sexta-feira, 21 de setembro de 2018

O PITBULL DO FUNK



O MEDIOPIRA dessa semana foi conversar com o Funkeiro Monlevadense Thiago Henrique, mais conhecido como PitBull. Eu já vi o Thiago se apresentando. Faz um show com muita garra e energia. Tive a oportunidade de conhecê-lo quando produzimos o CD "CENAS DE PERIFERIA", com diversos funkeiros de João Monlevade. Mas o Thiago tá ficando popular. Teve música dele com mais de 1 milhão de visualizações. Mas então, vamos à entrevista.

MEDIOPIRA – THIAGO, o que você ouvia em sua infância?

THIAGO PITBULL - Olha, na minha infância eu ouvia musicas variadas. E desde os 10 anos  de idade já fazia parte de coorporacoes musicais da cidade .

MEDIOPIRA -  Gostava de funk desde cedo?

THIAGO PITBULL - Na verdade não tive muito recursos em casa, por falta de condições  mais  sempre ouvia os vizinhos tocarem em seus radios toca fita e ficava admirado.  Lembro ate hoje que tocava muito na epoca rap da felicidade dos Mcs  Cidinho e Doca .


MEDIOPIRA - Como foi a sua iniciação musical?

THIAGO PITBULL - Vendo alguns Mcs da cidade na época fazendo os shows. Eu ficava doido e consegui um cd de play back de funk com apenas 2 faixas, um volt mix e um tamborzão. Ficava ensaiando, brincando de cantar 

 MEDIOPIRA -  Quando sacou que a música seria a sua?

THIAGO PITBULL - Foi quando conheci o DW, aqui da nossa cidade . Ele já era mc . Tudo começou ali. A gente ficava ensaiando, nada a serio. Até que fomos em um baile funk onde ele iria se apresentar. Ele me convidou no palco pra cantar uma musica. Dai em diante surgiu a dupla Pit Bull e DW, mas por falta de apoio a dupla se desfez .

MEDIOPIRA - Por que do nome Pit bull?

THIAGO PITBULL - Esse apelido veio desde infância. Na epoca eu era explosivo. Fui pro funk e continuou agressivo na forma de cantar de compor. Tenho composições  de letras fortes.

MEDIOPIRA - Quem faz as letras das suas músicas?

THIAGO PITBULL - A maioria das musicas são compostas por mim mesmo. Mas tenho algumas também  compostas por outros amigos do cenário funk nacional

MEDIOPIRA - Como é o seu processo de criação?

THIAGO PITBULL - Esse dom vem de Deus. Tenho facilidade em compor varios ritmos: funk  sertanejo pagode musicas gospel, etc. Falo da  realidade que vejo em jornais, na tv. Algumas realidades vividas por amigos e outras ficção. 

MEDIOPIRA - Você contrata arranjadores de fora ou são monlevadenses mesmo que fazem os arranjos das suas músicas?

THIAGO PITBULL - As minhas musicas hoje são produzidas fora de Monlevade. Rio de Janeiro São Paulo, Belo Horizonte, mas nada contra os produtores daqui. Máximo respeito a eles.

MEDIOPIRA - Teve uma música sua que estourou, com mais de 1 milhão de vizualições. Como foi a história dessa música? Como atingiu uma marca tão significativa?]

THIAGO PITBULL - Sim  essa foi também composta por mim. Estava fazendo uns trabalhos voltados mais para fora  e surgiu a ideia  ”prepara pra sentar quando eu ti der o comando vc começa a dancar” eu sou o mc  mestre de cerimonia, quando eu falo pra sair do chão ninguem fica parado , se eu falo pra dancar todo mundo dança . Gravamos a musica e vimos que tava bem aceita. Resolvemos gravar o video clip. Em menos de 24 horas já tinha batido os 100.000 views.

MEDIOPIRA - Essa música tem um videoclip bem sensual, parece que com a participação do DJ Junio Queiroz. Quem participou dessa produção? E as atrizes?

THIAGO PITBULL - Sim,  o Junio sempre foi e ate hoje é um dos que mais apoia meu trabalho, entre outros  djs. Foram varios dias de filmagens. monlevade e bh . Contamos com uma super produção do P.drao video clip que é fera nas filmagens, reconhecido nacionalmente. Veio com toda a sua equipe de filmagem e fotografos. As atrizes são amigas que resolveram ajudar nesse empreitada.

MEDIOPIRA - Tanto a sua música de maior sucesso, quando o novo lançamento BUMBUM, obviamente falam sobre essa parte tão valorizada da mulher e também sobre sexo. E isso vende né?

THIAGO PITBULL - Verdade e por ser tão utilizada em varias musicas, não só de funk. Várias músicas que  tem sido sucessos falam  bum bum . No meu ponto e vista não vejo apenas como sexo. Acho que vai do ouvido de quem ouve, de quem interpreta. Bumbum é o som do tamborzão, o balanco. Até Gilberto Gil usou.

MEDIOPIRA - O médio piracicaba tem um bom mercado para o Funk?


THIAGO PITBULL - Hoje já está bem amplo bastante. Casas abrindo e portas pros artistas locais que tenham qualidade no que fazem.

MEDIOPIRA -  Onde você se apresenta por aqui?

THIAGO PITBULL - Hoje to atendendo muitos casamentos, festas de 15 anos no medio piracicaba, mas também  faço muitos shows em bailes funk e festas particulares.

MEDIOPIRA - Vc também já fez uma incursão pela música gospel há pouco tempo. Mas retornou para o mundo do funk mais sensual. Como é essa relação entre a sacanagem e o pecado?

THIAGO PITBULL - Sim. Como eu disse sou muito variado na minha forma de compor. Hoje estou trabalhando no novo cd, que também vai ter musicas gospel. Eu não acho que existe relação entre sacanagem e pecado. Apenas uma visão um pouco diferente sobre o cair do homem, mas o levantar sempre será de Deus e tudo na vida é questão de tempo. E sexo é coisa de Deus também. Não fosse por ele nem estaríamos aqui.

MEDIOPIRA - O que vc está projetando para o futuro?

THIAGO PITBULL - Ta vindo muita coisa bacana pra 2018 muitas parcerias com artistas de nível nacional, muita musica boa. Vou aproveitar cada segundo, honrar minha familia e procurar fazer o bem e ser reconhecido nacionalmente .


MEDIOPIRA - Quem você citaria como os nomes mais interessantes do momento?

THIAGO PITBULL - Pra mim na musica tá vindo com tudo MC Rita.  

MEDIOPIRA - E o funk monlevadense   

THIAGO PITBULL - No meu ponto de vista estão surgindo novos Mcs, novos projestos, parece que tem tudo pra ser tendência. Andei ouvindo uns que estão com o dom .

MEDIOPIRA - O que vc nos conta sobre o ambiente funkeiro do médiopiracicaba?

THIAGO PITBULL - Bem amplo. Uma galera que tá indo pra se divertir. Super alto astral, um carinho impressionante com os artistas, fora do normal.

MEDIOPIRA - Como está a sua agenda e o que está fazendo no momento?

THIAGO PITBULL - Agenda graças a deus está bem movimentada. Estou dividindo os palcos com outra atividade, mas tá dando pra conciliar. O mercado andou devagar e tava fraco de shows. Mas agora não posso reclamar. Estou muito satisfeito com tudo. Deus vem agindo na minha vida de uma forma muito positiva.

MEDIOPIRA - Deixe seus contatos para quem quiser conhecer seu trabalho e contratar seu show...

THIAGO PITBULL - Meu telefone e contato 031-994271978 ou pelo email mcpitbullfesta96@gmail,com


sexta-feira, 14 de setembro de 2018

EDUARDO DUDU, HUMORISTA E MULTI HOMEM


O MEDIOPIRA dessa semana conversou com o humorista Eduardo Dudu. Que eu saiba não existem muitos humoristas no MédioPiracicaba. Mas  Dudú não é um comediante apenas. É também um ótimo comunicador, imitador, apresentador, narrador de futebol. um verdadeiro multi-homem. Suas brincadeiras na internet bombam. Mas...se precisarem também de um garçom, de um servente de pedreiro, trocador de lotação ou quem sabe um locutor de velório, podem contar com ele. Mas vamos à entrevista.

MEDIOPIRA - Dudú, como é que você percebeu que tinha dom para a comédia?

EDUARDO DUDU - Há mais ou menos uns 5 anos fiz aulas de teatro em Itabiriro e já percebia que calado já fazia as pessoas rirem. Eu já fazia imitações e fazia sucesso com o pessoal.  Eu sempre senti que precisava estudar mais, fazer um curso de teatro, ampliar os horizontes. Mas problemas pessoais me fizeram ter de esperar mais um pouco. Mas eu não desisto dos sonhos. E continuo na luta, procurando melhorar a cada dia.  um  mas desde ano passado sonho alto.

MEDIOPIRA - Como é que vc adotou esse nome de EDUARDO DUDU?

EDUARDO DUDU - O nome Eduardo Dudu vem do meu face. Quando eu comecei a fazer videos de comedia o pessoal já comentava: vcs viram o video do Eduardo Dudu? E os vídeos faziam sucesso. Rapidinho chegavam a mais de 5 mil visualizações

MEDIOPIRA - Você se inspira em alguém? Tem algum ídolo?

EDUARDO DUDU - Me inspiro mt no  carioca que trabalhava no pânico (Marvio lúcio).  Ele quando imita interpreta,  faz com a alma e coração e fica engraçado demais. E também gosto do Mateus Ceará da Praça é Nossa. É muito engraçado, crítico r inteligente nas piadas. Não posso deixar de citar também o grande Ari toledo. No dia 19 de outubro agora vou no stand up dele lá no cine brasil.

MEDIOPIRA - Você também tem o dom da imitação. Quem você imita?

EDUARDO DUDU - Imito figuras populares. Gosto de imitar  Silvio santos . Silvio Luis locutor futebol, o Ex Presidente Lula, Raul gil. Gil gomes, Paulo Henrique Amorim  . Scoob doo e salcicha,Bob Esponja e mts mais. Tenho essa facilidade para incorporar os personagens.

MEDIOPIRA - Além de imitar você tem personagens seus também?

EDUARDO DUDU - Tem a Vovó Duduca, uma véia engraçada e crítica que ama fofoca e falar besteira.  Tem o Pastor Palhaço Pentecostal. Tem também  o Padre Louco que xinga todo mundo, principalmente o coroinha que fica no zapzap na hora da missa e todos gritando AMÉM e tem o Dudu Mola, que é um personagem maluco, do qual pode sair qualquer coisa .

MEDIOPIRA - Você tem alguém que cria os textos pra vc ou é vc mesmo quem cria?

EDUARDO DUDU - Tudo no improviso. Por enquanto vai na intuição mesmo. Mas se Deus quiser ainda pretendo fazer teatro profissional exatamente para aprender mais, dominar o palco e também pra desenvolver mais essa parte de texto e quem sabe buscar bons parceiros. 

MEDIOPIRA - Você na COPA ALVINÓPOLIS de Futebol deu uma de locutor de futebol e agitou a galera. Como foi essa experiência?

EDUARDO DUDU - A COPA ALVINÓPOLIS foi realmente mito legal. O Secretário de Esportes Lazer e Cultural acreditou no meu trabalho e me abriu as portas. Fui chamado até de Galvão Bueno na final (rs).  Vc meu amigo estava lá pra prestigiar. Foi uma festa muito bonita. Me emocionei vendo os jogadores do campeão merengues chorarem de alegria e os los hermanos chorando de tristeza. Tive de me segurar pra não chorar também. Amei narrar jogos. E tomara que o pessoal dê continuidade nas narrações, pois esquenta os jogos, informa o pessoal. Não sei se estarei aqui no ano que vem, mas tomara que o pessoal dê continuidade.

MEDIOPIRA - Você já pensou em trabalhar em rádio, fazendo humor e locução convencional?

EDUARDO DUDU - Aqui nas redondezas não tive chances. Talvez por causa daquele ditado: Santo de Casa não faz milagres. Por isso estou pensando em me mudar pra  capital. pois o centro cultural em BH pega fogo. E quero aperfeiçoamento a mil para poder ter uma boa performance e fazer o que mais amo, que é fazer alguém rir sorrir kkk. E capital vou bater em todas as portas, nas rádios e se pintar oportunidade de trabalhar porta de loja em BH e região vou ajudar os comerciantes a vender muito.

MEDIOPIRA - Você não tem vontade de montar um show seu, com seus personagens e convidados?

EDUARDO DUDU - Tenho mt vontade de montar meu show sim. Mas pra isso sinto que preciso me aperfeiçoar, ter aulas de voz e teatro. Aí sim integrar uma equipe boa e cair na estrada. 

MEDIOPIRA - Como é o tratamento do pessoal de Alvinópolis com você? O pessoal tem reconhecido seu trabalho? Tem aumentado as oportunidades?

EDUARDO DUDU - Eu tenho um pouco de dificuldades talvez por causa de alguns posicionamentos políticos. Nas cidades do interior isso abre ou fecha as portas. Andei perdendo espaço pois atirava para todos os lados falando mal de A  e B. Mas estou aprendendo que batendo não construo nada e estou revendo esse comportamento. Eu não deixo de criticar, mas de forma civilizada. Quando eu comecei a rever meus erros e conceitos o espaço foi crescendo e o pessoal tá me respeitando mais. Mas ao mesmo tempo sei que não posso perder a veia humorística. Mas com sabedoria. E sempre quando tem alguma coisa meu nome é lembrado

MEDIOPIRA -  Além da locução bem humorada, vc também gosta de fazer locução séria, institucional?  Já explorou esse lado?

EDUARDO DUDU - Gosto mt de interpretar e imitar, mas aprendi que nem sempre pega bem. Certa vez fui fazer uma nota de falecimento e fiquei com medo de alguém rir. Mas fiz com seriedade e ficou bom. Esse meu trabalho como locutor de futebol também me ajudou mt a explorar o lado sério que eu nem sabia que tinha e hoje posso sim fazer os dois: o lado sério e cômico sem um atrapalhar o outro.

MEDIOPIRA - Você tem procurado centros maiores para buscar conhecimento e contato com outros humoristas famosos?

EDUARDO DUDU - Eu venho sim tentando novos ares ja fui em 2 espetáculos esse ano "Cegos Mancos e Loucos" com Geraldo Magela e Kakim Big Dog e no "Carioca em mas companhias", sucesso em todo Brasil e tenho contato com o proprio Kakin que me disse: me traga algo que irei te ajudar . Virei fã dele tbm. Mt elegante inteligente e engraçado ele.
MEDIOPIRA - Quais são os seus maiores sonhos?

EDUARDO DUDU - Meu sonho é fazer o Brasil todo rir, criar um espetáculo de teatro de humor ou "stand up comedy", quem sabe trabalhar em programas tipo  "Praça ou no zorra" e lançar um dia meu filho que é mil vezes mais engraçado do que eu (ARTHUR MIGUEL ) ....

MEDIOPIRA - Dudu, deixe contato para quem quiser contratá-lo, seja para locução, imitação, para apresentação de eventos, porta de loja, pau pra toda obra.

EDUARDO DUDU - Podem me contatar pelo zap - 24 horas no ar - 31 995109195. Eu agradeço pela oportunidade da entrevista...que se Deus quiser, será a primeira de muitas.

quinta-feira, 6 de setembro de 2018

MONLEVADE FOTOGÊNICA -

Sheila Malta do Pensando Monlevade

O MEDIOPIRA dessa semana conversa com Sheila Malta, uma das administradoras do grupo PENSANDO MONLEVADE para falar sobre o CONCURSO FOTOGRÁFICO PENSANDO MONLEVADE e outros projetos do GRUPO.

MEDIOPIRA - O CONCURSO FOTOGRÁFICO PENSANDO MONLEVADE teve encerradas as inscrições na última terça feira. Vocês ficaram satisfeitos com o resultado? Os objetivos foram alcançados?

SHEILA MALTA - Foi até além do esperado. Para dizer a verdade, o início foi muito difícil. Ficamos com as inscrições no ar e demorou quase 30 dias até que aparecesse a primeira inscrição. Mas depois que pintou a primeira começaram a chegar várias inscrições e o resultado final nos deixou muito satisfeitos. Foi muito interessante vermos a quantidade de olhares diferentes sobre a nossa cidade, as impressões e paisagens, as quais passamos cotidianamente por elas, e nem sempre conseguimos extrair toda a beleza das mesmas.

MEDIOPIRA - QUANTAS FOTOGRAFIAS FORAM INSCRITAS

Foram 148 fotos inscrições. Aproveitamos pra agradecer a todos pelo envio. São fotos clicadas com muito carinho, verdadeiras homenagens a cidade que tanto amamos. Parabéns pelos diferentes olhares sobre um mesmo assunto. Temos verdadeiros artistas anônimos, os quais, cruzamos muitas vezes na rua, e que não tínhamos a ideia ou mesmo a noção de suas extremas sensibilidades para coisas, pessoas e lugares.

MEDIOPIRA - E SOBRE AS TEMÁTICAS? O que o pessoal explorou mais?

SHEILA MALTA - Olha, teve de tudo. Claro, muitas paisagens, nosso horizonte dourado retratado, nossa gente, nossa arquitetura, nossos ares industriais e bucólicos, as monlevades ocultas, imagens lindíssimas. Muito emocionante.

MEDIOPIRA - E O QUE VEM AGORA?

SHEILA - Pois é. Nós pretendíamos divulgar as premiadas agora, no dia 07 de setembro. Mas aconteceram algumas coisas que consideramos bem positivas.  Vamos produzir um videoclip caprichado com as fotografias com uma trilha especialmente produzida para o concurso, aumentando o alcance do mesmo.Então estendemos as votações até o dia 14 de setembro, pois, o alcance e a grande acolhida que o Grupo vem tendo, desde sua primeira publicação e seus projetos paralelos, como as Palestras e demais projetos que ainda estão por vir, justifica esses caprichos...o nosso público merece!

MEDIOPIRA - E QUAIS SÃO OS CRITÉRIOS DAS PREMIAÇÕES

SHEILA - Pois é. São dois prêmios. Um desses prêmios é pela votação do juri técnico composto por fotógrafos profissionais, jornalistas, pessoas da mídia e do meio. E a outra votação é por clicks na internet.

MEDIOPIRA - E HAVERÁ TAMBÉM UM EVENTO DE ENTREGA DOS PRÊMIOS. QUANDO SERÁ?

SHEILA - Pois é. Já está tudo combinado com a amiga Jacqueline da República Literária. Nos próximos dias divulgaremos a data e a programação. Pedimos só mais um pouco de paciência.  Só vamos aguardar que a trilha e o vídeoclip fiquem prontos. 

MEDIOPIRA - E vem mais novidades do PENSANDO MONLEVADE por aí?

SHEILA - Mas é claro. Inclusive agradeço a oportunidade para responder a uma pergunta que sempre me fazem: o PENSANDO MONLEVADE é uma empresa? Não, pessoal. Não é uma empresa. É uma sociedade desruptiva que criei junto com o Marcos Martino. Não temos CNPJ, não somos uma sociedade convencional constituída. Somos apenas duas pessoas que gostam de cultura e conhecimento que se juntaram por afinidades pra mover algumas coisas juntos. Então, vamos sempre promover palestras, concursos fotográficos, eventos. Viemos para somar! Para juntos podemos despertar os artistas e demais personagens e atores que fazem a história da cidade, seja com suas poesias, músicas, risos... por falar nisso, em breve deveremos lançar o CONCURSO LITERÁRIO PENSANDO MONLEVADE e vocês ficarão sabendo sobre um show muito bacana que vai acontecer. Fiquem ligados...

sexta-feira, 31 de agosto de 2018

OS COVEIROS DA MÚSICA

COVER MANIA 
Há tantas bandas covers no mundo, tanto artesanato, que tá faltando lugar para os trabalhos originais. Os donos dos espaços e até o público só querem saber das covers.


"AH, NÓS NÃO CONTRATAMOS BANDAS AUTORAIS, POIS O PESSOAL SÓ GOSTA DE COVERS".
Os bares e espaços de shows só contratam covers. E tem trocentas bandas fazendo covers dos Beatles, Legião Urbana, Stones, Creedance, U2, Pink FLoyd também tem um monte. Contratar autorais nem pensar, pois não dá lucro.


"AH, NÓS SÓ GOSTAMOS DE LUGARES QUE TOCAM MÚSICAS DESCONHECIDAS".


Desconhecidas para quem tem preguiça mental. Só vc procurar na internet que vai encontrar as músicas autorais dos artistas.  Ouça, entre no clima, depois vá curtir o som da banda e cante junto com ela

AUTORAIS OU A MORTE...
Com todo respeito aos covers,  mas sem autorais ficaremos escravos do passado, enclausurados numa capsula retrô, num looping que toca sempre as mesmas coisas, repete sempre os mesmos solos. Que me perdoem os indianos, mas nem tudo é mantra.

CADÊ OS FESTIVAIS AUTORAIS?
O pessoal de repente parou de fazer festivais. Antigamente havia em quase todas as cidades. Havia uma saudável mistura entre artistas amadores e profissionais, letras muito boas, intérpretes novos, oxigênio, músicos pelas ruas, pequenas serenatas diurnas. Hoje que eu saiba, perto da gente só tem festival em Alvinópolis e Rio Casca. Mesmo assim Alvinópolis até hoje não anunciou seu festival, para tristeza da classe artística da região. Com isso tem pouca gente compondo, pouquíssima renovação, poucos se arriscam a criar, pois não existem vitrines pra fruição.

"AH, NÓS NÃO GOSTAMOS DESSES FESTIVAIS DE MÚSICA...SÓ TEM MÚSICAS QUE A GENTE NÃO CONHECE".
Não conhecem por preguiça intelectual. Qualquer festival hoje em dia tem muita informação paralela. Com certeza dá pra vc conhecer todas as músicas, os artistas e torcer pela música com que vc se identificar. Não é todo evento que é feito pra zuar, tomar todas e paquerar. você pode até se divertir também. Mas será que não cabe um pouco de curiosidade intelectual? Um pouco de arte e cultura?
COMER, BEBER, BEIJAR NA BOCA, TRANSAR,  PROCRIAR E PRODUZIR
Será que vivemos só pra isso? Será que as pessoas só saem de casa pra isso? Será que só isso nos motiva? Me desculpem o palavreado, mas que merdas de seres racionais somos que só nos guiamos apenas pelas necessidades  fisiológicas.
U QUE FAZER ?
Eu não sou contra os covers. São meios de vida pra muita gente e a demanda é real. Eu particularmente dou muito mais s valor às bandas que tocam músicas dos outros de um jeito próprio. A Banda Monlevadense INFOCUS gravou "U QUE FAZER do LSJACK". Ficou melhor. Ai eu dou moral. Mas tem bandas que tentam imitar. Grande parte do público também prefere assim. Tem bandas que se vestem igualzinho, tentam ficar idênticos, tipo aqueles cosplays de heróis japoneses.  Teve uma banda cover do U2 cujo empresário tinha a cara de pau de anunciar que era melhor que a original. 


sexta-feira, 24 de agosto de 2018

ENTREVISTA COM MARIANA VASCONCELOS, BIKINI FITNESS 2018


O MEDIOPIRA dessa semana foi conversar com Mariana Vasconcelos. Para quem não sabe, Mariana é campeã mineira de Bikini Fitness, competindo com atletas de todo o estado. João Monlevade parece estar se tornando um centro de formação de atletas de alta performance, principalmente adeptos do fisiculturismo e do universo fitness. Só quem convive com essas pessoas pra ter uma noção da vida de sacrifícios e treinamento pesado para que possam esculpir os próprios corpos, o que pra mim é uma especialíssima arte. Mas vamos à entrevista.

MEDIOPIRA - Como você despertou para o fisiculturismo? Quando é que percebeu que seria este o seu caminho? Alguém à inspirou?

MARIANA VASCONCELOS - O fisiculturismo sempre foi um sonho para mim. E esse caminho a ser percorrido aconteceu logo quando vi o campeonato em que meu marido participou. Na platéia, ao ver os atletas subirem ao palco e mostrar todo o seu trabalho, me arrepiava, eu tremia de tanta emoção.. eu queria estar lá. Senti que ali no palco era o meu lugar.

MEDIOPIRA - Você é professora de educação física? Qual a sua formação na área?

MARIANA - Sou formada em Educação Física. Tenho vários cursos em minha área: sendo eles fitdance, zumba, salvatagem, cursos na àrea de ginastica laboral.

MEDIOPIRA - Como é que funciona esse concurso que você venceu, o Bikini Fitness? Como foi?

MARIANA - O campeonato funciona da seguinte forma. Na sexta feira anterior ao campeonato, acontece a pesagem onde é conferida sua altura/peso (depende da categoria). No caso na minha categoria: altura; biquini, sandália e maiores informações do grande dia. No sábado, quando chamada a categoria, são convocadas todas atletas, onde são feitos os desfiles individuais, poses compulsórias da categoria e 1/4 de voltas  (exigências para premiar os 3 primeiros lugares). Logo após, tem a avaliaçao overall (melhor atleta da categoria). Como a categoria é dividida em até 1,63 e acima de 1,63, pega-se as campeãs e fazem um confronto para ver quem será a campeã overall.

MEDIOPIRA - Foi a primeira competição em que participou ou teve outras?

MARIANA - Nao. Participei de duas. A estreantes onde fiquei em 3 lugar. E o mineiro onde fui campeã.

MEDIOPIRA - Você é patrocinada para competir ou banca tudo do bolso?

MARIANA -Na primeira competição, tirei tudo do meu bolso. Na segunda competição tive ajudas de algumas pessoas e empresas. Nao tenho patrocínio envolvidos na area. Mas tenho patrocínio do salão Studio Andrea Melo que cuida da saÚde dos meu cabelos, sobrancelhas e depilação facial. E unhas de fibra de gel da Danielle do salão Arrazus.

MEDIOPIRA - Você tem um treinador para lhe monitorar e tirar o seu melhor?

MARIANA -Sim. Meu marido é quem monta todos os meus protocolos e treinos.

MEDIOPIRA - Quais os critérios o pessoal utiliza para escolher as melhores?

MARIANA - Na minha categoria, as atletas deverão ter porte pequeno, leves marcações, abdômen marcado sem profundidade e glúteos trabalhados e tonificados. Serão considerado o conjunto com produção e beleza, poses compulsórias e 1/4 de voltas.

MEDIOPIRA - Qual o seu segredo para chegar ao corpo perfeito? Alimentação? Rotina de treinos?

MARIANA -Seguir dieta e treinar pesado. É o básico. Ter paciência com os resultados esperados. Constância sempre. Não desistir.

MEDIOPIRA - Vi no seu face que você desafia as pessoas e promete emagrecimento com poucos dias. É propaganda ou é real?

MARIANA - Real. Sou aquilo que falo e faço. Para você cobrar algo de seu cliente, você deve ser exemplo, caso contrário você não tem credibilidade para o mesmo. E quando eu falo com as pessoas que elas podem ter resultado com tão pouco tempo, elas podem. Porém elas precisam se dedicar ao máximo, seguir o que tem que ser feito, sacrificar um pouco e escolher o lugar certo para ser orientado da melhor forma.

MEDIOPIRA - Quais as próximas competições em que vc vai participar?

MARIANA -Como mudei de categoria, somente no ano que vem. Me preparar com calma, respeitando o desenvolvimento do meu corpo, priorizando sempre minha saúde.

MEDIOPIRA - Monlevade tem uma cultura Fitness? Acha que a cidade tá evoluindo nesse sentido? A juventude tá malhando e treinando mais?

MARIANA - Não tem, mas está criando. Vejo que a visão “ser saudavel”, buscar uma qualidade de vida melhor, tem sido um objetivo na população mais velha. Mas vejo uma juventude um pouco mais distante dessa realidade.

MEDIOPIRA - Agradecemos pela entrevista. Fique à vontade para deixar seus contatos e fazer o seu comercial -

MARIANA - Eu é que agradeço pela oportunidade. Quem quiser conhecer meu trabalho pode acessar minha página no facebook. É só procurar por Mariana Vasconcelos.  Se quiser também uma consultoria para modelar o corpo e ficar feliz com as suas formas, procure a gente no FIT TRAINNER STUDIO. Ligar (31) 99254-9134 - https://www.facebook.com/fittrainersf/

quinta-feira, 16 de agosto de 2018

PHILL MENDES, O MAGO DA GUITARRA

Filipe Mendes também conhecido por Phil Mendrix celebrou no ano passado seus 69 anos de vida e 54 anos de carreira. Na palavra dos patrícios, trata-se " do mais virtuoso, psicodélico e caleidoscópico guitarrista português, uma autêntica lenda viva do rock'n'roll. Pois ele esteve no Brasil durante um tempo, viajando e tocando em festivais de música. E fez uma legião de amigos e tocou em Rio Piracicaba num festival histórico: o Rock Pira. Mas vamos à entrevista

MEDIOPIRA - Phil Mendes. É um prazer conversar com você. Sua presença no Rock Pira foi muito marcante.

PHIL MENDES. É mesmo? A gente como artistas nunca tem a dimensão da marca do som que a gente faz. Foi muito legal mesmo. Acho que o pessoal gostou por que na época não tava muito na moda guitarristas que solavam e eu gosto de improvisar.

MEDIOPIRA - O que você se lembra da época?

PHIL MENDES -  Me lembro do primeiro que foi muito no improviso, o que foi legal, numa quadra de colégio, a noite. Já o segundo, me apresentei de tardinha, no pôr do sol, fizeram o palco em cima de um forno antigo, ao lado de uma grande chaminé e com o rio ao fundo. O visual era muito bonito. O público era quente. Havia outras bandas boas também, cantando em português. Foi um festival muito bom aquele. 

MEDIOPIRA -Você em Portugal é quase um mito.

PHIL MENDES - O pessoal lá tem um carinho muito especial com a minha pessoa e sou muito grato a isso.

MEDIOPIRA - Mas conte pra gente como foi essa história. Como foi seu contato com a guitarra?

PHIL MENDES - Bem, eu comecei na música estudando piano. Mas quando fiz 14 anos meu avô me deu uma viola de presente e comecei a aprender e a tocar. Eu fiz um curso importante também no Chicago School of Music que abriu minha cabeça. Daí passei pra guitarra elétrica, que virou quase uma extensão do meu corpo. Nunca mais nos separamos.
MEDIOPIRA - Mas você depois formou bandas? Como foi?
PHIL MENDES - Eu tive uma trajetória muito rica. Minha primeira oportunidade foi em 1964 quanto estreei na Tv, no Festival YeYe. Ai criamos a banda Chinchilas, com Vítor Mamede, José Machado, Mário Piçarra e Fernando. Foi muito marcante por que fomos pioneiros no rock psicodélico português. O curioso é que a banda inicialmente se chamava  "Monstros".
MEDIOPIRA - E como surgiu o nome Phil Mendrix como é conhecido em Portugal?
Phil Mendes - É por que achavam que nosso trabalho era influenciado pela música dos Cream e de Jimi Hendrix. Isso foi tão forte que começaram a me chamar de Jimi Hendrix Português.  E já que comercialmente era interessante,   acabei por adotar. Isso devido aos improvisos nos solos de guitarra, que também eram a marca do grande Jimi Hendrix. Eu acabava tendo de tocar músicas dele nos shows, pois o pessoal pedia. E pra mim era uma honra tocá-las.
MEDIOPIRA - Mas vc só tocou no Chinchilas ou participou de outros trabalhos?
Phil Mendes - São décadas de trabalhos. O Chinchilas se dissolveu em 1971, mas continuei como Mendrix e emprestei o meu som a alguns projetos que ficaram na história do rock em Portugal. Também tive minhas incursões no cinema e em outras artes. E Tive a oportunidade também de tocar em diversos festivais, inclusive no Rock Pira aí na região de vcs.
 
MEDIOPIRA - E o que vc se lembra do Brasil?
PHIL MENDES - Me lembro de músicos talentosos, generosos e afetuosos. Eu cheguei a morar no Brasil, em Belo Horizonte e em São Paulo. Era muito intenso. O público viajava comigo na mesma vibe. E foi importante para compreender o legado português no continente sulamericano. Fiquei feliz em ver a mistura pacífica das etnias e a incrível musicalidade.
MEDIOPIRA - Se tivesse um outro Rock Pira você toparia tocar?
PHIL MENDES - Isso é um convite? Mas é claro que sim. Gostaria muito de um motivo para voltar ao Brasil. Seria uma grande honra. Vai ser quando?
MEDIOPIRA - Só especulando, Phill. Quem sabe a gente não viabiliza?
PHIL MENDES -  Espero que sim. Festivais como o Rock Pira são vitrines vitais para a música rock. Vou torcer para que consigam e podem contar comigo que estarei presente...
MEDIOPIRA - E você acha que o público está perdendo o interesse pelo rock?
PHIL MENDES - Eu acho que tudo é cíclico. As vezes um estilo se exaure. mas também pode se renovar. Parece que o Rock de hoje por exemplo não tem lugar pra longos improvisos de guitarra...é tudo muito urgente. Mas ainda tem quem goste. Então não vou me preocupar em agradar à nova geração. Vou fazer música para meu deleite e do público.
MEDIOPIRA - Obrigado, Phill. Agradecemos muitíssimo pela sua obra e por nos agraciar com a sua música abençoada. 
Essa entrevista simulada é uma homenagem póstuma ao grande Guitarrista e mago da guitarra Phill Mendes, que nos deixou essa semana e que foi o principal nome dos  Rock Piras que aconteceram em Rio Piracicaba nos anos de 80. Valeu, Phill. Você estará presente sim por toda eternidade na história do Rock Pira. E se conseguirmos viabilizar de novo, será o grande homenageado.