quinta-feira, 6 de julho de 2017

MUITAS ATRAÇÕES NESSE SÁBADO EM MONLEX

Dizem que Monlevade não tem nada...mas quando tem, tem um monte. Nesse final de semana vai ter atrações para todos os gostos...e com entrada franca, todos acontecendo quase simultaneamente. De repente rola de curtir um pouco de cada...

PRA QUEM GOSTA DO NOVO

Vai ter a FEIRA GASTRONÔMICA E o ENCERRAMENTO DO.2º FESTIVAL DE INVERNO DE JOÃO MONLEVADE, na Praça 7 a partir das 14 horas. Deve atrair uma turma mais jovem, a tribo da arte e cultura que tem curiosidade intelectual, que anseia pelo novo e reconhece o incansável trabalho do 7 faces pra que o FESTIVAL DE INVERNO DE JOÃO MONLEVADE se torne algo efetivo e alcance o seu potencial. 

Vai ter shows de novos artistas, do Belorizontino Cliver Honorato, que tem um trabalho próprio bem peculiar. Do Itabirano Igor Venal, um experimentador que gosta de misturar os estilos em seu liquidificador sonoro. E do Monlevadense Ronivaldo Magalhães, um cantor que tem uma voz angelical e que estará acompanhado do Coral 14 timbres.

PRA QUEM GOSTA DO SERTANEJO


Para quem gosta do sertanejo universitário, a pedida é a REINAUGURAÇÃO DA REPÚBLICA BEER. Vai ter show com Julia Queiroz e diversos convidados. Rua fechada a partir das 14 horas.






PARA QUEM GOSTA DOS BEATLES E DO CLUBE DA ESQUINA

Tem Aggeu Marques & Fio da Navalha e também da banda Di Rock no ESPAÇO ALEGRETTE. A partir das 15 horas, vai ter "Nova Feira de Gastronomia Alegrete", com chopps de 3 cervejarias, além de diversas iguarias da cozinha mineira.

NINGUÉM É DONO DAS DATAS

Mesmo que uma instituição, bar ou clube marque uma data para um evento e divulgue com boa antecedência, ninguém pode impedir um concorrente de marcar evento na mesma data, desde que feito em área própria e observadas as exigências legais.

E A ÉTICA?

A ética é só uma ótica. Não cabe no mundo dos negócios.

E O FRIO?

A concorrência maior será com os cobertores, tvs de plasma, Netflix, pipoca, caldos, pizzas e o chamego debaixo do Edredon. Concorrência pesada viu. Brrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrr.

quinta-feira, 29 de junho de 2017

MONLEVADE NÃO TEM CULTURA - by Carla Lisboa

NO MEDIOPIRA da semana, tomo a liberdade de publicar um texto provocação da produtora Carla Lisboa. Carla é uma daquelas pessoas abnegadas, insistentes, persistentes . Ela anda meio na contramão da cidade, pois o que a motiva a fazer arte e cultura não é o dinheiro, mas o amor. Ela é uma romântica incurável...e como dizia o Vander Lee...românticos são poucos...e loucos. Mas vamos ao ótimo texto da Carla.

"Sabe o que é? Preciso contar uma coisa pra vocês: É que eu moro numa cidade "que não tem cultura", sabe? Moro numa cidade que não tem nada pra fazer.
Tem uma galerinha ai, "aquele povo do hip-hop", que fazem batalhas de mc's de 15 em 15 dias, lá na Praça do Povo, sabe? Mas eu não curto, "isso não é cultura", "eu não gosto". Inclusive ouvi dizer que na próxima sexta-feira, dia 30/06 vai rolar batalha lá, mas não vou não, tá muito frio e prefiro ficar em casa vendo séries no Netflix.
A Casa de Cultura da cidade? Ah, lá não acontece nada... tem uma galera lá que "veste a camisa", faz um corre danado pras coisas acontecerem... fiquei sabendo inclusive que rola uns recitais lá todo mês também, com os alunos de violão e canto, e dizem as más línguas que você sai de lá com a alma lavada... mas também nem perco meu tempo indo prestigiar. Ficar no facebook reclamando que "aqui não tem nada pra fazer" é mais produtivo. Dá mais Ibope e ganho likes.
Ontem uns conhecidos foram lá no Sindicato dos Metalúrgicos, que fica ali perto do DAE, bem no centro, pra prestigiar o ensaio aberto da Orquestra Big Band Funcec. E ai esses conhecidos me disseram que esses ensaios abertos (e gratuitos) rolam todo mês também. Ah, mas eu nunca fui também, sabe? Sair pra prestigiar um evento cultural em dia de segunda? E com esse frio? Esse povo tá doido??
Fim de semana teve encontro de motos aqui na cidade, no sábado, e no domingo teve Arraiá da UEMG na Praça do Povo, com show do Mike Santos, Dj Lucas Tavares e a turma da Casa de Cultura com o professor Guilherme, que também apresentou um projeto bacana que tá surgindo aí.

E fiquei sabendo também que vai rolar a segunda edição do Festival de Inverno de João Monlevade, entre os dias 01 a 08 de julho, que a Prefeitura e Casa de Cultura tão organizando junto com uma galera animada ai do 7faces. Um monte de "coisa bacana e de graça", mas não vai ter nenhum "artista conhecido"... então não vou também não. A UFOP também está trazendo Festival pra cá, entre os dias 13 e 15 de julho. Esse vai ter artista conhecido. Ouvi dizer que Tianastácia vai tocar na Praça do Povo, e vai rolar outras bandas "legais" também. Ah, mas sabe o que é... eu até queria ir, mas não vai ter nada "que eu curto". Então se eu não gosto, não é cultura. E como já disse, ficar no face reclamando que aqui "não tem cultura e não tem nada pra fazer" dá mais likes! https://www.facebook.com/images/emoji.php/v9/ffc/1/16/1f44d.png👍https://www.facebook.com/images/emoji.php/v9/ffc/1/16/1f44d.png👍https://www.facebook.com/images/emoji.php/v9/ffc/1/16/1f44d.png👍https://www.facebook.com/images/emoji.php/v9/ffc/1/16/1f44d.png

sexta-feira, 23 de junho de 2017

SHINE CRAZY, O TEMPLO DO ROCK NO MÉDIO PIRACICABA

O MEDIOPIRA dessa semana conversou com Zé Ronaldo do SHINE CRAZY ROCK BAR, um espaço muito legal do Médio Piracicaba: O SHINE CRAZY é verdadeiro santuário, templo do Rock em João Monlevade.Talvez o único atualmente dedicado ao estilo no médio-piracicaba. Por lá apresentam-se bandas e músicos de várias regiões do país e até de países como Peru e Argentina. Na região tem uma legião de camisas pretas, amantes da rebeldia e da liberdade , que se arrepiam quando ouvem o som das guitarras, baixos e baterias. Por isso, espaço foi conquistando um público fiel que o Zé Ronaldo chama carinhosamente de Família Shine. Mas vamos à entrevista...

MEDIOPIRA - Como surgiu a ideia de montar o Shine Crazy Rock Bar?

ZÉ RONALDO - A historia é longa, mas basicamente não vimos  opções na cidade onde o sertanejo não predominasse.Então veio a ideia de fazer  algo diferente e que a gente gostasse, um bar de família para família e com musica de qualidade!

MEDIOPIRA - O que inspirou o nome do bar?

ZÉ RONALDO -  O que inspirou foi a música "Shine on you crazy diamond". Gostamos muito do Pink Floyd( e quem não gosta né?). Então escolhemos um nome que homenageasse esse clássico do Rock!

MEDIOPIRA - O público que frequenta o shine é de que faixa etária?

ZÉ RONALDO - É muito variado. Aqui os pais trazem os filhos  e também os filhos trazem os pais! (risos) Realmente,não tem idade para quem curte o bom e velho Rock´nRoll. 

MEDIOPIRA - Monlevade tem um público roqueiro fiel?

ZÉ RONALDO - Com certeza! Não só Monlevade,como na região!

MEDIOPIRA - Vocês contratam bandas ou pagam couvers artísticos?

ZÉ RONALDO - Varia de acordo com as bandas,mas geralmente negociamos portaria.

MEDIOPIRA - Vocês preferem bandas covers ou também contratam autorais?

ZÉ RONALDO - As bandas tem total liberdade com o repertorio,embora haja uma preferência por parte do publico pelos covers. Aqui tem espaço sim para autorais.



Um grifo do MEDIOPIRA -  As bandas autorais são bem vindas em qualquer espaço desde que se comprometam a fazer publicidade e garantam público. Os bares são  empresas que precisam lucrar e pagar as contas.


MEDIOPIRA - O que vocês tem a dizer aos que acham que o Rock morreu?

ZÉ RONALDO - Pessoal, o Rock nunca estará morto enquanto houver  bandas e pessoas que levem seu legado,não importa o que toca nas rádios. O tempo passou e os contextos mudaram, mas o rock está aí, para quem quiser apreciá-lo!

MEDIOPIRA - O que vocês acham da cultura em geral hoje em dia, do predomínio da música sertaneja e do funk em todas as mídias?


ZÉ RONALDO - As mídias são tendenciosas e a  cultura musical no Brasil sempre se modificou durante as gerações,não curtimos muito estes estilos,mas há espaço para todos e o Rock sempre terá seu lugar!

MEDIOPIRA - Pra vocês, existe futuro pro rock ou vamos ficar sempre reverenciando o passado?

Zé Ronaldo- O rock é como o wisky,fica cada vez melhor com o passar do tempo.(Risos)


MEDIOPIRA - O que uma banda tem de fazer pra tocar no shine?

ZÉ RONALDO - Primeiramente,temos que conhecer a banda e ver o material que trazem. Pedimos também para que venha conhecer a casa,o publico e como trabalhamos.

MEDIOPIRA - Além do clima rockeiro, da música boa, o que o Shine oferece em termos de bebidas e alimentos? Algo diferenciado?

ZÉ RONALDO - A simplicidade predomina no Shine. O principal é a cerveja gelada e tira gostos de buteco.

MEDIOPIRA - E qual o sistema de pagamentos? As pessoas pagam ingressos? Pagam consumação?

ZÉ RONALDO - Trabalhamos apenas com dinheiro e cartão, a entrada possui um valor fixo.

MEDIOPIRA - O bar funciona em que dias da semana e em que horários?

ZÉ RONALDO - O bar funciona  em dois sábados no mês . sempre a partir das 21h

MEDIOPIRA - Deixem contatos para a galera...

ZÉ RONALDO - Nosso contato é através da pagina no facebook : https://www.facebook.com/Shinecrazyrockbar

e no Tel:3852-8284

segunda-feira, 19 de junho de 2017

FULCRO ITABIRANO...

Na entrevista especial do MEDIOPIRA de hoje, a galera do NOSSO FULCRO, um trabalho da novíssima geração da música Itabirana. O carro chefe da banda são as releituras da velha e da nova mpb com sotaque próprio. Mas a turma já começa a arriscar composições próprias cheias de malemolência e triplos sentidos. Tenho certeza que muita gente tá perguntando. Mas peraí? O que é fulcro? Calma. Leiam a entrevista que a galera explica. O nosso fulcro estará presente no 2º Festival de Inverno de João Monlevade. 

MEDIOPIRA-Como vocês começaram a fazer música ?

NOSSO FULCROComeçamos a fazer musica juntos de uma forma totalmente inusitada e despretensiosa. Eramos amigos em comum e acabamos nos encontrando para gravar um vídeo com outro objetivo e como já havia o interesse individual de fazer musica em cada um de nós. Percebemos que se nos juntássemos algo poderia sair dali. Então resolvemos criar um lugar pra gravarmos videos de forma livre na internet, algo que servisse como nossa base de apoio musical e assim surgiu o Nosso Fulcro.

MEDIOPIRA - Como foi o processo de escolha do nome "NOSSO FULCRO"?

NOSSO FULCRO -O nome Nosso Fulcro veio do Hugo (um dos integrantes). Ele já havia sugerido esse mesmo nome para um outro projeto musical que alguns de nós ja participávamos e que acabou não dando certo. Então quando surgiu a ideia do projeto ele de cara já sugeriu o nome e nós aceitamos, pois a explicação dele era genial e casava certinho com o que nós queríamos pro projeto. Fulcro significa "base", "apoio", "alicerce" e é justamente isso que o projeto tem sido pra nós musicalmente nesse tempo de existência.

MEDIOPIRA -Vocês tem músicas autorais ou só tocam covers? Vocês procuram tocar covers iguais aos originais ou criam seus próprios arranjos?

NOSSO FULCRO - Temos algumas musicas autorais que já tocamos em nossas apresentações ao vivo como "Desculpa" e "Marrom" e até uma que já gravamos e publicamos em nossas redes sociais, a "Bolo de Limão".


MEDIOPIRA -O que o NOSSO FULCRO tem de diferente?

NOSSO FULCRO - O nosso diferencial está justamente nas versões das musicas que fazemos. Procuramos desde o inicio do projeto deixar nossa marca em cada musica que gravamos/tocamos ao vivo, arranjos melódicos e vocais, novas roupagens, tudo isso caminha com a gente e faz parte do nosso processo de definição e execução das musicas.

MEDIOPIRA -Os componentes do NOSSO FULCRO vivem de música ou todos tem profissões paralelas?

NOSSO FULCRO -Alguns de nós vivemos de musica, outros já teve (ou tem) emprego fixo. 

MEDIOPIRA -Vocês tem feito muitos shows?  Como fazem para fruir o trabalho de vocês?

NOSSO FULCRO - O ano passado chegamos a fazer 3 shows na mesma semana, 2 shows no mesmo dia. Esse ano demos uma pequena pausa mas ainda assim já fizemos bastantes apresentações em 2017. O Nosso Fulcro nasceu de forma espontânea e achamos que espontaneamente estamos esperando do futuro o que ele tem guardado pra nós. 

MEDIOPIRA -Onde vcs quer chegar o Nosso Fulcro? O que vcs sonham?

NOSSO FULCRO -Temos planos, vontades, desejos, mas até então acho que o ponto mais importante de nossa caminhada foi o acaso, então acostumamos a deixar que ele nos responda essa pergunta.


MEDIOPIRA -Vcs preferem tocar músicas de artistas mais contemporâneos ou também pesquisam a velha MPB?

NOSSO FULCRO - Nós procuramos trazer pro projeto um pouco de cada um de nós individualmente, já tocamos desde Adoniran Barbosa até Beyonce passando por Criolo, Raça Negra e Anitta. 

MEDIOPIRA -O que o pessoal de Monlevade pode esperar do NOSSO FULCRO?
  
NOSSO FULCRO - Então acho que João Monlevade pode esperar o máximo do inesperado de nós e ao mesmo tempo o máximo do obvio, assim eles vão aproveitar com um gostinho especial cada momento da nossa apresentação.

sexta-feira, 9 de junho de 2017

MEDIOPIRA ESPECIAL - 2º FESTIVAL DE INVERNO DE JOÃO MONLEVADE

Segundo ano, hora de começar a colher após as primeiras semeanças. Esse ano a programação tá bem bacana. Só shows com artistas novos que estão buscando seu lugar ao sol. mas com muita qualidade. 

Alguns shows vão dar polêmica, como da banda Virgínia de Itabira, que faz rock cristão. Ai tem aquela galerinha que questiona. " Mas pera aí! Rock Gospel?" Engraçado, né? Rock satanista pode. Rock político pode. Rock satírico pode. E rock cristão não pode? Claro que pode.

Outro Itabirano que retorna é Igor Venal, um experimentador irrequieto  que vem misturando um monte de elementos em seu liquidificador sonoro. 

De Itabira vem também o grupo NOSSO FULCRO, um  coletivo musical, que trabalha principalmente uma MPB bem orgânica, sem impurezas eletrônicas. 

De BH vem Clever Honorato, cantor e compositor de mão cheia que acaba de lançar um clip maravilhoso de animação.  



Da simpática cidade de MOEDA, vem a cantora SOL BUENO, com um som mais regionalista.
De BH também a excelente banda TRIALGO com seu rock autoral cheio de poesia e personalidade.
Eu falei apenas das atrações musicais, mas tem a parte das artes cênicas também.
A tendência é do evento ir ganhando força, afinal, Monlevade é uma cidade catalizadora. Ah...e ficamos sabendo que Monlevade vai ter outro festival de inverno também, mas de uma faculdade. E terá muitas atrações com artistas mais famosos. Isso é muito legal pra cidade, pois todos acabam contemplados. E viva a cultura...


CURIOSIDADE INTELECTUAL - se gostou, pesquise mais sobre os artistas e não deixe de comparecer...

quinta-feira, 8 de junho de 2017

RESENHA COM CARLA LISBOA - 2º FESTIVAL DE INVERNO DE JM

MEDIOPIRA -  Segundo Festival de Inverno de João Monlevade. Continua a semeança?

Carla - Com certeza. A semente desse festival foi plantada bem antes da primeira edição. Já estávamos pensando em realizar um Festival de Inverno aqui na cidade desde 2014, e sabíamos que a partir do momento em que colocássemos em prática e que essa semente começasse a germinar, a ação teria que ser contínua. O que pretendemos é fazer com que o Festival de Inverno de João Monlevade faça parte do calendário cultural da cidade e região, como já acontece com outros grandes festivais que acontecem nas cidades vizinhas.

MEDIOPIRA - No ano passado houve muitas dificuldades. Vocês conseguiram mais apoio financeiro e institucional dessa vez? Quem está com vocês?

Carla - Dificuldades sempre encontramos. Sabemos da realidade em se trabalhar com cultura não só em nossa região, mas no país. Os apoios financeiros que conseguimos para este ano foram bem inferiores em relação ao ano passado, mas o custo dessa segunda edição também será bem menor. Diante os contratempos e dificuldades que passamos no ano passado (e que rendem até hoje), resolvemos ser mais cautelosos em nossas finanças esse ano, mas sem perder a qualidade. É como sempre digo: pra se fazer cultura, não é preciso grandes fortunas. Temos a equipe do Coletivo Variável como parceiros nessa edição, e diversos apoios como Prefeitura Municipal e Casa de Cultura, ACIMON, UEMG e DA IntegrAção, DAE, Secretaria Municipal de Educação, Cervejaria Ashby, Gala Cerimonial, Sindicato dos Metalúrgicos, Rádio Alternativa e patrocínios da Festas Práticas, DNA Consultoria Ambiental, Vereadores Belmar Diniz e Gentil Bicalho.

MEDIOPIRA - Houve diálogo com as universidades instaladas no sentido de uma parceria efetiva?

Carla - Sim. Estamos negociando parceria com a UEMG e também com a UFOP para levar algumas atividades do Festival para dentro das universidades.

MEDIOPIRA - Como colaborador do Festival, tive oportunidade de conhecer vários trabalhos enviados e fiquei muito bem impressionado com a qualidade. Mas não houve inscrições da cidade. Pra você, qual a razão desse distanciamento?

Carla - Sinceramente eu não sei responder a essa pergunta. Acontece em todos os festivais que realizamos, recebemos inscrições do Brasil todo e vários artistas entram em contato diretamente comigo, reforçando o interesse em participar de nossos eventos. Acho que pelo fato da maioria (senão todos) os artistas locais levarem a arte como um “hobby” e não como um trabalho, eles não enxergam as possibilidades e oportunidades em participar de um festival, só se interessam quando tem cachês altos e olhe lá. Essa falta de interesse não acontece apenas nos festivais e eventos que realizamos. Nos festivais que acontecem na região, a participação dos artistas monlevadenses também é quase zero, porque a grande maioria não se interessa em participar. Ou têm preguiça, sei lá.

MEDIOPIRA - Depois da seleção das propostas, vem uma fase de  confirmar com os artistas pra fechar a agenda do evento. Isso foi tranquilo, todos confirmaram ou houve baixas?

Carla - Foi bem tranqüilo. Tivemos desistências por incompatibilidade com a data, pois o festival inicialmente estava agendado pro dia 24 de junho, e adiamos para 01 de julho, e duas atrações que já estavam confirmadas para o dia 24, não estavam disponíveis na nova data.

MEDIOPIRA - Onde serão as principais atividades desse ano. Já tem uma agenda?

Carla - Esse ano faremos novamente a abertura do festival na Praça do Povo, com apresentações musicais.  E o encerramento será na Praça 7 de Setembro com uma feira de gastronomia e artesanato. Nos outros dias de festival, teremos apresentações teatrais no Anfiteatro do CEJM, palestras e oficinas em espaços diversos como auditório da ACIMON e UEMG, e ainda estamos fechando parceria com outros locais para apresentação de dança, exposição de fotografias e intervenções.

MEDIOPIRA - Como está o organograma do 7 Faces para o Festival. Quantas pessoas vão trabalhar no evento?
Carla - A equipe fixa do Coletivo é pequena, mas sempre contamos com colaboradores e voluntários durante os eventos que realizamos. Para esse festival, estamos com uma média de 15 pessoas envolvidas, que, com certeza dão conta do recado.


MEDIOPIRA - A Prefeitura e a Fundação Casa de Cultura estão com vocês de forma efetiva, inclusive disponibilizando infra estrutura?

Carla - Mesmo de forma indireta, a Prefeitura e Casa de Cultura sempre foram parceiros em nossos eventos. Na primeira edição, fizemos diversas atividades no espaço da Fundação Casa de Cultura, que sempre nos recebe de portas abertas.
Este ano, a parceria com a Prefeitura Municipal e Fundação Casa de Cultura foi uma das primeiras que fechamos, e ainda arrisco dizer, que seria impossível a realização desse festival sem o apoio de ambos.

MEDIOPIRA - O que o Festival de Inverno desse ano tem como novidades? O que vc apontaria como evolução, do ano passado pra cá.

Carla - Não sei se seria uma novidade, mas acho que as parcerias e a construção coletiva são a “cereja” do festival. E esse ano tivemos o cuidado em não repetir as ações que realizamos no ano passado, como Sarau, Duelo de MC’s, etc. E sempre nos preocupamos em não agradar apenas um tipo de público. O festival é para todos, feito pra cidade.

MEDIOPIRA - O que falta pro FESTIVAL DE INVERNO de MONLEVADE ganhar os corações e mentes da cidade e se transformar num dos maiores do gênero da região?

Carla - É um festival novo, estamos engatinhando ainda. Sabemos de nossas deficiências, dificuldades que driblamos não apenas no Festival de Inverno, mas em todos os eventos que realizamos que vão desde falta de mais apoio do comércio, empresariado local e poder público, a espaços adequados para realização das ações, divulgação, etc. Mas nada é tão frustrante e nos desanima tanto quanto a falta e apoio do próprio público. Essa é nossa maior barreira.  E acredito que estamos fazendo nossa parte, temos parcerias com praticamente todos os meios de comunicação da cidade, e também da região.  Acho que o que falta é o público local abraçar mais as ações culturais, da mesma forma que abraçam e apoiam os eventos de entretenimento que acontecem na cidade.