertos. Dentro do possível  queremos ajudar a todos.

MEDIOPIRA  - Deixe seus contatos,  facebook,  enfim...

 (31)99963-2278 (vivo) Zap
luisamarilak@gmail.com (email)
Mary Eventos (Facebook)

maryeventos (Instagram)